O Pasteleiro Louco: o que achamos do trailer da série da SUPERGIRL!

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Para o alto e avante? Ou capaz de encher o saco de todo mundo em seis minutos? E as feministas, o que acharam? Confira nossa opinião sobre o novo seriado da Moça de Aço!

Pelos Pasteleiros (e convidadas especiais)

Se a Marvel vem dominando as telas do cinema, a DC parece ter resolvido fincar o pé no terreno que sempre foi dela mais que de qualquer outra editora desde os anos 1950 e vem lançando uma série atrás da outra baseada em seus personagens: Arrow, Flash, Gotham, Constantine e, agora, Supergirl (em novembro) e Legends of Tomorrow (para 2016). A CBS lançou trailers dessas duas séries na semana passada, mas é da Supergirl que vamos falar. O preview com mais de seis minutos de duração da série estrelada por Melissa Benoist agradou a alguns e nem tanto a outros. Por isso, resolvemos reunir nossa equipe de sempre – e mais algumas convidadas nerds muito especiais – para comentar o que viram. Nossas opiniões estão aí embaixo, logo depois do trailer (caso você ainda não o tenha visto ou queira rever)!

Maurício Muniz: Na média, gostei do trailer da série. Achei que tem uns efeitos especiais meio marretas e, apesar de já c8735a97d87e30ea9379489e01097094estar apaixonado pela Melissa Benoist, acho que essa interpretação meio Pollyanna dela – tudo é lindo, tudo é fofo, mas vou ali chorar um pouquinho porque às vezes a vida também é dura – pode cansar. E fica a questão de qual universo é esse? É o mesmo do Homem de Aço? O mesmo de Arrow eFlash? Um totalmente diferente? Não dá pra saber ainda (embora eu apostaria no do Homem de Aço, sim). Tirando essas considerações, achei que tem potencial pra ser divertido e interessante. É legal ter uma super-heroína em papel de destaque na TV e tanto a personagem quanto a atriz (já falei que gamei?) parecem ter potencial pra segurar uma série semanal. Particularmente, vou torcer pra que não siga demais a linha de Smallville, o que pode cansar um pouco. De qualquer maneira… achei legal o bastante pra querer assistir. E uau, hein? Quem imaginaria, há dez anos, que teríamos tantos super-heróis na telona e na telinha um dia? (Agora, estou curioso pra saber o que algumas mulheres vão achar desse discurso de “não há nada de errado com a palavra ‘garota'”.)

Ultra04001Carlos Alberto Bárbaro: O trailer da Supergirl foi a coisa mais deliciosa do ano a surgir na internet. Generoso, bem editado, com uma protagonista deliciosa e com a Calista Flockhart como cereja desse bolo. A impressão que fica é que finalmente algum executivo lá na Warner se tocou de que o cinza é a cor mais fria para supers em geral. Só vi alegria, bom humor e heroísmo surgindo na hora certa. Incrível, e bem legal, foi perceber que, sendo uma série da DC, aparentemente os produtores foram buscar inspíração em Ultra: Sete Dias, HQ dos irmãos Luna, um título da Image (que, pensando bem, e em retrospecto, foi com certeza inspirada na Supergirl). E já que Smallville já era de certo modo uma série teen dirigida para o público feminino, que bom que agora façam isto do modo certo e não apenas pensando que as meninas vão ver a série por causa do bonitão tirando a camisa. E olhe, quando os caras mostram um trailer tão longo como este assim tão antecipado, é porque eles sabem que têm ouro nas mãos. Do que vi, ficou a certeza de que vai ser muito difícil nos decepcionarmos quando a série estrear.

Eduardo Marchiori: O objetivo dos trailers é dar um preview do que o filme/série tem de melhor para atrair o público. Estetumblr_n0q52jAGDa1s7n9hno3_1280 trailer da Supergirl, pelo menos para mim, fez isso com louvor e honra ao mérito. Fiquei empolgadíssimo de ver como a heroína vai construindo sua personalidade aos poucos e terá que aprender a lidar com a fama, o amor e, claro, as ameaças que virão. O voo da Supergirl de braços abertos é uma clara referência ao longa-metragem de 1984 e saber que a atriz Helen Slater estará no elenco como a mãe adotiva da jovem só aumenta o interesse. Curti demais o tom bem humorado e meio adolescente, que foge totalmente do estilo “dark-knight-realista” impresso nas produções da DC, algo que estava fazendo falta e que a série do Flash trouxe de volta de forma tão primorosa. Não me incomodaram a etnia de Jimmy Olsen, o símbolo vazado ou ela ter revelado sua identidade secreta, pois isso são soluções do roteiro que não influenciam no contexto. Se a série for boa, dane-se o resto! Estou empolgado e esperando ansiosamente novembro chegar.

