Enquanto isso… O Fantástico Mundo dos “Quase”: filmes, quadrinhos e séries que não existiram, para nossa sorte

Bond

Conan num mundo futuro, Batman falido, Mel Gibson como 007 e Wolverine como um animal evoluído. Conheça as atrocidades da Cultura Pop que (ufa!) passaram raspando

Por Fábio Ochôa

Obras de arte são filhas do talento e do acaso.

É muito comum ao avaliar um determinado filme, livro ou  quadrinho, desconsiderar o contexto em que ele foi feito, o orçamento investido, os acordos comerciais, as pessoas certas ou erradas que se envolveram em alguma etapa do projeto, as limitações de mercado, os prazos apertados. Tendo isso em mente, são tantas variáveis da concepção ao nascimento de uma obra, tantas interferências diferentes, que é quase um milagre que nesse mar de caos absoluto emergem algumas coisas que só possamos definir como obras-primas, como O Bebê de Rosemary, Alien: O Oitavo Passageiro, O Poderoso Chefão e assim por diante.

Talvez seja justamente essa a grande beleza da coisa. O talento individual e coletivo vencendo todas as improbabilidades.

Daí, quase tão fascinante quanto as obras prontas, são as obras que pertencem ao quase. Os filmes que quase aconteceram, as histórias que quase foram contadas, mas em algum lugar do caminho, houve uma curva e eles nunca chegaram a ver a luz do dia.

As obras que poderiam ter mudado tudo que vemos hoje em dia, deixando as coisas nem melhores, nem piores, apenas diferentes.

Vamos a algumas delas:

PoeStallone quase foi Edgar Allan Poe no cinema. Adaptar a vida do escritor era um dos projetos dos sonhos dele, como ator, roteirista (oscarizado, inclusive) e diretor. Felizmente, algum amigo sensato disse que ele jamais convenceria como o papa da literatura de horror, que pesava 50 Kg e vivia doente.

Schwarzenegger iria ser Kyle Reese no primeiro Exterminador do Futuro e Lance Henriksen iria ser o Exterminador. Lá pelas tantas, alguém chegou à conclusão que Schwarzie poderia funcionar melhor como o androide, devido ao seu tamanho mais assustador. E também devido às suas, digamos, deficiências expressivas.

O Senhor dos Anéis quase foi adaptado por Stanley Kubrick nos anos 1960, The-Beatlestendo os Beatles como Hobbits. Lennon tentou de tudo que é maneira que a coisa acontecesse, mas Kubrick desistiu.

Mick Jagger quase foi o Alex de Laranja Mecânica, mas Kubrick o dispensou.

O primeiro Conan, de John Milius, quase se passou no futuro, em uma vibe meio Mad Max, grande sucesso da época. Mas Milius mandou o roteirista Oliver Stone parar de putaria e situar o filme na era hiboriana.

Antes dos excessos lisérgicos de Francis Ford Coppola, Apocalipse Now quase foi um filme de ação ultradireitista e macho pacas, com roteiro de John Milius e direção de um George Lucas pré-Guerra nas Estrelas. “Vocês mataram meu bebê” Milius gritou, quando viu o filme no cinema.

Houve o boato de que Eddie Murphy quase foi Robin em Batman Returns. Foi desmentido depois, mas quem duvidadaria que Tim Burton tivesse pensado nisso.

Clint Eastwood chegou a ser cotado para substituir Sean Connery como James Bond nos anos 70. Mel Gibson para substituir Roger Moore nos anos 80.

Christopher Walken, novinho, chegou a ser cogitado para ser Superman, graça a seu rosto definido como “alienígena”. Para nossa sorte, isso não passou dos estágios iniciais de produção.

Robert Redford quase foi Michael Corleone em O Poderoso Chefão. Só não levou essa porque Coppola bateu o pé que queria o então desconhecido Al Pacino no papel.

JawsEm Tubarão, o animal iria aparecer o filme inteiro, porém o animatronic quebrou. A solução? Construir o suspense a partir da ausência da criatura, não da presença. E assim nasceu um clássico. Em 1975, com nenhuma fé no sucesso do filme, Spielberg estava dividido entre dirigir Tubarão para um grande estúdio, ou o semi-independente The Bingo Long Travelling All-Star & Motor Kings. No fim, optou por Tubarão e o sucesso arrasador inaugurou a era dos blockbusters e o cinema nunca mais foi o mesmo.

Spielberg queria dirigir um filme da franquia 007, os produtores vetaram pois tinham a política de “nenhum diretor ou ator envolvido pode ser maior que Bond”. Como viu que não ia ganhar essa queda de braço, resolveu criar o “seu” James Bond junto com George Lucas, um arqueólogo que se envolve em aventuras, sempre com uma micro-aventura de introdução no começo, tal qual os filmes de 007. Anos depois, a fonte de inspiração inicial seria homenageada no terceiro filme da série, com Sean Connery interpretando o pai (em mais de um sentido) de Indiana Jones.

Na primeira metade de Cavaleiro das Trevas, a cena em que Bruce Wayne sofre um ataque de pânico na rua quase foi uma recapitulação dos primeiros anos de Wayne como Batman. Esse material posteriormente daria origem ao clássico Ano Um.

Frank Miller e Darren Aronofsky quase fizeram uma versão de Batman: Ano Um para o cinema. Bruce Wayne estaria batman_year_one_by_yacobe-d4q45nlfalido, Batman apareceria somente no fim do filme e, em vez de Alfred, ele seria auxiliado por um mecânico jamaicano chamado Al. Algum ser humano sensato resolveu não levar isso adiante.

Homem-Aranha quase virou filme nas mãos da Cannon nos anos 1980, com direção de Tobe Hopper. Quem já assistiu a qualquer filme da Cannon tem uma noção do abacaxi que poderia ser.

HulkO Incrível Hulk quase foi vermelho na sua série de TV. Mas a Marvel acho um pouco demais.

Por muito pouco, O Vingador do Futuro não foi um thriller cerebral dirigido por David Cronenberg e estrelado por Willian Hurt. É do envolvimento dele com o filme que saiu a ideia dos mutantes de Marte.

O Retorno do Jedi quase foi dirigido por Paul Verhoeven, graças a um filme holandês dele chamado Soldado de Laranja, onde orquestrou diversas cenas de batalhas que agradaram a George Lucas. Depois, Lucas viu os outros filmes que ele fez, recheados de violência, sangue e putaria e resolveu repensar seu convite. Ia ser no mínimo engraçado.

Matrix foi concebido como uma série de quadrinhos. Os irmãos Watchovski acharam que nenhum estúdio iria bancar uma wolverine-marvel-comics-11970988-1201-1257proposta complexa como aquela.

