Crítica: VINGADORES 2: ERA DE ULTRON

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A nova aventura da Marvel chega trazendo quase tudo que você já viu antes

Por Maurício Muniz

Para começar, vamos esclarecer: não conheço pessoalmente ninguém que seja mais fã de Joss Whedon que eu. Anos antes de o mundo se apaixonar por seus roteiro e direção no primeiro Vingadores ou mesmo antes de os fãs de quadrinhos se impressionarem com sua ótima fase à frente do título Os Surpreendentes X-Men, eu já defendia ardentemente Buffy: A Caça-Vampiros, criação de Whedon que, mesmo em tempos de Breaking Bad¸ continua minha série de TV favorita.

É por esperar tanto de Whedon e conhecer seu talento que Vingadores: Era de Ultron (Avengers: Age of Ultron, 2015) se mostra uma decepção tão grande. No primeiro filme, Whedon quase fez mágica ao apresentar uma história coesa e divertida com um material potencialmente complicado de se trabalhar do ponto de vista narrativo. Ele não permitiu, por exemplo, que se tornasse enfadonha e arrastada a formação da equipe (o que seria bem possível que acontecesse nas mãos de outro). Equilibrou perfeitamente as cenas de ação, suspense e humor e entregou um filme que rendeu um bilhão e meio de dólares nas bilheterias, sinal de que boa parte do público foi mais de uma vez ao cinema para rever um dos melhores filmes de super-heróis já feitos. Mas, desta vez, parece que Whedon não estava tão inspirado.

Nada de novo

AAA ULTRONimage-marvel 2O começo da nova aventura – uma sequência de ação na neve – já chama a atenção pelos efeitos visuais mal-acabados. Imagens geradas por computador apenas razoavelmente competentes, que parecem não ter peso algum, são apenas desenhos animados (mais ou menos) realistas na tela. Thor (Chris Hensworth) arranca uma árvore e a usa para bater em um grupo de vilões e o Capitão América (Chris Evans) lança sua moto contra alguns soldados com efeitos meio irreais que parecem ter saídos de filmes produzidos há 20 anos, quando o CGI ainda dava suas derrapadas. Para um filme desse porte, é surpreendente que a primeira sequência de ação traga imagens tão pouco convincentes. Mas esse é apenas o primeiro indício do conteúdo apenas medianamente envolvente e medianamente emocionante que veremos nas duas horas seguintes.

A missão principal dos Vingadores, desta vez, é deter Ultron (voz de James Spader), um robô criado por acidente pelo AAA ULTRONimage-marvel 4cientista Tony Stark (Robert Downey Jr.). Com consciência quase imediata da História do planeta assim que “nasce”, o ser mecânino acredita que é necessário destruir a humanidade para salvar o mundo. Para auxiliá-lo nessa missão, obtém a ajuda dos irmãos Wanda e Pietro Maximoff (Elizabeth Olson e Aaron Taylor-Johnson), jovens que ganharam superpoderes através da manipulação genética do Barão Von Strucker, um assecla da Hydra. Ultron tenta ainda construir um novo corpo robótico, mais poderoso, que acaba por resultar na criação do androide Visão (Paul Bettany), famoso nos quadrinhos, que se une aos heróis para deter o vilão e seus capangas.

AAA ULTRONimage-marvelPode parecer interessante mas, infelizmente, tudo tem um gosto de refeição requentada. Os momentos de ação e pancadaria não impressionam e não mostram nada melhor do que vimos no filme anterior. O humor parece funcionar muito menos desta vez: mesmo a marca registrada de Whedon – piadas verbais após momentos de tensão – caem por terra na maioria das vezes. Você nota que tentaram fazer humor ali, mas não é realmente engraçado. O roteiro é desnecessariamente longo e confuso. Há diversas idas e vindas supérfluas e os heróis enfrentam complicações que se mostram mais incômodas e arrastadas que interessantes. Um exemplo: toda a sequência em que Ultron consegue o metal vibranium por meio de Ulysses Klaw (Andy Serkis) poderia ser resolvida muito mais depressa e sem detalhes que parecem estar ali apenas para agradar aos fãs de quadrinhos. Mesmo que Klaw (vilão conhecido nos quadrinhos como “Garra Sônica”) venha a ser importante para filmes futuros da Marvel, aqui sua participação e o contexto em que é apresentado quase causam bocejos.

