Entrevista exclusiva: FELIPE CAGNO, um cineasta que faz filmes em quadrinhos

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Um bate-papo com o autor de Lost Kids 321: Fast Comics sobre quadrinhos, Catarse e as novidades que estão a caminho

Por Wilson Simonetto

O Pastel Nerd conversou com o quadrinista e cineasta paulistano, Felipe Cagno, vencedor do prêmio Angelo Agostini como roteirista da antologia de quadrinhos por 321: Fast Comics, lançada em 2014, cuja segunda parte está atualmente em fase de financiamento coletivo.

W 01Fale um pouco de você.

Sou de São Paulo, tenho 31 anos e formação em Cinema, o que considero minha profissão original e pretendo voltar a produzir nessa área assim que possível. Rodei um longa-metragem em 2012 que ainda estou na batalha para finalizar com a Paolla Oliveira, Leopoldo Pacheco e Sérgio Marone. Morei em Los Angeles por quatro anos para tirar um mestrado em cinema e estagiar em algumas produtoras.

Como surgiu a vontade de fazer quadrinhos?

Lancei meu primeiro quadrinho no final de 2013, a série Lost Kids: Buscando Samarkand, uma adaptação de um roteiro de cinema que escrevi entre 2007 e 2009. Esse trabalho surgiu quando eu estava estagiando para duas produtoras ao mesmo tempo, a Misher Films e a Ozla Pictures. Eu pedi para meus chefes lerem o roteiro do Lost Kids, W 03que eu havia desenvolvido dentro do curso, e eles se surpreenderam com o material, mas disseram que um filme assim nunca sairia do papel pelo orçamento inflado que trazia consigo. Sem se conhecerem, me sugeriram o mesmo caminho, ou seja, transformar o roteiro em livro ou quadrinhos e, depois adaptar para a telona, caso fizesse sucesso. Como sempre gostei de HQs, escolhi esse formato imediatamente e comecei uma intensa produção com muito aprendizado até conseguir lançar a saga em 2013.

E, como surgiu a ideia de 321?

O Lost Kids tem 232 páginas só de história, 300 com os extras, e eu levei quatro anos para produzir tudo… Eu realmente não queria passar por isso de novo, risos, queria algo rápido! E, mais importante, queria algo que me desse liberdade criativa em outros gêneros e que eu pudesse colaborar com diversos artistas em um trabalho só.  O mais natural foi querer produzir uma antologia de contos. Durante o primeiro ano do meu mestrado, todos os alunos tinham que produzir um exercício de câmera chamado “321”, que são 3 páginas de roteiro, 2 personagens e 1 locação. Como a locação no quadrinho não é um problema logístico como no cinema, rachei a cabeça para pensar no que seria meu “1”. E me veio a ideia de tentar terminar as histórias sempre de forma surpreendente já que isso é extremamente difícil, seria um bom desafio para me obrigar a crescer como roteirista.

W 02E como você escolheu os artistas?

Basicamente, convidei aqueles com quem fiz mais amizade durante o FIQ, como Marcelo Maiolo, Rafael DeLatorre, Geraldo Borges, Fabiano Neves, Romi Carlos e Thony Silas, que foram escolhas óbvias. Depois fui completando o time através de indicações ou com aqueles que eu sempre fui muito fã e não queria deixar de colaborar em um quadrinho, por mais curto que fosse.

Qual foi o motivo da escolha de trabalhar com financiamento coletivo?

Eu tentei o Catarse para o Lost Kids e deu supercerto. Foi natural querer repetir a dose. E, dessa vez, eu estava um pouco mais confiante porque já sabia que muitos dos apoiadores iriam voltar a apoiar o projeto. É preciso construir não só uma base de fãs dentro do Catarse, como fazer de tudo para deixá-los felizes e surpreendidos. Senão, qual é a vantagem do cara de apoiar, no Catarse, se ele pode comprar o livro depois?

E para o novo projeto 321…, como foi a escolha dos artistas, desta vez?W 04

Foi uma mistura de estilos, já que eu queria mesclar diversos estilos de arte, como aconteceu de forma mais natural, no primeiro livro. Fui atrás de artistas de quadrinhos americanos de super-heróis, ao mesmo tempo em que corri atrás de grandes cartunistas também. A escolha foi puramente técnica todo artista que faz parte desse segundo livro é alguém que admiro demais.

E quais novidades, podemos esperar?

São tantos artistas que quero incluir na série 321: Fast Comics que já me vi obrigado a pensar nos dois próximos livros e dividir os nomes entre eles.  Assim, além do segundo volume que sai este ano, pretendo lançar um terceiro e último volume para fechar a trilogia em 2016. E no dia 23 de Junho vou anunciar uma grande novidade que vai deixar todos os apoiadores mais que felizes quando souberem.

Valeu pelo bate papo, Felipe. Sucesso nos projetos!

O prazer foi todo meu, Wilson!

Se quiser saber mais sobre Felipe Cagno e, seus projetos acesse:

Facebook: https://www.facebook.com/321FastComics

Catarse: https://www.catarse.me/pt/321FastComics2

https://www.facebook.com/felipe.cagno

WilsonWilson Simonetto é colaborador do site Chamando Superamigos e da revista Mundo dos Super Heróis. É colecionador de quadrinhos e prestigia todos os eventos nerds que pode, o que já rendeu a ele o apelido de “Homem-Evento”

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