Ben Santana: E a DC tentando fortificar a marca. Muita gente não vai gostar. Fato. Muita gente vai reclamar. Outro fato. Mas, ei, a Supergirl é conhecida o suficiente para ter uma série. Bom, quase tanto quanto outro personagem da editora… Como é mesmo o nome? Ah, sim. O Arqueiro Verde. Vou assistir antes de qualquer julgamento. Acho que é a atitude mais acertada. Pode ser bom, pode ser ruim. Mas é uma tentativa válida.

Gustavo Daher: Putz. O começo do vídeo foi um resumo de todas comédias românticas já feitas no universo. Sem contar a atuação caricata da chefe dela que foi deveras lamentável. Não senti vontade de acompanhar essa série.

smallville-135054Fábio Ochôa:  Existe uma lição que o remake da série V – A Batalha Final deixou que os executivos da CBS não pegaram: se você não tem grana – ou a criatividade – para fazer bem-feito, dude, não faça! Simples assim. Pois bem, defeitos especiais à parte, esse “Smallville Veste Prada” me pareceu um pouco a versão requentada de tudo que a DC fez na TV nos últimos 25 anos, tem um pouco de Lois & Clark aqui, outro tanto de Smallville, outro de Flash e Arrow, outro de Malhação (ok, não é da DC, mas que lembra, lembra), tudo meio misturado e sem muita identidade e personalidade. Ainda assim vou torcer pela série. Por quê? Porque é da Família Super e o nosso mundo cínico anda meio carente de heróis de verdade; porque é uma protagonista feminina (ainda que mesmo sendo capaz de levantar um prédio com os pentelhos resolva chorar no sofá porque o militar malvadão mandou ela pegar um café… porra, CBS!) e faz Lois_and_Clark_01um tempinho já que quero ver uma heroína emplacar de verdade para o grande público. Dito isso, vou ver? Pelo trailer que me contou toda a história com trilha sonora chororô, provavelmente não. Mas torcerei por eles. E, além do mais, não pode ser pior que o filme de 1984. Ou pode?

Wilson Simonetto: Fora o fato de que talvez o trailer tenha mostrado um pouco demais – o que é até normal para chamar a atenção inicial -, eu gostei do que vi. Tem bastante ação, mas também toca no dia a dia da personagem, que parece segura do que é e do quer ser. Deve ter um tom meio leve como Lois e Clark, o que para mim é ótimo, principalmente por se tratar de uma série com uma garota jovem.  Claro que virão comparações com Smallville e, se conseguir ter similar sucesso, será uma maravilha. Enfim, é bem-vinda a se juntar às séries existentes.

Ana Resende (jornalista, tradutora, especialista em moda e blogueira): “I’ve been searchin’ my soul tonight/I know there’s so much more to life…”

Dizem que se você cantar este refrão três vezes em voz alta enquanto assiste ao First Look da Supergirl, a Vonda Shepard [cantora do tema de abertura da série Ally McBeal] se materializa com piano e tudo na sua sala. Ok, brincadeira!

A minha primeira impressão foi a de que a nova série era uma mistura de Ally McBeal com O Diabo Veste Prada (e não é ally-mcbeal-castsó por causa da Calista Flockhart, que parece ter usado todo o estoque de botox do hemisfério norte no rosto, nem pelo louro quase platinado à la Miranda Priestly, exalando bitchiness por todos os poros…). Eu vi outra protagonista saltitante e cafoninha, porém, dedicada, e fiquei esperando que, em algum momento, ela trocasse a saia lápis coral e o suéter cinza por um modelo haute couture da Chanel.