Em 1986, Superman, Batman e companhia quase foram publicados pela Marvel. Isso só não ocorreu devido à lei Antitruste.

Wolverine quase foi um texugo de verdade. Na ideia original de Chris Claremont, ele seria um texugo evoluído pelo Alto
Evolucionário, daí o fato dele não ter memórias de seu passado e sempre lidar com seu “lado animal”. Agradeça a um editor consciente por isso não ter acontecido.

Segundo Claremont, novamente, Mística não seria a mãe de Noturno, mas sim o pai. Sim, ela quase criou um pinto com seus poderes e engravidou Sina. Felizmente editor consciente 2, Chris Claremont 0.

Em Robocop 2, Murphy iria impedir um roubo de banco, tomaria um disparo de bazuca no peito e só seria reativado 25 anos no futuro, pelos rebeldes de uma América distópica, em uma trama com muitas semelhanças (até demais, inclusive) com o clássico Metrópolis. A título de curiosidade, o albúm de figurinhas do filme, publicado no Brasil, vinha com essa trama original em sua sinopse e não com o roteiro filmado. Alô, alô, revisor.

Para nossa felicidade, todas essas coisas apenas quase aconteceram.

OchôaFábio Ochôa trabalha como redator publicitário. Conquistou prêmios, foi citado na TV, foi diretor de criação, já saiu na Zupi, fez campanhas políticas e, mesmo assim, ainda consegue gostar das pessoas e achar este mundo um lugar legal. É um exemplo, esse rapaz. Trabalha também como ilustrador freelance e roteirista eventual. Para saber mais acesse:  www.behance.net/fabioochoa

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23 comentários sobre “Enquanto isso… O Fantástico Mundo dos “Quase”: filmes, quadrinhos e séries que não existiram, para nossa sorte

  1. “Stallone quase foi Edgar Allan Poe no cinema. Adaptar a vida do escritor era um dos projetos dos sonhos dele, como ator, roteirista (OSCARIZADO, inclusive)…” – Errr, Sylvester Stallone NÃO GANHOU o Oscar de roteiro a qual ele concorreu pelo filme Rocky. Mas até hoje vejo gente insistindo em dizer que ele ganhou.: http://www.imdb.com/name/nm0000230/awards

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    • Pra você ver, Alexandre, e olha que tenho essa informação há anos (acho que décadas, se bobear) na minha cabeça, como “Rocky foi o filme que tirou o Oscar de Taxi Driver”. Li ela na época pré-Internet, provavelmente em alguma SET ou Video News da vida.
      Não sabe a minha surpresa ao ver o link do Imdb, quem sabe até não foi nesta tal matéria que começou o boato.

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  2. Fábio, mais vez te cumprimento pelo ótimo texto.

    Bítous de hobbits? Cruzes. Deve ser por isso que o Ringoistar fez aquele troço chama O Homem das Cavernas. Quem não tem ismígal, caça com dinossauro.

    Tenho, no entanto, algumas ponderações sobre alguns filmes que poderiam ter se materializado mesmo.

    Exemplo: Retorno de Jedi por “Pôu Verroévem”. Soldado Laranja, Conquista Sangrenta, Robocop, Total Recall, Instinto Fatal e até Tropas Estelares são filmes muito bons, onde a violência não é apenas uma opção estética, mas parte integrante da trama. Um Retorno de Jedi com a violência que Uma Nova Esperança apenas intuiu em meados do zeitgeist setentista, seria muito bem vindo. Explico: naquele primeiro filme da trilogia clássica, tínhamos braços decepados com sangue pingando, cadáveres em chamas e até torturas (mesmo que não mostradas). Em Retorno de Jedi, temos aqueles chatonildos do ewocks… Acho que uns stormtroopers fazendo churrasco com eles iriam ficar bem dentro do espírito do primeiro filme. Falando do Tio Lúcas, não sei se o Apocalipse Now dele iria ser tão ultradireitista, afinal ele temia muito o direitismo de Níquisson e vibrava com perseverância dos vietcongues na luta contra um poderoso e armado império americano. Está aí a gênese, segundo o próprio Tio Lucas em rascunhos manuscritos do roteiro original de Uma Nova Esperança (que foram publicados em livro escrito por um de seus auxiliares) dos rebeldes enfrentam com ataques surpresas as instalações militares do Império Galático. Está aí a inspiração para o Ewocks: baixinhos como os vietcongues, conhecedores da floresta, capazes de montar armadilhas rústicas para soldados imperiais. Isto não é teoria. Isto está publicado e corroborado pelo Lucas. Ele tinha certa simpatia com a esquerda, mas evidentemente o já rico Lucas (por American Grafith) não chegava a ser um fã de Marx hehehe.

    Falando de Robocop, eu havia lido à época sobre esta versão ainda mais no futuro. Não me lembro se na falecida SET (reencarnada como Review), ou na já zumbinecida Cinemin. Sinceramente, achava esta ideia muito mais cabível de ser filmado do que repetirem praticamente a mesma trama do primeiro filme naquele segundo só porque o roteiro seria assinado pelo cultuado Franquimíler, cuja HQ A Volta do Cavaleiro das Trevas teria sido a inspiração do primeiro. O terceiro filme então nem se fala. Acho que prefiro a versão série de TV – amava aquele mustang dele. Então, seria muito mais interessante. Quando fiquei sabendo que o Zepadia iria dirigir um remake, fiquei muito aborrecido por que era a chance de resgatar aquele roteiro esquecido. Tenho certeza que seria melhor do este novo filme besta.

    Quanto ao Ispáidermein da Cannon, não sei… Teve aquela série de TV, que dava continuidade ao longa de muito sucesso do fins do 70, que era uma produção pobre, mas bem cool. De repente… E a Cannon já produziu Rei Lear de Jeãluquigodár! Quem sabe? Mas neste caso, francamente duvido, hehehe.

    Já Edimanrfi de Robin… nada foi pior do que Batman com mamilos de Vauquílmer, hehe.

    Agora, sejamos francos, tamanho não é problema. O Tomcrúiçe não ficou alto para ser o Lestáti em Entrevista com Vampiro? O Elíja-údi não ficou pequeno para ser um hobbit? Então, o Çilvéister está longe de ser o Êdigaralan? Põe um bigodinho nele que até ficam parecidos, hehe.

    Além destes, acrescento o Duna que Jodorowsky tentou fazer, com arte de Moebius e Chris Foss. Gosto muito do visual da versão de Deividlínche, mas que ela é confusa até para quem leu o maravilho livro de Franquirrérberti, ah isso é. Acho que seria um filme e tanto.

