Melhores HQs e Livros de 2015

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O que você andou lendo de bom em 2015? Será que seus gibis e livros favoritos batem com a nossa lista? Confira as escolhas de nossa equipe de nerds abnegados

Se você nos acompanha, sabe que quadrinhos e livros são muito importantes pra nós do O Pastel Nerd. Ler é um dos nossos maiores prazeres e, às vezes, até bula de remédio está valendo. Mas resolvemos deixar a indicação de “Melhores Bulas de Remédio” para outra ocasião e vamos apenas mostrar a nossos leitores os livros e gibis que mais gostamos este ano. Lá embaixo, no comentário, diga quais foram os seus preferidos – afinal, também gostamos de indicações interessantes.

QUADRINHOS

Ben Santana:

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01) Criminosos do Sexo, de Matt Fraction e Chip Zdarsky
Imaginem um casal que pode parar o tempo quando tem um orgasmo. E tudo o que pode resultar disso. Indicada para o prêmio Eisner e considerada pela Time como a melhor série em quadrinhos de 2013, Criminosos do Sexo acabou de ganhar uma edição em capa dura pela Devir.

02) Miracleman, de Alan Moore (ops… do “Escritor Original”)
Ver uma das melhores séries escritas por Moore sendo publicadas depois de tanto tempo é algo que não tem preço. Miracleman é um documento histórico  e uma lição de como escrever uma boa história. Um único recado: Comprem. Agora.

03) Coleção Histórica Marvel e Lendas do Cavaleiro das Trevas (empate)
A Panini acertou no formato e no preço das coleções, trazendo material clássico de forma acessível para os leitores. 2015 certamente foi um ano ótimo para os fãs de clássicos dos quadrinhos.

Carlos Alberto Bárbaro:

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1) Superman: American Alien, de Max Landis e outros
Apesar de ter entregues apenas dois de seus previstos oito números, com o restante prometido para 2016, não tem como não destacar esta minissérie, escrita por Max Landis, com um artista diferente a cada número. Nunca imaginei que ainda veria uma grande história sobre a origem de Superman surgir no horizonte. Acreditem, Busiek, Byrne e Waid têm agora boa companhia como narradores excepcionais dos anos de formação do azulão.

2) Asterix e o Papiro De César, de Jean-Yves Ferri e Didier Conrad
Sim, Asterix é aquele quadrinho esquemático, que sempre entrega variações sobre o mesmo tema. Mas este último lançamento da famosa franquia marca definitivamente a entronização de Jean-Yves Ferri e Didier Conrad como digníssimos herdeiros de Uderzo e Gosciny, a saber, herdeiros que não apenas tocam o negócio, mas o tornam seu de fato. A trama, no caso, e como quase sempre, se passa na época do Império Romano, mas fala mesmo é sobre os temas mais quentes do nosso tempo, no caso, aqui, sobre um tal de Edward Snowden.

3) Promethea – Edição Definitiva: Volume 1, de Alan Moore e J. H. Williams III
Afinal teremos a grande obra de Moore publicada na íntegra entre nós. Espera-se apenas que a Panini, no segundo volume, respeite a concepção original da obra e nos entregue os dois posters que se formam ao destacar-se e unir as páginas da edição 32 do original.

Eduardo Marchiori:

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1) Batman: Noel, de Lee Bermejo
O roteirista Lee Bermejo mesclou o universo de Batman ao mundo criado por Charles Dickens em seu clássico Um Conto de Natal e criou uma obra de arte com visual quase cinematográfico. A relação entre os fantasmas do passado, presente e futuro com o mundo do Batman é perfeita deixa a impressão que tanto a história quanto os personagens nunca envelhecerão, pois sempre há uma forma nova de abordá-los.

2) Graphic MSP, de Vários
Não dá para falar de um único volume em específico, pois todos foram espetaculares em sua releitura dos personagens de Mauricio de Sousa. Talvez a única ressalva vá para Turma da Mata, mas é uma opinião particular, já que nunca gostei dos personagens. O selo conseguiu, mais um ano, apresentar roteiros primorosos e arte espetacular, cheios de magia.

3) Aurora, de Felipe Folgosi, Klebs Jr., Leno Carvalho e outros
Por ser o primeiro trabalho do ator Felipe Folgosi, a HQ é muito bem roteirizada – tem alguns problemas, sim, mas o autor faz um bom trabalho de pesquisa para unir a ciência e a ficção. Funciona muito bem como roteiro cinematográfico e seria uma boa pedida se virasse filme.

