Aventuras de O PASTEL NERD na CCXP!

Turma 3

A equipe do O Pastel Nerd comenta nossa visita ao maior evento nerd da América Latina

Pela Equipe

EU VOLTEI (PELA PRIMEIRA VEZ) AGORA PRA FICAR

Por Maurício Muniz

Admito, não fui à CCXP de 2014. Foi um período conturbado, cheio de Mau Joeleventos, que me deixou tão cansado que não tive pique pra ir a outro evento cheio de gente e barulho, por mais que tivesse atrações interessantes pra qualquer nerd. E olha que eu tinha credencial de imprensa, que me dava acesso grátis em todos os dias!

Este ano, fiz questão de ir. E, claro, não me arrependi. O evento, que ocorreu entre os dias 03 e 06 de dezembro, foi tão Waid Mau 01grandioso e divertido quanto prometia. Encontrar profissionais dos quadrinhos que você admira é sempre um prazer e uma honra. Há filas? Há, e eu costuma odiá-las. Porém, enfrentar uma fila de duas horas para pegar um autógrafo do Mark Waid fica mais fácil quando tem amigos por perto para papear e falar abobrinhas. E minha recompensa maior foi que, no final das contas, fui eu quem acabou dando um autógrafo pro Mark Waid: ao presenteá-lo com um exemplar do álbum em quadrinhos Kris Klaus: Papai Noel Casca-Grossa que fiz com o ilustrador Joel Lobo, o mais que simpático roteirista de Reino do Amanhã pediu que eu autografasse a edição pra ele. Ganhei ou não o dia?

(Por sorte, o Carlos Alberto Bárbaro estava com a câmera na mão e gravou um vídeo do momento. Por favor, finjam não notar meus olhos marejados…)

Maguire Mau 02Mas o que vi foi uma grande festa nerd, onde a palavra de ordem era diversão. Não entrei nas filas para os painéis, pois minha intenção era mesmo encontrar amigos, pegar autógrafos e cobrir o evento para os veículos para os quais escrevo. Fora que… filas? Argh! Mas sei que foram ótimos, em sua maioria, para quem participou deles.

Obviamente, ainda há o que melhorar no evento. Mas é uma experiência e tanto, que todo nerd precisar viver. Ano que vem, eu volto.

UMA ILUSTRAÇÃO AGUARDADA POR 38 ANOS

Por Carlos Alberto Bárbaro

JLGL BraboNunca havia ido a uma convenção de quadrinhos. O que notei, depois de ter frequentado os dois primeiros dias da CCXP 2015, é que, para lá dos eventos mais badalados — autógrafos do Frank Miller, selfies com o David Tennant —, em que poucos são os escolhidos, e menos ainda eleitos de fato, o melhor lugar para se estar é o Beco dos Artistas, em que é possível encontrar e bate papo com artistas iniciantes e consagrados sem ter que passar por filas que duram horas.

O José Luiz García-López, por exemplo, embora não estivesse B 02propriamente no Beco, estava no estande da Chiaroscuro, bem ali perto, e, embora seja um artista tão importante para a história dos quadrinhos quanto os medalhões mais badalados do evento deste ano, o acesso a ele foi tranquilo, com a menor fila de autógrafos que presenciei.

B 01O que foi bom, porque pude pedir a ele uma ilustração exclusiva para adornar uma encadernação que fiz, como trabalho de escola lá em 1977, dos cinco primeiros números das edições em formatinho do Hércules Libertado, de Gerry Conway, com desenhos dele, López, publicados aqui pela saudosa EBAL.

Assim, uma edição com a qual eu já tinha uma relação afetiva especial, por ser a lembrança viva de um tempo em que se aprendiam ofícios nas escolas públicas do Brasil, teve ali, na CCXP 2015, o coroamento devido.

PERDIDO NA CCXP

Por Gustavo Daher

004Foram dois dias (quinta e sexta) de pura nerdice, risadas, autógrafos e cansaço.