    Grande abraços!

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    • Hey Edilson, valeu de novo, cara.
      Cara, my god, fazia anos que não pensava no Caveman! Vi isso nos tempos do VHS, molecote fã dos Beatles e nem assim teve como perdoar!

      Está rolando atualmente um tremendo burburinho para que nosso amigo Verhoeven diriga o Schwarzie no Conan 3. O próprio diretor já se prontificou e disse que toparia a empreitada (até porque desde A Espiã a carreira dele está em baixa), não faz ideia de como eu faço votos para que isso aconteça. Sou fã do velhinho.

      Sei que é meio difícil de encontrar, mas se por um acaso do destino, você trombar com o álbum de figurinhas do Robocop 2 pelos sebos da vida, compra, que vale a pena.
      Eu não sei porque cargas d’água, o roteiro que consta no álbum é esse primeiro script, futurista, agora imagina a minha decepção, comprando o álbum na época, e indo ver o filme no cinema e descobrindo que ele não tinha nada a ver com o álbum.
      Eu tenho uma impressão, inclusive, que ele não é do Miller, mas sim do Neumeier, provavelmente foi o que levou ele a ser gongado, dando espaço para o Miller entrar e fazer aquela atrocidade.

      Eu devo confessar de maneira meio culpada, que eu até gosto das bombas que o Hooper fez na Cannon, particularmente, o Força Sinistra e o Invasores de Marte. Vai saber no que que ia dar, né? Aliás, o ator escolhido era a cara do Peter Parker.

      Pois é, eu li essa informação do Sly em uma entrevista na SET, onde após o Tango & Cash ele queria dar um novo rumo na carreira e tal, e falou que tinha dois grandes sonhos, a cinebio do Alan Poe e fazer um musical (????), pouco depois ele apareceu com o Oscar, Minha Filha Quer Casar e o Pare Senão Mamãe Atira e…. Bem, não deve ter dado muito certo (para dizer o mínimo) já que ele voltou rapidinho para a ação com o Risco Total. Mas não deixa de ser interessante imaginar o que teria acontecido se a carreira dele realmente tomasse esse novo rumo.

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      • Hello Fábio.

        Eu nunca tinha ouvido falar neste álbum do Robocop até ver o seu post. Se vc o tiver, escaneia e divulga pra galera. Sempre sonhei em ver um Robocop assim. Se não puder fazer isto, me fale que vou tentar encontrar com uma amigo chamado “José Carlos” Neves (está em meu Face) que consegue achar de tudo em ficção científica. Isto desde os tempos que internet não existia nem em ficção científica. (Só para você ter ideia, ele arrumou VHS com Cosmos em dublagem original!!!! – na minha página do Face você acha também, áudio sincronizado com imagem dos dvds).

        Esse tipo de coisa acontecia muito. Alandinfôster, quando foi ghost writer de Lucas no romance Guerra nas Estrelas, escrito a partir de um roteiro ainda não filmado, inseriu muita coisa que foi filmada e não usada nos filmes, como Luke meio pateta em Anchorhead (tipo Georgemacflái em Hill Valley de 1955) sendo sacaneado por amigos, Vader sendo sarcástico ao falor de Palpatine, que era visto como um político bem intencionado, mas joguete nas mãos do Senado. Acredita? Tá lá?
        E na HQ de Auíliçon de Blade Runner, tem a trama antes dos truncamentos da Warner, com o número de replicantes corrigido (5-1=4) e até um descrição poética para a fuga do Décardi e Réixei naquela paisagem cubriquiana.

        E o mais esdrúxulo de tudo: a continuação de 2001 por Diéquiquirbi. Acredita? Um monte de gibis da Marvel com a aventura de um troglodita feroz em paralelo a astronautas que acham vestígios de uma civilização pré-colombiana (acho que Maia) em um asteróide (!?!) – deve ser daí a inspiração para as pirâmides de Yavin. Tem monstro na HQ, monólito sacana e um monte de quirbisses. Li que é a pior HQ do mundo. Na net você a acha inteirinha para baixar. Só não digo que arturceclaque e o cúbrique não tiveram um ataque cardíaco porque devem ter levado algum din-din nisso. E a existência de 2010, 2061 e 3001 provam que aquilo não existiu, que foi um sonho da Marvel, hehe.

        Acho muito interessantes estas aberturas nos portais interdimensionais da ficção científica. Os monólitos de verdades, os anéis de Stargate e os fantasmas de Interestelar que o digam.

        Quanto ao Está Alone (hehe) esta carreira cômica que ele andou metido foi a trilha deixada pelo pionerismo do Ischuazeneguer com Gêmeos e e aquelo outro com ele grávido, que não me lembro o nome agora. Aí Titio Islái, resolveu algo semelhante. Na minha humilde opinião, a melhor coisa que ele na vida foi “Demolidor”, uma inteligentíssima sátira dos arquétipos mais populares da ficção científica e com muito humor (lembra das três conchinhas?). O filme foi tão inteligente que muita gente da turma da porradaria foi assistir como tal, curtiu e nem se tocou da “delicadeza” do roteiro, e olha que estou me referindo ao Islái tricotando.

        Sou fã do Verroéven também. O holandês é fera, principalmente depois da cruzada de pernas de Cheron Istôni (e talvez)! Aquilo não foi efeito especial de çaifái. Mas sinceramente, Conan nunca me fez a cabeça, embora seja um admirador do Isxuárza. Acho que ia preferir a dupla em outra çaifái, principalmente se for do filipicadique.

        Não sou muito chegado a Tobirrúper. Poltergeist foi mais direção não creditada do Ispíubergue do que dele. Já Força Sinistra eu curto demais. Foi um filme que mexeu comigo… aquela torre de energia mandando as almas pra nave morcegosa (dipo a do Conde Docú de Episódio III) e além do mais, tinha aquela vampira! Pela dona de minha doce adolescência, hehe). Tal como a gata agaguigueriana de “A Experiência”, como resistir?

        O Caveman eu confesso que tá na minha lista mas ainda não parei para ver. Fiquei sabendo desta aberração neandertalesca há pouco, quando ao estudar sobre filmes de ficção pré-histórica. Já ouviu falar no italiano “Quando as Mulheres tinham Rabo?”, acho que com o Jiulianojema? E da continuação “Quando as Mulheres perderam o Rabo?”. É sério. Talvez “O Ringo Está?” seja um injustiçado do Oscar diante disso!

        Grande abraço!

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  3. Fala Edilson!