Também incomoda que elementos da história pareçam influenciados por decisões dos executivos do estúdio. Alguns dos acontecimentos dramáticos mais importantes de Capitão América: O Soldado Invernal vão por água abaixo aqui com uma facilidade quase constrangedora, de forma a retomar o status quo do Universo Marvel. E até a morte de um dos heróis (para salvar uma criança… tem clichê maior?) parece mais influenciada por uma questão de marketing que para atender bem à trama.

Para trás, Vingadores

Talvez o pior problema do filme seja o excesso de personagens: do lado dos heróis já temos os seis Vingadores; os irmãosAAA ULTRONimage-marvel 3 Maximoff (havia dúvida que eles passariam para o lado do bem?); o pouco carismático Visão; Nick Fury (Samuel L. Jackson) e mais um par de heróis saídos de outros filmes da Marvel. Por diversas vezes, há tanta coisa acontecendo na tela, há tal excesso de acontecimentos e heróis presentes, que o interesse e a atenção do expectador se perdem. Não ajuda também a edição de imagens rápida e histérica, que parece influenciada por filmes como Transformers – algumas vezes é até difícil entender o que está acontecendo nas cenas de ação – e o fato de os trailers terem entregado quase toda a história.

AAA ULTRONimage-marvel 5Há qualidades, claro. Uma delas é uma boa surpresa ligada ao Gavião Arqueiro (Jeremy Renner) e que aprofunda e humaniza o personagem. Outra, um romance algo dolorido entre o Dr. Bruce Banner (Mark Ruffalo), alterego do Hulk, e a Viúva Negra (Scarlett Johansson) que, se por um lado parece ter saído do nada, por outro ajuda a desenvolver melhor os heróis e explora o passado da heroína ruiva. Mas isso é pouco para um filme que foi tão esperado e que surge, no final das contas, parecendo sofrer da síndrome de “time que já ganhou”, a impressão que os produtores, roteristas e atores não precisam se esforçar muito, já que os fãs gostarão de qualquer coisa que for apresentada. Até mesmo a cena no meio dos créditos finais, já tradicional nos filmes da Marvel, é preguiçosa: apenas uma repetição disfarçada de algo que já vimos antes.

Vingadores: Era de Ultron merece ser assistido e, provavalmente, o filme fará um grande sucesso nas bilheterias. Mas não é nada que já não tenhamos visto antes e que não tenha sido apresentado com mais emoção e dedicação no passado. É de se perguntar até se a fórmula dos filmes de super-heróis já pode estar próxima do cansaço e se, como na maioria dos quadrinhos do gênero, veremos daqui pra frente só as mesmas histórias e situações de sempre, apenas disfarçadas por uma nova camada de verniz.

Joss Whedon teve que se curvar a exigências do estúdio e, por isso, o filme se tornou um produto sem inovações e que não se arrisca a evoluir? Ou ele simplesmente está cansado do Universo Marvel? São questões para discussão ao longo dos próximos anos. De qualquer maneira, o resultado é que desta vez o diretor e roteirista não levou avante os Vingadores.

Cotação:
3-stars

MauMaurício Muniz é jornalista especializado em cultura pop. É coeditor da revista Mundo Nerd, editor das linhas de quadrinhos da Gal Editora e da Peirópolis, além de tradutor e dublê de escritor. Ele finge ser um cara legal, mas não engana ninguém

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19 comentários sobre “Crítica: VINGADORES 2: ERA DE ULTRON

