Crítica: PROCURANDO DORY

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Seus peixes favoritos estão de volta na nova aventura da Disney

Por Maurício Muniz

finding-dory-celebrates-mother-s-daySe você não morou em uma caverna submarino nos últimos 13 anos, já ouviu falar de Procurando Nemo, a bem-sucedida animação da Disney lançada em 2003 que arrecadou US$ 936 milhões de dólares e ainda levou o Oscar de Melhor Filme Animado daquele ano.

Mas se você morou na tal caverna, saiba que o filme era a história de Marlin, um peixe-palhaço que precisa cruzar o oceano à procura de seu pequeno filho Nemo, que se perdeu e foi parar no aquário de um dentista. Pelo caminho, Marlin recebe a ajuda da peixinha Dory, que tem um sério problema de perda de memória recente e se tornou o personagem mais amado do filme.

findingdory2Há anos se falava em uma continuação para Nemo e, vamos ser justos, a Pixar só dá sequência a seus sucessos quando aparece uma boa ideia. Este é o caso do novo Procurando Dory (Finding Dory, 2016) que se passa cerca de um ano após a aventura de Nemo e, espertamente, coloca a simpática heroína desmemoriada como centro da história. Desta vez é Dory (voz de Ellen DeGeneres, no original) que se perde pelos mares ao tentar descobrir o que aconteceu com seus pais, de quem se separou quando era ainda bebê e dos quais mal se Finding-Dory-Fluke-Rudder-Screencap-Pixar-Postlembra hoje. Marlin (Albert Brooks) e Nemo (Hayden Rolance) tentam ajudá-la, mas logo o trio é separado quando Dory é capturada (para sua própria proteção) pelos funcionários de um instituto de estudo da vida marinha. Se, no filme anterior, boa parte da trama girava em torno da fuga do consultório dentário, desta vez o objetivo de Dory será escapar do instituto. Para isso, os heróis terão a ajuda de alguns novos e velhos amigos, como a baleia Destiny (Kaitlin Olson), uma divertida dupla de focas e, principalmente, o polvo mal-humorado Hank (que tem voz de Ed O’Neil, dos seriados Um Amor de Família e Modern Family) e quase rouba o filme.

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As piadas se sucedem no ritmo ao qual já nos acostumamos nos bons desenhos animados da Pixar – uma delas, que envolve uma conhecida apresentadora de TV na versão nacional, é uma das melhores do filme. O filme funciona a contento e o diretor Andrew Stanton (que maxresdefault-3aqui retorna à carga) trabalha com a competência habitual. Mesmo assim, muitas vezes dá a impressão que estamos vendo apenas uma reapresentação de situações já mostradas antes em Procurando Nemo. Parecem faltar algumas novidades e ideias realmente inspiradas ao roteiro, mesmo se a trama mantém o interesse até o final. Aliás, até o final mesmo, já que o filme traz uma excelente cena pós-créditos que será aproveitada e totalmente compreendida apenas por quem viu a aventura anterior.

No geral, Procurando Dory não tem grande originalidade, mas merece ser visto. Porém, a exemplo do que acontece com sua personagem principal, não vai ficar por muito tempo em nossas memórias.

Cotação:

3-5-stars

MauMaurício Muniz é jornalista, tradutor e editor de livros, revistas e quadrinhos. Apesar de ser um chato e ter fama de não gostar de nada, adora bons desenhos animados e assistiria sem problemas um Procurando Hank

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