    Cara, fucei na net e não consegui encontrar o tal álbum, fica a dica para escanear. A capa dele é o mesmo cartaz do segundo filme (aquela cena do Robocop passando por uma parede azulada destruída) e ele vinha com um pôster A4 com a mesma cena, em uma espécie de papel cartonado que não dava para dobrar.
    Me lembro também que o álbum era um pouco mais vagabundo que o normal, talvez não fosse da Abril, o que explica talvez uma tiragem baixa e por tabela, o desaparecimento.

    Poutz cara, o primeiro livro do Guerra nas Estrelas é do Alan Dean Foster? Eu tive em mãos, acabei não lendo e no fim dei de presente para um amigo fanático pela série, se soubesse teria lido, adoro a novelização dele do Alien. Acho incrível como ela amplia o filme e desenvolve os personagens.

    Eu sempre tive uma curiosidade mórbida pelo 2001 kirbyano, mas nunca li (senso de autopreservação talvez), mas não é curioso? Kubrick, um autor completamente formalista e cerebral, Clarke, o homem da especulação científica pura filtrados pelo rei da imaginação cósmica, descontrolada e desenfreada? Eu não consigo nem imaginar o que saiu dessa mistureba (segundo a Internet, uma tremenda bomba, mas enfim). Eu soube que foi nessa série que surgiu o Homem-Máquina, não, sabe se procede isso?
    Curiosidade nerd, se sim, isso quer dizer que a Marvel oficialmente reconhece o monolito em seu universo?

    Pois então, eu não me lembro bem do Demolidor, me lembro que vi na época que saiu, eu tinha lá meus 12, 13, fui pronto pra Stallone porradaria e saí bem desapontado do cinema. Eu tive uma impressão semelhante no mesmo ano com O Último Grande Herói. Revendo este, anos depois, finalmente “entendi” qual era a do filme, as piadas internas, a inteligência do conjunto e tudo. Hoje, acho ele um dos melhores filmes do Schwarzie e uma pena ter sido um fracasso de bilheteria.
    Acho que se rever Demolidor vou ter uma impressão semelhante.
    Aliás, eu achei que o Stallas ia finalmente conseguir dar esse tal rumo que ele queria na carreira depois do Cop Land (que aliás, é um belo filme) mas foi a partir dali que ele começou a afundar de vez no ostracismo.

    Força Sinistra envelheceu um pocado, mas ainda é legal de ver até hoje.
    Já leu o livro? Vampiros de Almas? Recomendo.

    Caaara, por incrível que pareça, meu pai vivia falando desse filme do Giuliano Gemma, na memória dele é uma tremenda comédia, mas ele é fazaço das comédias italianas, então…
    De qualquer maneira, é um que tenho que ver algum dia na minha vida. Não é esse com a Raquel Welch, né? Eu devo estar fazendo confusão…

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    • Relô Fábio!

      Você acertou na mosca! Considero o duo “Demolidor & O Último Grande Herói” duas pérolas do cinema inteligente desta dupla de brucutus: Istá-alone e Ischuárza. O filme deste último teve o azar de querer bater de frente com o primeiro “Jurassic Park” e perdeu feio na bilheteria. Além do mais o público não entendeu a proposta, uma versão truculenta de “A Rosa Púrpura do Cairo”, do Údialen. E mais, fizeram um boneco inflável gigante do Zenneger segurando uma bomba lá em Manhattan, que além de atrapalhar o trânsito, acharam de mal gosto pois lembrava atentado terrorista. Isto em 1993! Mas reveja Demolidor e curta as antológicas três conchinhas!
      (Curiosidade curiosa: este último Terminator Genesys bateu de frente com Jurassic World e perdeu. Isto é: dinossauros 2 – Ischurárza 0) Hehehe.

      Quanto ao álbum do Robocop, as figurinhas eram obviamente desenhos, não? Pois não chegaram a filmar aquela alguma coisa da versão metrópolis. Não é?

      Já os filmes das mulheres com rabo ou que perderam, não é o clássico 1.000.000 Years BC (Mil Séculos antes de Cristo). É imitação italiana destes, assim como os bang-bang italianos imitavam os americanos. Na verdade, como estou pesquisando estes filmes, tem descobrindo um monte deles assim, antes e depois da Raqueuélchi. Pretendo baixá-los e vê-los mais tarde.

      Já o livro original de Força Sinistra, o Vampiros do Espaço, do Colin Wilson, tá na minha estante há décadas me olhando. Capa dura e tudo. Qualquer hora o leio.

      Já o caso do Alandinfoster como ghost-writer do Lucas é verdade. E ele está escrevendo a versão romanceada do episódio VII. Também escreveu alguns do universo expandido. Segundo um artigo acadêmico que li, Lucas quis que um escritor amigão dele escrevesse o livro do primeiro filme, mas quando disse que a Fox exigia que o nome do autor fosse o do próprio Lucas, o cara pulou fora. (Era uma prática comum nos final dos 70. O livro de Contatos Imediatos tá como se fosse escrito pelo próprio Ispiubérgue). Já o Dinfoster topou e se firmou no gênero e ainda virou queridinho de Hollywood. Sua versão de Alien foi o primeiro contato que tive com este universo, visto que cidadezinha do interior do RJ onde eu morava Alien nunca passou – só a Aliens o Resgate, anos depois. Lembro que fiquei apavorado quando li! Só fui assistir Alien quando um amigo meu, que tinha certa grana, comprou um aparelho fantástico que só ele mais três caras na cidade tinham: um videocassete! Coisa maravilhosa ter o filme em casa, mesmo que por alguns dias. Pois bem, o VHS Alien ainda tinha uma imagem ruim e era pirata (à época VHS original só em cidade grande).

      Quanto ao Homem-Máquina, fui conferir nos quadrinhos que tenho baixado, e ele está lá, no fascículo 8. Não saco muito o Universo Marvel, mas pelo jeito é o mesmo personagem que você está falando, com monólito e tudo. Imaginar 2001 no mesmo universo do Quarteto Fantástico é barra!

      Abçs.

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      • E aí cara!

        Eu me lembro da foto na época, do Schwarza rindo dos dinossauros. Ele se achava intocável na época e os dinos abocanharam tudo.
        O mais legal é que Jurassic Park é também um grande filme, com uma tremenda construção de suspense, mas meio que entrou para história como “o filme que só tem efeitos especiais”.

        Aí que tá: as figurinhas eram imagens do filme gravado! Ou seja, o texto dizia uma coisa e as imagens outra! Coisa de doido.

        Cara, lê que vale a pena. O Wilson também tem outro muito bom, um thriller detetivesco chamado Gaiola de Vidro. É quase um pré-True Detective (a primeira temporada, a que vale a pena).