  1. Discordo frontalmente de vários aspectos da resenha. Onde estão os efeitos especiais enfadonhos? Só vi cenas de ação fuderosas em um filme que reproduz como nunca o clima dos gibis. Mais até do que o primeiro longa dos Vingadores. O cgi do Hulk nunca foi tão perfeito. A grande quantidade de tramas e de personagens se torna uma virtude para quem presta atenção nas 2h30 de projeção (eu, particularmente, não despreguei o olho) e isso foi feito justamente para que o filme possa ser revisto inúmeras vezes, coisa que, claro, todo mundo vai fazer (eu já tô querendo ver a pré-estreia de hoje à noite). No mais, o fato de assistir a Agents of SHIELD e Agent Carter ajudou bastante na melhor degustação de certas passagens do longa. E a se julgar pelo estilo escolhido pela Marvel para tocar produções como a recente série do Demolidor, a fórmula dos filmes de heróis está longe de se esgotar. De qualquer maneira, me incomodaram a morte do tal herói (inadequada e forçada) e alguns errinhos de continuidade. No mais, um filmaço de super-heróis. Quatro estrelas na cabeça.

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    • Heitor, achei no geral um filme bastante preguiçoso, no melhor espírito seleção brasileira, aquela coisa de achar que basta entrar em campo para o jogo já estar ganho. Anyway, a morte do tal personagem acho que se deve muito mais a pendengas legais do que qualquer outra coisa.

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  2. Vamos lá, por partes. (Mas antes, um aviso, esse “djequibau” do perfil sou eu, o Carlos Alberto Bárbaro. Vou mudar o nick no Word Press, mas não agora.

    Para quem critica o descuido do roteiro, iniciar a crítica dizendo que o Tony Stark cria o Ultron “por acidente” só pode significar que o crítico descuidou de prestar atenção ao filme. O Stark estava criando o Ultron de caso pensado, o que acontece é que ele não previu, um momento duhh para um gênio, bilionário, filantropo, que uma inteligência artificial poderia tomar as rédeas do negócio. Mas “acidente”, no filme pelo menos, não foi não.

    Quanto ao fato de o humor não ser “realmente engraçado”, o humor, ou cacos, nem sempre é inserido numa narrativa para ser engraçado, às vezes é para aliviar a tensão também. Quando o Stark, no Hulkbuster, fala “Dorme, dorme, dorme…” repetidas vezes, é mais ele querendo que o amigo fique inconsciente logo pra ajuda-lo, uma forma dele aliviar sua tensão, do que para a plateia rir às escancaras, uma forma dele aliviar sua tensão, o que não impede, claro, que a plateia ria às escancaras.

    O roteiro pode até ser longo algumas vezes, mas “confuso”? Eu achei até simples demais, bem esquemático, primeiro isto, depois aquilo, isto mais aquilo, igual aquiloutro e assim por diante, uma coisa levando à outra.

    A sequência em que Ultron consegue o metal vibranium por meio de Ulysses Klaw” dura menos de três minutos. Isso é muito longo?

    A morte de um dos heróis terá influência para tramas futuras sim, quando sabemos que esse herói tem uma irmã poderosíssima que nos quadrinhos pira geral. Quer gancho melhor pra pirar geral que a morte do irmão? (Se vão usar isto ou não é secundário, mas que na hora, pela reação dela, isto já ficou sugerido, ah, ficou sim.)

    “O pouco carismático Visão”(?) É sério isso. Cê quer que um androide tenha carisma?

    E olhe, não vi problema nenhum com CGIs, mas, claro, não fui ao cinema com essa intenção, então, se não percebi nada é porque não havia nada de tão acintoso assim pra perceber. Mas na segunda vez vou conferir se a razão está contigo mesmo.

    Curtido por 2 pessoas

  3. Vamos lá, ô Chique Norris.

    Stark queria criar um sistema de proteção global. Mas não queria criar um robô maluco que quer destruir o mundo. Logo, a criação do Ultron é acidente, sim, não era aquilo que ele tentava trazer ao mundo.

    O “dorme, dorme, dorme” não é o melhor exemplo de piadas do filme e nem o pior. Nem lembro se achei graça disso na hora. Mas a primeira piadinha do Strucker, por exemplo, é tão boba e o delivery tão blé… o resto segue o caminho.

    A situação toda com o Klaw não dura só três minutos mas nem a pau, ainda mais se contar com a briga boba que se segue e toooooda aquela história de delírios do Thor etc etc etc. Zzzzz…

    Roteiro confuso no pior sentido, de bobo, com um monte de vai pra cá e vem pra lá chatinhos. Ataca vilão, volta pra base. Faz isso, volta pra base. Ataca outro vilão, volta pra base. Estrutura pentelha, sinceramente.