Fábio Ochôa:

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1) Cavaleiro da Lua, de Warren Ellis
Histórias rápidas, diretas, criativas e dinâmicas, se dando ao luxo de ter início, meio e fim em meras 21 páginas. Poucas vezes li algo tão eletrizante, poucas vezes vi uma narrativa gráfica tão fantástica.

2) Astro City, de Kurt Busiek e Brent Anderson
Finalmente sendo publicada com regularidade no Brasil, Astro City é a HQ que faz você relembrar porque gostava tanto de heróis na infância, mas com uma sensibilidade e uma visão madura da vida, típica dos adultos.

3) Robô Esmaga, de Alexandre Lourenço
De uma simplicidade absurda, são quadrinhos rápidos, singelos e com muita, muita coisa em suas entrelinhas, além de um aproveitamento desconcertante do espaço nas páginas. Genial.

Gustavo Daher:

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1) God Hates Astronauts Volume 1: The Head That Wouldn’t Die! / God Hates Astronauts Volume 2: A Star is Born! / God Hates Astronauts Volume 3: Cosmic Apocalypse!, de Ryan Browne
Criado por Ryan Browne inicialmente como webcomic , logo virou um encadernado financiado pelo Kickstarter. Com o sucesso desse, veio um contrato com a Image Comics para a publicação de um gibi mensal com os personagens. Todo o material também foi publicado em 3 encadernados, reunindo toda a loucura e demência que é essa HQ. A revista apresenta um grupo de super-heróis chamado Power Persons Five, que são financiados pela NASA para impedir caipiras de construírem foguetes caseiros e viajarem para o espaço. Temos ainda conflitos matrimoniais, invasões alienígenas e ridículas viagens no tempo. Material excelente.

2) Encadernados Disney: A Saga do Tio Patinhas, Um Brasileiro Chamado Zé Carioca e Contos de Natal
Essas edições foram um grande presente para os admiradores dos quadrinhos Disney, pois reúnem materiais excelentes de artistas como Keno Don Rosa, Ivan Saidenberg, Renato Canini e Carl Barks com um acabamento de primeira.

3) Big Trouble in Little China Vol. 1
Encadernado que reúne as 4 primeiras edições da HQ baseada no filme homônimo, lançada pela Boom! Studios. A história se passa logo após o final do filme e acompanha as novas desventuras de Jack Burton, que se envolve novamente em confusões com seres sobrenaturais orientais. Incrivelmente divertido. Aguardo ansiosamente os outros encadernados.

Maurício Muniz:

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1) Nemo: River of Ghosts, de Alan Moore e Kevin O’Neill
A maior graça das histórias da Liga Extraordinária (ou das histórias ligadas a ela, como esta) é a maneira como Moore integra todo o imaginário fantástico em um mesmo universo, criando ligações antes inimagináveis entre monstros saídos de filmes de terror dos anos 1950, personagens criados por Júlio Verne, agentes secretos da literatura inglesa etc. Esta aventura mostra a filha do Capitão Nemo na Amazônia, em confronto com velhos inimigos e as referências estão por toda parte. Moore faz mais das suas e cria um cenário capaz de agradar a qualquer um que admire e conheça ao menos um pouco vários ramos da cultura pop.

2) Saga: Volume 4, de Brian K. Vaughn e Fiona Staples
A melhor série regular do momento continua surpreendendo com seus personagens que, mesmo se habitam um cenário fantástico repleto de naves espaciais, monstros, robôs e seres estranhos, parecem ser pessoas tão reais quanto eu ou você. A única coisa ruim é a espera entre um volume e outro enquanto se intensifica a história dos heróis de raças diferentes que se apaixonaram e tiveram um filho que não deveria existir.

3) Through the Woods, de Emily Carroll
Quase como se fossem contos de fadas sombrios e para adultos, as cinco histórias desta coletânea vão arrepiar os leitores. São tramas sobre monstros, demônios e outros seres amedrontadores que interferem na vida de incautos e impressionam mais pela sutileza que pela violência. A bela arte de Carroll consegue assustar, mesmo se estaria em casa também em um livro infantil.

Wilson Simonetto:

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1) La dansarina, de Lillo Parra e Jefferson Costa
Na retomada da parceria iniciada em A Tempestade (uma adaptação de Shakespeare), os autores trazem a história de vida de Pedro, jovem e idoso, passada em São Paulo, e que envolve a gripe espanhola, a Dansarina do título. Desenhos marcantes e um roteiro tocante.

2) Lavagem, de Shiko
Para quem conhece Shiko apenas por Piteco: Ingá, aqui pode ser surpreendido, já que aqui o autor botafoguense capricha no terror psicológico, em uma história baseada em curta-metragem dirigido por ele mesmo. Desenho realista impactante, que conta uma história ambientada no mangue, sobre um casal que vive isolado.