        Por um acaso, esse Alien que tu leu não é um que tinha uma capa branca, da Abril Cultura, com uma caveira estilizada prestes a engolir um pobre astronauta desavisado? Essa foi a que li na minha infância e marcou muito.
        Do Foster recomendo também a novelização do Fúria de Titãs, o canto de cisne do saudoso Ray Harrihausen, ali ele novamente mostra a que veio, pega uma trama básica (e nada contra) e expande aquilo, humanizando os personagens e suas motivações.
        O que funciona muito melhor na palavra escrita, sem o auxílio do impacto visual.

        Só para deixar tudo ainda mais bizarro: imagina que um mesmo universo compreende o Quartato Fantástico, o monolito negro e os Transformers! Porra, Marvel, vamos organizar essa putaria!

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  4. Grande Fábio!

    Vc causou foi o responsável por uma zona na minha “biblioteca”. O Alien que eu li se chamava simplesmente “O Oitavo Passgeiro” e a capa era aquele cartaz clássico, como o ovo rachando saindo luz (que, diga-se de passagem, nada tem a ver com ovo do filme). Era da biblioteca pública de Paraíba do Sul, RJ, onde morava à época (1981 mais ou menos). Aí eu podia jurar que teria comprado, anos e anos mais tarde, em um sebo da vida de Juiz de Fora, onde fazia graduação, a edição da Coleção Grandes Sucessos da Abril, justamente a que tem o astronauta com o alien caveira na capa (que, diga-se de passagem, nada TINHA a ver com filme, mas depois daquele final trash de A Ressurreição, passou a ter, hehehe). Mas aí revirei minhas estantes de FC e não o encontrei. Já estou na dúvida se o comprei mesmo, ou se, revoltado com aquela capa, deixei pra lá – afinal eu já o tinha lido. Aí fui pesquisar na internet agora e vi que tem uma edição da Best Books com uma worst capa, que tem uma foto da Terra (que, diga-se de passagem, nada TINHA a ver com o filme, mas depois de A Ressurreição e principalmente Prometheus, passou a ter). Aí estou a pensar se não foi esta que comprei. Agora não sei nem mesmo se comprei as duas famigeradas edições, se as perdi, se as emprestei e não me devolveram, ou se caíram atrás das estantes pesadas (quando eu mudar eu descubro)… O que eu sei é está tudo um zona e por culpa sua, hehehe.

    E as leituras que vc me indicou estão na fila agora! Descobri agora, na caça ao alien (hummm, que macheza!), que o meu Vampiros do Espaço do Cólin-uíson está ao lado de “Invasores de Corpos”, do Diéquifínei (que, diga-se de passagem, já foi chamado de Vampiro de Almas na primeira versão fílmica, aqui no Brasil, é claro).

    Quanto ao álbum robocopolescofritzlangueano, vou caçá-lo por curiosidade mórbida. Veja se é este: http://produto.mercadolivre.com.br/MLB-681714687-album-de-figurinhas-robocop-multi-1990-completo-_JM Se for, tem uma versão estranha do primeiro filme em desenhos e fotos do segundo filme, mas do filme que foi realmente feito. Tente recordar de quanto o teve em mãos e vê se era mesmo a versão Metropolis que disse. Acho que vc deve estar que nem eu em relação às minhas edições de Alien, hehehe. Assim espero, pois não estarei só, e meu o grito não será ouvido no espaço!

    Transformers, x-men, monólito… tudo no mesmo universo ?!? Pqp! Nunca imaginei que aqueles caminhõezinhos ridículos que viravam robobos, que as crianças brincavam (eu já era adulto), poderiam potencialmente se linkarem com Arturceclarque, com Richardistráus, com Nítie, com jorgeluizcalife, eumirdeodatu etc. Acho que vou comprar um e colocar ao lado da minha edição de 2001 da Aleph. Ninguém vai entender!

    Abraços!

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    • Ahahahahaha cara, até então eu nunca tinha ligado os pontos da relação capa-Alien-da-Abril-quarto-filme-da-série. O meu melhor palpite é que o capista da Abril e o da best Books viraram CEOs da Fox. O que explica o inexplicável: Aliens a Ressurreição. E também o Prometheus, que até acho que tem lá seus momentos, mas o roteiro é uma cratera, um buraco negro que suga toda a lógica e arremessa em outro lugar.
      E os dois estão ganhando sequência, afinal, nada pode descansar por muito tempo.

      Invasores de Corpos, boa lembrança! Outro livro que li há eons atrás e era muito bom (mas realmente não me lembro como é que ele acava, se era de maneira tão pessimista como os dois primeiros filmes), nunca vi a versão original, o que é uma injustiça, porque ele está logo ali no Netflix, mas a versão de 78 pra mim é um dos top 10 da ficção.

      Cara, agora estou realmente na dúvida (e na mesma situação que tu teve com os Aliens) na minha memória (e lembre-se, estamos falando de 1991, longínquos 24 anos atrás) a capa era a mesma do filme, assim como o pôster, mas sim, tinha ilustrações no meio (tiradas picaretamente do desenho animado) e vinha uma chamada para o pôster na capa e o nome do álbum era “Robocop 2”.
      Mas, como eu não encontrei NADA sobre isso na Internet (e como todos sabemos, se não está na web, não existe) estou até achando que o álbum é esse mesmo, no fim das contas.

      Rapaz, compre o Transformer e coloque ao lado do monolito, junto com um boneco do Homem-Aranha.
      A Marvel vai entender!

      Abraços!

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  5. Fábio, em tempo, na caça, encontrei coisas interessantes sobre Robocop. Acredito que saibamos de algumas, outras não. Está neste link: http://entretenimento.uol.com.br/album/2013/07/19/10-coisas-que-voce-nao-sabia-sobre-robocop.htm#fotoNav=4

    Já aqui, tem uma longas reflexões do que poderia ter Corporative Wars, aquela versão Metropolis para o segundo filme. Interessante que alguma coisa foi aproveitada para aquele serie de TV do robozão, principalmente no episódio piloto. Pena que não me lembro direito (passava na Golôbo por volta de 1995-6). http://entretenimento.uol.com.br/album/2013/07/19/10-coisas-que-voce-nao-sabia-sobre-robocop.htm#fotoNav=4

    No mais, uma diretiva de abraços para ti!

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    • Pois é cara, sabe que é até meio deprimente constatar que um personagem que teve 3 filmes, um remake, duas séries, trocentos quadrinhos… No fim das contas tem só o filme original de coisa boa mesmo.
      Para não dizer que é só, a mini Robocop vs Exterminador do Futuro, por incrível que pareça (e apesar da picaretagem implícita) é muito bem sacada e bem escrita, recomendo bastante.