    A morte de quem morreu, sabemos muito bem, foi por que é (SPOILERS!) “dividida” com a Fox a propriedade sobre o personagem. Não tinha outro motivo pra matar um personagem de tanto potencial a não ser por birra da Marvel. E não vai rolar VINGADORES: A QUEDA tãããão já nos quadrinhos. E poderiam pirar a pirada de outra maneira, fácil, fácil.

    Cara, eu vi muuuuitos problemas no CGI. E não fui só eu e nem só o Ochôa. Até sites gringos já falaram mal.

    Mas é aquela coisa: eu vou pra analisar o filme, não como fanboy… =^D

    E com essa educadíssima bica no saco, saio corren… digo, me despeço.

    Mas faremos uma discussão em áudio sobre esse filme. Será divertida e produtiva. Tragam suas próprias luvas de boxe.

    Curtido por 1 pessoa

    • Issaí.

      Na do Stark você está errado, mas sei que não vai admitir. É como com filhos (e eles até dão essa dica no filme): você os planeja, você os faz, você os tem, mas o que eles vêm a ser está fora do seu controle. Até o Jarvis evoluiu para além das expectativas do Stark. Vai dizer que foi por acidente também?

      Nas outras são opiniões de um dorminhoco, mas mesmo assim a gente respeita.

      A da morte tem maior probabilidade, sim, de ser fruto dessa disputa, mas foi bem feita. Clichê, talvez, mas o cinema é um mar de clichês. Quando a gente está de boa vontade, eles funcionam, quando não está eles são clichês.

      E Deus me livre e guarde de entrar numa sala de cinema algum dia “pra analisar um filme”. Nem de graça.

      O filme é melhor que o primeiro, que, como eu já disse em outro lugar, ao invés deste segundo, não tinha roteiro.

      E cena com o Klaw pra mim é cena em que o Klaw está presente, quando ele está fora, mesmo que os desdobramentos da presença dele continuem, não conta como tempo da cena do Klaw.

      O CGI eu vou tirar a dúvida. Mas repito, se um espectador comum, mas informado e atento, que não vai, no entanto, ver um filme “pra analisar”, não percebe nada, então tá bom. (O que me faz te perguntar: você leu esses comentários dos sites gringos antes ou depois de ver o filme?)

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  4. Assisti ao filme nesse final de semana, enfrentei uma fila dos infernos no cinema da minha cidade pra assistir em uma sala 3D, que de 3D o filme não tinha nada!

    Do filme: Gostei, mas não supera o primeiro, eu diria até que está pau a pau com o primeiro. O vilão, Ultron, bem… já começaram errando por aí. Ele é completamente diferente do Ultron dos quadrinhos, e ele não surge das mãos do Stark! Tá bom, eles não tem obrigação de fazer uma reprodução fiel, se trata de adaptação… Tentei ignorar esse fato.

    Gostei do relacionamento entre Bruce Banner e Natasha (“Nat”).

    Vocês viram a Velma?! Ela se casou com o Gavião Arqueiro! Por um momento achei que eles estavam indo para o rancho dos Kent (potof).

    Visão, achei muito legal, e ele meio que entrou no filme pra salvar a pátria, né?

    Mercúrio e Feiticeira Escarlate foram mais ou menos… achei a motivação deles fraquinha. A Feiticeira Escarlate nos quadrinhos é completamente maluca, caótica, instável. Até que ela estava controlada no filme.

    Dou 3 estrelinhas também 😀

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  5. Finalmente fui assistir ao filme.
    Gosto do Whedon tanto quanto o sr MM, e não vi uma queda tão grande de qualidade.
    Tiveram “erros” de CGI (sim), e foi percebido porque antes assisti o trailer do Jurasic World para comparar, mas não penso que diminuiu o filme.
    O roteiro não estava confuso, mas também não era mastigado.
    Quanto a morte, achei desnecessária, esperei uma cura milagrosa nos créditos finais.
    Não achei ruim a grande quantidade de heróis, só achei que veria o Aranha.
    O humor estava presente, e sim ri demais com certas tiradas.
    Não é nota dez como o Vingadores 1, mas chega numa nota 9.