Mas, depois de rever o preview, me flagrei quase gostando da série. Ok, a protagonista é saltitante e cafoninha (com a manjada vibe “moça inocente do interior”), mas tem alguns momentos interessantes de autodescoberta do próprio girl power. E eu gostei do Jimmy (ou James, como ele prefere ser chamado) negro e mais maduro, que parece que vai ser a ligação da Kara com o passado, e gostei da Alex, irmã e dublê de consciência da Supergirl.

Veredito? Promete diversão sem compromisso, mas não sei se dura mais que uma temporada.

Emmanuella Conte (tradutora e colaboradora da revista Mundo Nerd)Do ponto de vista de quem não sabe nada além do básico sobre a Supergirl, não sei dizer o que o público vai poder esperar ver dos quadrinhos aí, mas acredito que vai ser uma série bem divertida. Também vai ser bacana para as garotas mais novas e os meninos mal-acostumados com a associação “testosterona = poder” terem a oportunidade de ver uma super-heroína ganhando destaque na programação. No mínimo, uma dose de diversão leve garantida.

Gabriela Franco (jornalista, colaboradora das revistas Mundo Nerd Mundo dos Super-Heróis e membro do grupo MinasNerds): O trailer da Supergirl fez um certo barulho entre as feministas. Muitas não gostaram do ar despreocupado, aparentemente fútil de Kara, nem das semelhanças do trailer com a paródia feita pelo SNL sobre o filme da Viúva Negra. Ouvi muitas críticas ao jeito “girlie” da personagem e, particularmente, discordo desse ponto. Nem toda heroína precisa ser bad ass, segura de si, sexy. articulada, fatal. Nem toda mulher é assim. E ainda bem por isso. Somos diversas e precisamos, sim, ser representadas em nossa totalidade. Kara, na verdade, não PRECISA ser durona. Ela é a versão feminina do Super-Homem, com poderes infinitos e capaz de transformar qualquer um em uma massa disforme com um estalar de dedos. Porque diabos precisaria se impor, ser agressiva? Até porque a Supergirl bad ass não seria a Supergirl, seria a Poderosa! Outra coisa que ficou bem clara foi o apelo teen da série: mais leve, iluminada, bem-humorada, com um quê de sitcom. Um contraponto à séries sombrias como Gotham e Arrow. Mas, enfim, nada impede que ao longo da trama as coisas se compliquem. Acho que vale dar os uma chance.

Enfim, como representante feminina (beijo, MinasNerds) deixo meu parecer: a discussão é profunda, mas a mensagem é simples! Você não precisa perder sua feminilidade e fragilidade para ser feminista. Não precisa deixar de ser quem é para lutar por igualdade. O feminismo engloba TODO E QUALQUER tipo de mulher (e homem!) que acredite na igualdade de direitos entre os gêneros. E na boa, ninguém critica o Peter Parker por ser um nerd babaca mal-articulado e um fiasco com as mulheres, não é mesmo? Deixem a Kara ser menininha!

E você, o que achou do preview da Supergirl e da opinião da nossa equipe e convidadas? Comente abaixo!

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Um comentário sobre “O Pasteleiro Louco: o que achamos do trailer da série da SUPERGIRL!

  1. O que me preocupa de verdade nesse trailer é que nós estamos cada vez mais instigados a acompanhar as séries que estão pipocando a cada dia na TV, nos canais fechados e nos canais exclusivos. São tantas opções de séries com nossos heróis que não tem como ficar excitado com tantos lançamentos. E quer saber, acho ótimo. Supergirl é mais uma que vem para vermos nossos heróis em ação e agora mesmo vi uma postagem dela com o Flash. Acho que serão do mesmo universo Mauricio. Agora com Arrow, Flash, Gotham, Supergirl, Agentes da Shield, Demolidor, Agente Carter, Heroes que também está por vir e tantas outras, como podemos acompanhar tudo isso, se o dia só tem 24 horas e vivemos pelo menos uns 100 anos, quando muito. E ainda temos o desejo de ler muita coisa boa que está saindo, sem falar no mundo do cinema que também promete!! Enfim só chego a uma conclusão: Deveríamos viver mais e os dias tinham que ter pelo menos 72 horas! Abraço a todos e parabéns aos Pasteleiros!!

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