      Eu me lembro de ter assistido a um episódio ou dois da série de TV, mas ela era tão indignente que você sentia vontade de pagar uma sopa pro elenco, ele enfrentava um cara parecido com o Freddy Krueger também, se não me falha a memória, mas era bem ruinzinha. (hey, trapaça! O link do Metropoliscop é o mesmo!)

      Abração!

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  6. Fábio, blz?

    Como este papo tá rendendo! Hehehe. Mas tá bão, sô! É um prazer conversar de ficção científica com gente que entende. Vou ver se mando o link para um amigo que também saca bastante do assunto, (mais do que eu) para dar umas pirulitadas também.

    No Aliens 4 faltou um agaerreguíguer para dar acabamento naquele híbrido, que ficou parecendo tosquisses oitentistas inspiradas no agapelovecréfiti, tipo “Reanimator” e afins. Já o Prometheus, eu até que curti muito. No entanto ridleiscóti viaja muito. Misturou eriquevondâniquem com cristianismo e de alien mesmo, quase nada. Criou um antropocentrismo meio manjado, como se universo estivesse muito preocupado com esta rocha chamada de Terra. Gostava muito do conceito da Nostromo ter descoberto uma carga alienígena transportada numa nave de outros alienígenas. Ou seja, nada a ver com a Terra. O homem simplesmente encontrou uma forma vida, sem dar a entender no filme, se a humanidade já tinha ou não descoberto outras formas de vida fora do nosso mundo. Aí vem o segundo filme e na Suvaco, digo, Sulaco (mas tinha tanta testoterona que poderia se chamar Suvaco mesmo, hehe) o pessoa fica falando que um transou com uma acthuriana, isto é, uma mulher (ou algo assim) do sistema da estrela Arthurus. Procurei fingir que não ouvi isso para curtir o filme, que como você deve ter notado, tinha uma cena muito parecida com a morte de Dallas no livro de dinfoster.

    Agora pense uma coisa: ridleiscóti desistiu de dirigir Duna por causa da morte, por câncer, de um de seu irmão. Queria algo mais intimista, justamente que tratasse filosoficamente da vida e da morte. Daí seu envolvimento com o projeto “Dangerous Days”, que como nós sabemos, virou “Blade Runner” – o meu filme predileto. Agora a grande questão: com o suicídio de Toniscóti, o que será que não irá fazer com “Paradise” (título provisório de sequela de Prometheus)? Mesmo assim, estou esperançoso. Só não dá para juntar Engenheiros com o nascimento de Cristo, afinal aquela cabeça encontrada na caverna tinha aproximadamente 2 mil anos!!!! Não sei não!

    Também curto demais “Invasores de Corpos” versão 1978, do Filipicaufiman, até por causa do herói ser o Donaldisuterlêndi, pai do Quífer (vulgo Diequibauer) e ter a presença do Leonardinimói, o nosso querido Ispóqui. Eu até que gostei daquele com bela Nicoliquídeman e o Danielcreigui. Ainda não vi a versão do abeuferrara e, assim como tu, a primeira. Ano que vem vai, quando eu instalar a Netflix em casa.

    Abraços fictícios!

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    • É só pegar uma cadeira e entrar na conversa!

      Pois é cara, o Prometheus me passa essa impressão, de um filme que quer abraçar coisas demais, mas que nunca está à altura de sua proposta, ou, numa piada extremamente infame, um filme que prometheus mas não cumpreus (e com essa piada eu devo ter perdido 56% dos meus leitores, vou ver se tem vaga na Praça é Nossa), mas apesar de tudo eu não desgosto do filme, mesmo sabendo que ele é pretencioso pra caramba, que o roteiro tem coisas que são de uma estupidez atroz etc.
      Em um certo sentido, perde um pouco da graça também o fato dele explicar o que houve naquele mundo. Eu achava tão legal tu simplesmente não ter a menor ideia do que aconteceu naquele mundo, apenas montar a história na sua cabeça, mas, né….

      Pois então, Alien 4 é complicado, mas aí também tem um ponto que eu acho muito legal da série Alien, o fato dela se reinventar tematicamente e esteticamente a cada filme, dando voz a novos diretores, mas o preço a pagar por isso é justamente a instabilidade da qualidade. O filme é puro Jeunet e Caro (para o bem e – principalmente – para o mal), parece mais aqueles gibis da Heavy Metal do que um filme Alien, bom, o que não quer dizer que seja um bom sinal. Mas não deixo de apoiar essa proposta de variedade da série. Te confesso que um que aprendi a gostar foi o 3, lento, intimista e cheio de ressonâncias religiosas (herança do diretor anterior, o sumido Vicent Ward do que do David Fincher, que na prática só assinou o filme e sequer considera o Alien 3 um filme dele) e gosto muito do 2, puro Cameron, naquele clima Rambo-enfrenta-baratas-gigantes-no-espaço. No geral o saldo da série é bem positivo, né? Sendo o único ponto fraco o 4.
      Pelo menos nunca pensaram em fazer o Alien de Tim Burton.

      Olha, só pelo Inverno de Sangue em Veneza e pelo Invasores de Corpo, o Jack Bauer pai já merecia entrar na história de Hollywood, mas achei bem ruim a versão do Ferrara (que nem 90% da carreira dele aliás), foi feito no ápice do vício dele em crack e vendo o filme tu tem a nítida noção que ele não faz a menor ideia do que está fazendo ali.
      Eu tenho bastante simpatia pela versão da Kidman/Craig, só me incomoda um pouco o descompasso de ritmo dela, nós temos um filme lento, atento aos detalhes e de repente, pá, explode uma ação hollywoodiana que não tem nada a ver com o filme que vinha sendo feito até então.
      Tempos depois eu soube que o estúdio viu, achou devagar quase parando e chamou o cara do V de Vingança para fazer umas sequências de ação e encaixar a fórceps na história, bom, deu no que deu.

      Mas rapaz, assine Netflix, recomendo muito, cara e o preço é bem em conta!

      Abraços!