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  6. Não acompanho Agents of SHIELD nem Agent Carter – mas quero muito fazê-lo depois de ver a MARAVILHOSA série que é Demolidor -, mas eu gostei MUITO do filme pela proposta que ele tem. E aí é que eu penso em Vingadores 2 como um filme que tende a ser re-avaliado nos próximos lançamentos da Marvel.

    Se eu tivesse feito a resenha, eu daria 5 pela proposta do filme em si, esperando que todos os ganchos criados por essa obra sejam bem conectados com a narrativa central do UCM. Eu daria 5 porque ele tem uma proposta diferente do primeiro filme: enquanto em Vingadores 1 você tem a conclusão de tudo o que vinha sendo construído desde Homem de Ferro 1, esse filme surge mais como um “meio-termo” entre o que vinha acontecendo no UCM e o que ainda está por vir.

    Assim, numa análise de filme por filme, você tá certíssimo. Ele não é um filme maravilhoso e, às vezes, nem é tão divertido quanto o primeiro – nem tão bem conduzido quando o CA 2. Mas, volto ao mote central do meu comentário, a proposta é linda. Arriscada, mas linda.

    A Marvel tá fazendo um complexo narrativo tão impressionante no UCM que, de verdade, deveria gerar estudos de crítica literária muito contundentes. Ela está tentando transpor pros cinemas o que vem acontecendo há uns 50 anos nos quadrinhos, só que de uma maneira muito mais fluída e menos abarrotada.

    A proposta de integrar o universo cinematográfico com as séries – aliás, as séries servindo para a ambientação narrativa dos filmes, como um complemento – e de se criar “várias franquias” integradas num só universo é tão incrível que me causa um furor meio doido. Eu acho lindo demais. O problema é que a condução deve ser acertada, pq são vários problemas que podem acabar com toda essa proposta. Enquanto que na “Fase 1” do UCM, nós tivemos uma narrativa coesa inserida num devir próprio (Homem de Ferro 1, Capitão América 1, Thor 1 servindo para a introdução dos personagens principais, Homem de Ferro 2 servindo pra criar uma ambientação mais segura de elementos importantes, e o Vingadores 1 como a conclusão de todo esse processo e a abertura da brecha principal pra Guerra Infinita) meio que num “teste”, o que o pessoal do UCM quis com a Fase 2 (encerrada agora com Vingadores 2) foi o de expandir esse universo.

    *SPOILER ALERT*

    Acho que essa expansão já começou com alguns erros básicos. Os eventos do Homem de Ferro 3 meio que foram ignorados, mas trouxe um personagem que já está confirmado como um Vingador pro CA 3, que é o Máquina de Ferro. Em Thor 2 há o desenvolvimento de um plot que MUITO provavelmente vai ser retomado em Vingadores 3 e 4. E os elementos de Capitão América 2 também são meio que “resolvidos na surdina” no Vingadores 2. E as séries tão se inserindo nesse contexto todo pra amarrar pontas – ou simplesmente serem fantásticas, como a do Demolidor.

    Há um caminho delimitado, um futuro certo. Nós já vimos 3 joias do infinito – o Tesseract, o Éter e a joia dos Guardiões – e provavelmente teremos as outras duas inseridas na Fase 3.

    *FIM DO SPOILER*

    Assim, concordo em partes com o que o que falaste. O filme em si não é nada demais – e o seu papel como crítico de cinema é analisar o filme em si, e não vê-lo mais profundamente dentro do projeto Marvel -, cheio de gordura e não tão jovial quanto o primeiro.

    Mas, se o projeto continuar sendo bem conduzido como tem sido – dos 10 filmes já lançados (to ignorando o Hulk), 1 foi ruim (HdF 3) e 1 foi mediano (Thor 2); enquanto três estão entre os melhores filmes de herois de todos os tempos (CA 2, Vingadores 1 e HdF 1, nessa ordem) e os outros são filmes MUITO acima da média hollywoodiana -, Vingadores 2 vai ser o elo principal entre o início FANTÁSTICO e de um final que espero que seja FANTÁSTICO também.

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