Como havia escrito em meu texto anterior, passei a maior parte do tempo na Artists’s Alley em busca de material independente nacional. Todos os artistas com quem conversei foram extremamente simpáticos ao apresentarem suas obras e todos autografaram minhas aquisições.

Nem todas minhas metas foram um sucesso, porém. Dos

hqs ccxp

As marotas aquisições na CCXP. O encadernado do Spy vs Spy foi presente do amigo pasteleiro Carlos Alberto Bárbaro

artistas estrangeiros só consegui pegar autógrafo e prints do Kevin Maguire. Fui vítima novamente da “Maldição Don Rosa” e não consegui autógrafo do Mark Waid. Ele saiu da mesa de autógrafos quando faltava bem pouco para chegar a minha vez. Frank Miller? Vi o danado pelo telão do evento e só. E o Jae Lee havia cancelado sua participação no evento.

No meu texto anterior, citei que gostaria de achar algum colecionável com um preço acessível. Pois bem, essa missão falhou miseravelmente. Todos os produtos que me interessaram estavam com preços absolutamente caros e fora da realidade para esse pobre nerd que vos escreve.

A melhor parte foi encontrar os amigos do Pastel Nerd, pois imperaram piadas infames, trocadilhos ruins e toda sorte de chacotas possíveis.

Os pontos negativos foram:
– Profissionais (seguranças e ajudantes) despreparados e mal-informados;
– Alimentação caríssima;
– Má sinalização de acesso ao evento;

Aliás, segue uma HQ que fiz sobre o acesso ao evento:

 

ccxp 2015

Mas o saldo geral foi pra lá de positivo. Me diverti bastante e dei boas risadas com os amigos, adquiri uns gibis bem bacanas, tive a sorte de conhecer o trabalho de novos artistas, além de pegar autógrafos e comprar prints sensacionais do mestre Kevin Maguire.  Espero que alguns problemas na organização do evento consigam ser solucionados para a edição do ano que vem.

NEM TUDO É PERFEITO

Por Eduardo Marchiori

Edu 01O crescimento da Comic Con XP em relação ao ano passado ficou evidente na qualidade dos stands e dos convidados, o que era até esperado, já que a edição de 2014 surpreendeu pelo excelente nível. No entanto, a impressão que ficou é que a organização esqueceu de se preparar para o aumento do público e pecou em detalhes técnicos que poderiam ter sido evitados, como a falta de acessibilidade no local em reforma (algo que certamente será corrigida na próxima edição, mas que poderia ter sido facilitada nesta – a própria Mônica, filha de Mauricio de Sousa, tinha problemas de locomoção e foi impedida por um segurança de entrar com o carro em local mais acessível) e a inexistência de sinal de celular nas dependências do local – um problema que já existia no ano passado e que não foi consertado neste ano.

Além disso, também houve o despreparo no trato com o público mais Edu 03afoito – refiro-me ao problema no painel da Netflix com os atores Krysten Ritter e David Tennant, encerrado antes da hora – e praças de alimentação lotadas e vagarosas (talvez este nem seja um problema da administração, mas das empresas contratadas, que precisam aperfeiçoar os serviços).

Edu 04Por outro lado, o espaço Artists Alley é um excelente canal para divulgação de material independente e promoção de novos talentos, bem como um contato bem próximo dos profissionais com o público. A sugestão é que esse espaço tenha mais gente da equipe para organizar as filas de autógrafos e orientar os fãs, pois os artistas saíam para almoçar e muita gente que estava esperando na fila nem ficava sabendo, porque não havia quem avisasse. Além disso, também era comum ter pessoas sentadas no meio do caminho, atrapalhando a passagem enquanto aguardava o autógrafo. Se houvesse quem coibisse tal atitude, já seria de grande ajuda. Em apenas dois anos, a Comic Con XP já mostrou ter potencial para se igualar ou até superar os eventos internacionais e trazer uma contribuição inestimável à cultura pop no Brasil.

Confira fotos de nossas aventuras no evento:

 

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