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      • Um Alien por Timbârtom? Hahaha, tô rindo até agora. Será que, além de tudo, o baratão iria ter mãos de tesoura, e a nave cairia no planeta dos macacos. Quem seria o herói? Dionidépi? Maiconquíton? Hahahah. E o vilão na fantasia de alien: Diequinícolsson? Mas olha, até que se amarrasse um pouco o Tim, de repente… Mas tenho certeza que pelo menos ele não vai fazer a grandiosa m… que o Nilbluncamp quer fazer, ignorar o 3 e o 4 e partir para outra linha. Acho um tremendo desrespeito com os fãs. Uma babaquisse. Se o cara não gosta do 3 e do 4, faz um 5 legal, mas não vem dando uma de diretor cult de FC, o que ele não é. Fez Distrito 9, que é legalzinho. Mas aquele Elysium é um cocô de ruim, de falta de lógica, de falta de conhecimentos científicos mínimo e assim como A Ilha de Maiconbéi, tem um final babaca de porrada do herói contra o vilão. Além do mais, não deu a mínima quando o vaguinermoura ficou doente. Quem o levou ao hospital foi a alicibraga. Ou seja, odiável. Olha, o ridleiscot pode estar fazendo um treco muito esquisito com a trilogia Prometeus mas não cumprius, mas pelo menos não tá estragando a quadrilogia. Ao contrário, está ampliando-a, criando uma mitologia (que, como disse, nem sei se dará muito certo). Quanto ao Alien 3, te confesso que fiquei muito impressionado. Quando o vi, no extinto Cine Veneza de Juiz de Fora (onde eu morava), foi em um dia que estava deprimido e meio febril. Resultado, tive pesadelos repetitivos a noite inteira com aquele lugar, como o baratão cachorro, com a careca da çigourneyuíver etc. O 4, curti muito ver os bichões nadando e o ponto de vista daquele baixinho de cara para ele, hehehe. E o clima de Heavy Metal, não tinha notado, mas tudo a ver mesmo. Talvez mais ainda do que aquele negócio chamado O Quinto Elemento (que faço um esforço danado para gostar, admito).
        Falando em clima Heavy Metal, eu tenho na minha sala de estar, o poster do filme, aquele do ivanrótiman. Está próximo, é claro, do de Blade Runner, da trilogia clássica de Star Wars, 2001, Contatos Imediatos, Star Trek o Filme e até de umas peladonas do Luisrôio, capas da Heavy Metal (apesar dos prostestos da minha mulher, hehehe).
        Abraços.

        Ah… Só para não falarem que não falamos do robozão tira, você sabia que o pitervíler é um erudito? Sim, formado em História da Arte pela Universidade de Saracusa com doutorado em moedas do Império Romano. Note que em Screamers ele brinca com uma. Tal conhecimento permitiu que ele fosse o apresentador de excelente série de arqueologia Construindo um Império do THC (The History Channel, e não cannabis, hehe). Tem até um episódio que ele leva um professor dele. Show de mais. Mas pena que Diequibáuer acabou com ele.

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  7. Cara, já imaginou que doido? O Alien Burtoniano ia ser a história de um alienígena que se sente sozinho no espaço por ser diferente e esquisito, até o dia que ele encontra uma tripulação humana em uma nave gótica (com certeza Burton vai dar um jeito dos astronautas usarem cartolas fora de moda), onde ele tenta aplacar sua solidào com eles, mas ele é vilipendiado por ser, bem, um monstro escroto. E diferente. E esquisito. Ah, sim, e também por dizimar boa parte da tripulação. A moral da história é que o mundo é cruel com os diferentes. Tudo isso com trilha do Danny Elfman e Johnny Depp como Ripley.
    Se quiser algo realmente assustador posso tentar imaginar o Alien de Pedro Almodóvar.

    Putz, rapaz, não sabia que o Bloomkamp estava a cargo do Alien 5, eu gosto bastante do Distrito 9, na época achei uma boa surpresa (mas não essa salvação da lavoura que nem muita gente elegeu), mas achei o Elysiun e o Chippie dois filminhos tão, mas tão merdas… E nem o fato deles serem bobinhos me incomoda, o que me incomoda é o fato deles serem bobinhos E ainda terem uma pose de “denúncia social profunda sobre as desigualdades”. Arrã. Senta lá no cantinho, Bloomkamp, senta.
    Mas cara, que treta foi essa que deu com o Moura?

    Quinto Elemento é MUITO Heavy Metal, né? Bom, até o Moebius tá lá no meio do design de produção, mas o Luc Besson não consegue abandonar o garoto de 15 anos que mora dentro dele.
    Apesar dos pesares, tenho simpatia pela produção.

    Sim, sim, o Weller é ator shakespereano, tremenda formação e tal. Até era engraçadíssimo no set, que o Verhoeven chamava ele “hey Peter, come here” e ele com voz robótica “my name is not Pe-ter, my name is Murphy” e o Verhoeven “ok, ok, Peter, come here”. Ahahahahahah.

    Abração

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    • Muito legal o seu alien do timbârtom. Dionidépi de riplei? Ótima! E se fosse do copóla? A camorra teria comprado ações da Weyland e agora quer usar os aliens para eliminar a concorrência e quem sabe, assassinar o papa argentino e o marahdôna junto! Do ispíubergue: um menino de 10 anos tenta dar proteção a um alienzinho perdido na Califórnia, caçado por um predator. Mas este se revela, no final da história, gente boa, anti-caçada, e só queria um amigo por se sentir só no universo, hehehehe.
      Não vi Chappie. Só pelo visual me lembrando Distrito 9 (que achei original) e Elysium (que achei um atentado à inteligência), tô vendo que o cara não é muito criativo. Ao contrário repetitivo. Em tempo, a história do vaguinermoura doente e largado em Hollywood foi contada pelo próprio numa entrevista no jô. Como ele já tinha dado um trato na alicibraga (juntamente com o lazarorramos) em Cidade Baixa, ela resolveu ajudá-lo levando-o ao hospital, visto que nem isso ele conseguia. Ainda sobre o blunquempi, este cara não quer fazer um Alien 5. Ele quer fazer um 3. Sim, fingir que não existiu este e nem o 4. Se a Fox devolvesse a grana que todo mundo gastou assistindo e comprando mídias desses filmes, aí eu até o xingaria um pouco menos. Ele apresentou umas ilustrações com suas concepções para o filme (belíssimas) para os executivos da Fox e o negócio vingou. (Uma delas tinha aquela nave dos engenheiros dentro de um super hangar). E o pior é que a çigorneiuíver apoiou e disse que quer voltar a ser rriplei. Que o fim dela no 3 tinha sido inglório. Que a nilt não deveria ter morrido, assim como o tenente riguis. Só não sei como vai fazer, pois ela já tá meio coroa (embora talvez ainda dê um caldo, hehe). Será que, quando encontrarem a nave dela, a criogenia vai ter falhado? Hehehe. Hummm, nilt já vai estar gostosa! Poderia ser interpretada pela iscarleti diôrransom? Ia ser legal!
      Só para terminar, como seria um alien pelo tarã-tínu? Muita filosofia de botequim entre a galera da nave sobre o que seria o baratão, como seria o seu ciclo vital, de onde teria vindo, como faria sexo… O papo vira uma discussão que se transforma num “tiroteio” de lança-chamas. Todo mundo morte chamuscado. O cascudão, sem ter o que fazer, morre de tédio, ao som instrumental do Biquini Cavadão, em ritmo de Bossa Nova.
      Depois dessa, tchau.

