RUMO À CCXP: Como Surpreender Frank Miller

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Cinco ótimos trabalhos de Frank Miller que quase ninguém conhece

Por Fábio Ochôa

CCXP chegando, você separando seus trabalhos para Frank Miller autografar e eles são… deixe-me adivinhar… hmmm, Sin City, Batman: Ano Um, Cavaleiro das Trevas… Ok, ok, ok.

Mas que tal surpreender um pouco o nosso veterano, mostrar que você conhece a obra dele como ninguém (além de mostrar que há muito tempo ele frequenta as bancas brasileiras) e aparecer com algumas revistas que nem ele mais deve se lembrar que fez.

Aqui vão algumas dicas do O Pastel Nerd:

Aventura

Aventura e Ficção 09: O Filisteu (Editora Abril)

A história escrita por Denny O’Neil mostra um trabalho em preto e branco até então raro de Miller na história que envolve um samurai e um estranho colecionador de arte. Traço ágil, dinâmico e com um potente e expressivo uso de sombras, que antecipa seu trabalho em Sin City em pelo menos uns 13 anos.

Capitão

Capitão América 87: Terra de Perversos (Editora Abril)

Um homem de óculos escuros e jaqueta de couro vaga por uma pequena cidade poeirenta do interior dos EUA, chamada – adequadamente – Cruz Quebrada. Lá, após um incidente em um bar, ele acaba enfrentando a grotesca família de mafiosos que comanda o local. Liquidados todos, ele apenas se retira, a pé, para o lugar de onde ele veio, seja lá qual for.

Suja e ultraviolenta, é uma história árida que parece algum filme dos anos 70 (provavelmente sua maior inspiração), escrita por Miller e desenhada pela lenda John Buscema. Ao final dela, uma pequena nota perguntava se o leitor identificou quem era o estranho, e explicava que na verdade se tratava do Demolidor, em um período anterior à sua transformação em herói, quando ele vagava pela América (sim, eu sei, essa fase nômade nunca foi mostrada, nem antes e nem depois, com exceção dessa história).

Miller criou fama escrevendo e desenhando o título Demolidor, e dois anos depois de abandoná-lo, voltou de maneira quase anônima, para fazer essa única (e estranha) edição.

Um ano depois, ele voltaria de maneira definitiva, para fazer o épico A Queda de Murdock.

Super

Superman 49: história sem título (Editora Abril)

Em formato de programa de TV, essa curiosa e genial história relata a descoberta de um meteoro, em um futuro distante, que veio de outra dimensão.

Dentro do meteoro, os cientistas encontram antigos episódios da série Superman estrelada por George Reeves e chegam à conclusão que ela veio de um mundo paralelo, um mundo onde Superman é apenas um personagem de ficção… diferente do deles, onde o herói realmente existiu! Escrita por Elliot S! Maggin e ilustrada por Miller, é uma das mais singelas homenagens já feitas ao personagem.

Robo Term

Robocop x Exterminador do Futuro (Editora Abril)

Ok, pode parecer uma picaretagem (até porque é mesmo) mas, acreditem, essa minissérie é ótima. Escrita por Miller e desenhada por Walt Simonson, é um dos poucos (existem outros?) crossovers que fazem pleno sentido, em uma trama cheia de reviravoltas bem pensadas e com um final espetacular. Altamente recomendável. Apesar de se calcar em duas franquias cinematográficas bem estabelecidas e contar com o nome de Miller e de Simonson, passou quase em branco aqui no Brasil.

Tales

Tales to Offend! (Dark Horse)

Ok, esse é realmente pedra dura de achar, mas vamos lá. Tales to Offend é um one-shot completamente desconhecido, lançado por Miller em 1997. Em um estilo que presta homenagem às velhas revistas da E.C. Comics, narra as aventuras do herói intergaláctico Lance Blastoff, uma espécie de Flash Gordon linha-dura, casca grossa, ubermachista e sem lá muito caráter, em histórias tão, mas tão politicamente incorretas que você fica na dúvida se Miller pirou de vez ou simplesmente resolveu se divertir com elas. Provavelmente a segunda opção. É curioso por ver Miller em duas praias que ele não costuma frequentar normalmente, a ficção científica e o humor.

OchôaFábio Ochôa trabalha como redator publicitário. Conquistou prêmios, foi citado na TV, foi diretor de criação, já saiu na Zupi, fez campanhas políticas e, mesmo assim, ainda consegue gostar das pessoas e achar este mundo um lugar legal. É um exemplo, esse rapaz. Trabalha também como ilustrador freelance e roteirista eventual. Para saber mais acesse:  www.behance.net/fabioochoa

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