3) 3 Histórias de Terror e Uma Nem Tanto, de Flávio Luiz e Lica de Souza

Histórias de terror divertidíssimas, que trazem à lembrança as boas histórias de terror nacionais, publicadas no passado. Flávio manda bem nos desenhos, como usual.

LIVROS

Ben Santana:

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1) Star Wars: Marcas da Guerra, de Chuck Wendig
Um novo universo expandido de Star Wars chegou. E para ficar. O primeiro de uma trilogia, Marcas da Guerra mostra que apenas a destruição do brinquedinho do Império (a tal Estrela da Morte) não seria suficiente para que todo o Império caísse. E é impossível, nos primeiros capítulos, não vermos paralelos com a Guerra do Iraque.

2) Aurora, de Kim Stanley Robinson
A história de uma nave geracional (onde a tripulação que chega ao destino é descendente daquela que embarcou) em busca de um novo planeta para colonização, contada pela Inteligência Artificial da própria nave. Como bônus, uma interessante discussão sobre ecologia e política.

Carlos Alberto Bárbaro:

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1) Como a Música Ficou Grátis, de Stephen Witt
O melhor livro de suspense do ano não é ficção. Stephen Witt conta a história dos downloads ilegais de música, e de como isso transformou toda uma indústria e fez a internet evoluir. O clichê aqui é verdadeiro: não dá pra largar o livro.

2) Como Star Wars Conquistou o Universo, de Chris Taylor
O segundo livro que começa com “Como”, mas está longe, como o primeiro, de ser um manual. Mais do que a história da franquia Star Wars é, claro, a história de como o mundo ficou Nerd.

3) Submissão, de Michel Houellebecq
A distopia islâmica do iconoclasta autor francês, sobre o primeiro governo islâmico eleito legitimamente na França, não poderia ter chegado em um momento mais apropriado.

Fábio Ochôa:

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1) Caixa de Pássaros, de Josh Malermann
Um romance de estreia, que mostra o surgimento de criaturas que enlouquecem quem as vê. Tenso, claustrofóbico e angustiante. Mesmo escorregando aqui e ali, fazia tempos que não via uma estreia tão boa.

2) Como a Música Ficou Grátis, de Stephen Witt
Narra, em forma de romance, a ascensão do MP3 e a destruição completa da indústria fonográfica. Com fôlego e ritmo invejáveis, mostra como os sinais estavam evidentes, mas a indústria preferiu olhar para o outro lado.

3) O Dia Que o Rock Morreu, de André Forrastieri
Uma coletânea de artigos sobre música. É polêmico: você vai concordar muitas vezes, vai discordar muitas outras, mas vai ver que é sempre essencial questionar algumas certezas absolutas.

Maurício Muniz:

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1) Matadouro 5, de Kurt Vonnegut
Um clássico da ficção científica, sobre um homem que é sequestrado por alienígenas e relembra fatos de sua vida, como um bombardeio que presenciou durante a Segunda Guerra Mundial. Uma história surpreendente e estranha, narrada por um mestre. Demorei mais do que deveria pra ler. Não faça o mesmo.

2) A Caçada, de Andrew Fukuda
Em uma sociedade dominada por seres vampirescos, um jovem humano precisa fingir ser um deles para sobreviver, até que é convocado para um grande evento, no qual precisará caçar os outros poucos sobreviventes de sua raça ou morrer ao lado deles. Um conceito interessante em um livro tenso e, a rigor, para jovens adultos, mas que nunca menospreza a inteligência do leitor. Divertido e empolgante, merece virar filme.

3) The Supergirls: Fashion, Feminism, Fantasy and the History of Comic Book Heroines, de Mike Madrid
O autor, um estudioso do mercado de quadrinhos, traça a história das super-heróinas da Marvel, da DC e de outras editoras e mostra o quão importantes essas personagens de papel foram (e são) para a inclusão das mulheres (reais ou não) em uma indústria que, por muito tempo, foi considerada domínio dos leitores masculinos. Divertido e interessante, é uma obra importante para entender a evolução dos quadrinhos e como as mulheres foram representadas (corretamente ou não) nas HQs ao longo das décadas.

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3 comentários sobre “Melhores HQs e Livros de 2015

  1. Li quase tudo que foi descrito acima, mas acho que Fábulas merecia um destaque, tanto a série, como As Mais Belas – Fábulas. E também o Inescrito. Ambas são aquelas histórias que você quer que chegue logo o próximo número e quando começa a ler, só para quando termina o volume. Bem pelo menos comigo acontece isso. rsrrsr. Abraço a todos!!

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