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      • Pois então, cara, eu já tinha achado o Elysium chato de dar dó e com todos os chavões hollywoodianos possíveis, ainda por cima embalado em uma (tosse, revira os olhos) “crítica social” dos ricos se isolando no espaço e os pobres se f*dendo aqui embaixo (aliás, se você precisa assistir ELYSIUM para se dar conta que existe uma barreira social, puta que o pariu…), ou seja, muita pose, muito discurso de botequim para disfarçar um filme que simplesmente não funciona.
        Mas, tá, ok, podia ser coisa do estúdio, mas no Chippie estão lá os mesmos cacoetes, os mesmos problemas de estrutura, a mesma pretensão para vender algo completamente clichê, oco e vazio.
        O Bloomkamp parece ter o mesmo mal do Zack Snyder, o do cineasta de uma nota só, que tem somente uma ideia visual na cabeça e repete ela à exaustão.
        De qualquer maneira, um Alien 5 não me incomoda (mesmo sendo do Bloomkamp), mas um 3, soa tão arrogante, não?

        Mas, Alien do Tarantino, começa com a Nostromo indo pelo espaço ao som da trilha de abertura de Perdidos no Espaço, onde os astronautas (Sigourney Weaver, Michael York, Renato Aragão, William Shatner, Robert Englund reprisando seu papel em V – A Batalha Final e alguém que tenha feito um papel secundário no sexto episódio da segunda temporada de Buck Rogers no Século XXV) estão em volta de uma mesa debatendo quem é o melhor alienígena do cinema. Sigourney Weaver defende que é o coiso de O Enigma de Outro Mundo, Shatner fica na dúvida se ela se refere à versão de John Carpenter ou a de Howard Hawks, chega Jeff Bridges com as mesmas roupas que usou em Starman e fala que o melhor é Badi, o ET da Turquia. O clima fecha, tensão, toca Wild Thing dos The Troggs, todo mundo morre na mesa.
        O Alien? Não sei, acho que fica para o volume 2.

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      • Fredicrúguer no antigo V? Eu nem sabia dessa! Diefibrides remorando Starman, aquela imitação açucarada do já açucarado ET? Ninguém merece! Maicon iorqui? Será que ainda está neste planeta? E o didimocó? Pelo menos tarantínu lembraria que ele foi astro de duas grandes produções da FC tupiniquim: Os Trapalhões no Planalto dos Macacos e também na Guerra dos Planetas (este visto lá fora como o Star Wars brasileiro). Buck Rogers teve segunda temporada? Não tinha como eu saber, pois esse negócio de temporada não existia aqui no Brasil quintal da Globo até bem pouco tempo atrás. Simplesmente as séries iam passando em sequência e pronto. Aí de repente terminavam. Hoje, até seus programas de TV tem temporada, vide o Amor & Sexo entre fernandalíma e leojáimi (no bom sentido, é claro! Se fosse no mau, o rock iria se heavy!).

        Olha, eu já não ia com a fuça do blumquêmp desde Elysium, onde assino em baixo ao ponto de plágio sobre tudo o que você disse! E olha que nem entramos na questão do metidêmon ter recebido uma alta dose de radioatividade e sair numa boa, sem contaminar ninguém ou nada. Qualquer brasileiro que se lembre da história do césio 137 em Goiânia sabe que aquilo é tão ridículo quanto quanto o Superman fazer o tempo voltar simplesmente fazendo a Terra girar ao contrário – sendo que para este último a gente ainda dá um desconto porque o filme todo era muito legal! Acho que nem perderei tempo em ver Chippie, depois do que você falou. Tomara que tenha sido um fracasso para que não o deixem estragar a série Alien, pois afinal o que ele quer mesmo é novo 3. Se fosse um 5, eu até que não falaria tão mal, hehehe.

        Penso de forma semelhante em relação a este novo primeiro de novo Exterminador do Futuro. Gostei tanto do 4 (na verdade achei o melhor depois do 3 – acredite!) que eu iria adorar uma continuação como um 5, e não um reboot para alimentar a fome da indústria cultural. Tanto é que passou no cinema 3D que fica praticamente ao lado da minha casa e boicotei!

        Hasta la vista, baby!

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  8. Sim, sim, aliás, ele não só estava em V como pegou o papel de Freddy justamente por causa da série. O Wes Craven imaginava Freddy como um homem mais velho e soturno, algo baseado no Sandman alemão, o ator dos sonhos para ele era o David Warner, do Um Século em 43 Segundos, inclusive a maquiagem foi criada tendo o Warner em mente.
    Pois bem, lá pelas tantas, o agente do Englund tanto encheu o saco que resolveram dar um teste para ele e ele veio com uma interpretação menos introspectiva e sinistra do Freddy, aquela coisa mais física e bufona, que meio que virou marca do personagem.
    O Craven não imaginava o personagem dessa maneira, mas gostou tanto que contra as próprias expectativas, acabou dando o papel pro Englund e reescrevendo vários trechos do roteiro para adequar à (pouca) idade dele.

    Tem uma coisa que reparo muito nesses tempos: como as séries eram curtas.
    O Homem-Aranha que dava na Manchete, por exemplo, na minha cabeça eram uns 40 episódios, anos depois descobri que eram míseros 13. Culpa das repetições constantes.

    Olha, se serve de consolo, se não fosse o catastrófico Quarteto Fantástico, Chippie ia ser um dos fiascos do ano. Não sei se isso vai afastar as garras dele do Alien 3, mas ainda resta a esperança.

    Cara, eu te confesso que o Termitator 3 é o meu preferido, sabe? Curto muito o humor auto-irônico do filme, o roteiro é bem redondinho, as cenas de ação, se não tem aquele quê de inovação do 2, pelo menos são bastante impactantes e o final é bem corajoso.
    O 2 tem uma coisa que passou a me incomodar muito com o tempo, que é a pretensão do James Cameron, de fazer um filme adolescente ao talo, mas com uma seriedade e pretensão de quem está fazendo a Santa Ceia.
    O 3 tem um clima mais irônico que funciona que é uma beleza.
    Mas eu tenho poucas lembranças do 4, além do fato de que gostei na época que li, mas se não me engano, na meia hora final, engatava uma série de problemas.

    Abraços tchê

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