Crítica: O HOMEM QUE ERA O SUPERMAN

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Baseado em fatos reais, é a história de um sul-coreano que acredita ser o herói da DC Comics… e age de acordo em um mundo que pode não entendê-lo

Por Eduardo Marchiori

Apesar do título, não se trata de um filme de super-heróis. Ao contrário, é uma história sensível e humana que mostra que o heroísmo está dentro de cada um.

fullsizephoto47667Vez ou outra, navegando pela Internet, encontramos coisas inusitadas às quais não damos um centavo e acabam se mostrando ótimas surpresas. É o caso deste filme sul-coreano, que encontrei ao acaso, num site que não me lembro qual – desculpem, mas só vou dar a dica, a procura é por conta de cada um. Mas me chamou a atenção o título: O Homem que era o Superman (Syoo-peo-maen-i-sseo-deon Sa-na-i, 2008).

O pôster do filme também era interessante: um homem de camiseta florida, com uma esvoaçante capa vermelha, equilibrando-se em um telhado. Como fã de super-heróis, especialmente o próprio Superman, claro que não perdi a oportunidade de assistir essa raridade, imaginando ver alguma tosqueira semelhante ao seriado do Homem-Aranha japonês.

fullsizephoto47678Ledo engano e puro preconceito. O cinema oriental tem se destacado bastante no mundo inteiro com ótimas produções, fullsizephoto47680especialmente de terror, gerando cópias americanas sem a mesma qualidade – caso de O Chamado, O Grito, Espíritos: A Morte está ao Seu Lado e outros. Este filme tem uma premissa bem simples: um homem tem certeza que é o Superman e dedica sua vida a ajudar as pessoas, praticando desde as tarefas mais simples, como carregar uma sacola pesada para a vizinha, até um resgate durante um incêndio.

fullsizephoto47675O problema é que, claro, ele não tem os poderes do Homem de Aço (embora acredite que sim) e sempre acaba preso por desobedecer às autoridades e arriscar a própria vida. Uma jornalista decide fazer um documentário sobre a vida dele e acaba descobrindo coisas surpreendentes.

No início, o filme apela para o ridículo, principalmente por conta da interpretação exagerada fullsizephoto47672dos orientais. Mas, da metade pra frente, muda completamente o tom e passa da comédia para o drama. O maior mérito da película é colocar em reflexão o verdadeiro sentido da loucura. Quem é louco de verdade: aquele que acha que é um personagem de quadrinhos e dedica sua vida a fazer o bem e ajudar as pessoas ou aqueles que são “normais”, mas indiferentes à necessidade do outro?

Segundo a divulgação, o filme dirigido por Yoon-Chul Chung e estrelado por Jeong-min Hwang é baseado em fatos reais. E os diálogos do “Superman” com a jornalista são inspiradores. Logo no início, o personagem relembra uma frase de seu pai, supostamente morto em um tiroteio (isso não fica muito claro na história) que dá o tom da história: “Todas as pessoas têm ‘poderes’ para fazer o bem, você só precisa lembrá-las disso.” É um filme para rir, para chorar e para pensar.

COTAÇÃO:

4stars

EduEduardo Marchiori é jornalista, escreve para as revistas Mundo dos Super-Heróis e Mundo Nerd e é responsável pelo blog Raio X (http://mutantexis.wordpress.com), também voltado à cultura pop. Acredita que o maior de todos os superpoderes é o amor e é considerado meio louco por causa disso

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3 comentários sobre “Crítica: O HOMEM QUE ERA O SUPERMAN

  1. muito obrigado “Que a força esteja com você!!” (Star Wars) “Longa vida e próspera!” (Spock – Star Trek)  “Nada tema, com o Ivan não há problema!”

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