MELHORES HQs e LIVROS de 2016!

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Nossa equipe compartilha o que leu de melhor no ano que passou! Tem Marvel, tem DC, tem Disney. Tem terror, ficção científica e biografias. E tem, mais que tudo, coisa boa!

O ano que passou não foi fácil. Pra começar, a crise econômica não nos deixou comprar tantos quadrinhos e livros quanto gostaríamos. Mesmo assim, nossa intrépida equipe leu muita coisa (nerds, sabe como é) e cada um de nós compartilha agora nossas melhores leituras do ano.

QUADRINHOS

Ben Santana:

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1) Pato Donald: Perdidos Nos Andes e O Segredo Do Castelo, de Carl Barks
Steven Spielberg é fã das histórias de Carl Barks. E podemos ver isso claramente em uma das primeiras sequências d’Os Caçadores Da Arca Perdida. Mas, ei, quem não é fã de Barks? As edições da Abril seguem a coleção americana da Fantagraphics, inclusive com as cores usadas originalmente em suas primeiras impressões, mais de meio século atrás. Digna de estar na estante de qualquer fã de quadrinhos que valha o seu sal. E teremos muito mais para 2017!

2) Ghost In The Shell, de Masamune Shirow
Cyberpunk. E uma discussão do que é o ser humano. Não, não é Westworld. Mas tenho certeza que Jonathan Nolan deve ter lido a série. A edição da JBC finalmente traz ao Brasil – no apagar das luzes de 2016 – a magnífica série de Shirow, ainda em tempo para o live action que estreia em 2017. E é um dos mangás de acabamento mais primoroso que já vi por aqui. Se você gosta de FC, tem que ler.

3) Liga Extraordinária: O Dossiê Negro, de Alan Moore E Kevin O’Neil
Finalmente no Brasil a ambiciosa graphic novel de Moore o O’Neill. Nela, além de quadrinhos, temos textos, cartas, mapas, guias e até mesmo uma “Tijuana Bible” (aqueles livrinhos pornográficos que ganharam o nome de “catecismo” por aqui). Como sempre, é recheado de referências: O Big Brother de Orwell, James Bond, Lovecraft e tantas outras. Metade da diversão consiste em descobrir tais referências. E Moore é um dos poucos autores que não subestima nem um pouco seus leitores. Não é um livro fácil… Mas todas as coisas realmente boas nunca são, certo?

Carlos Alberto Bárbaro:

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1) Dark Night: A True Batman Story, de Paul Dini e Eduardo Risso
Pungente e autobiográfico relato de Paul Dini sobre as consequências em sua vida da noite em que foi espancado por dois desconhecidos em um assalto. Já conhecido por seu trabalho em Batman: The Animated Series e os Tiny Toons, Dini quase morreu e sua recuperação foi pra lá de lenta. O que o ajudou não somente a se recuperar, como a deixar para trás essa página sombria de sua história? Sim: o Batman e os quadrinhos.

2) The Shaolin Cowboy, de Geof Darrow
Porrada, tiro e motossera pra matar saudade do mais detalhista e menos verborrágico dos quadrinhistas da atualidade.

3) Gus 1: Nathalie, de Christophe Blain
Faroeste iconoclasta, sexy, hilariante e… profundamente humano. Sergio Leone encontra Cantinflas no velho oeste bravio.

Eduardo Marchiori:

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1) Marvel Origens: A década de 1970, de Stan Lee, Jack Kirby, Steve Ditko e outros 
Depois da edição 1, com as histórias clássicas que deram origem à Marvel na década de 1960, a Coleção Oficial de Graphic Novels da Salvat traz esta edição que mostra uma editora já consolidada e histórias que fluem com leveza e carisma. Ganha um ponto a mais porque muitas HQs são inéditas no Brasil e outras não são republicadas há mais de 20 anos.

2) Homem-Formiga, de Nick Spencer, Ramon Rosanas e Jordan Boyd
O encadernado renova o herói, adaptando sua personalidade ao mesmo perfil que foi apresentado no cinema. É um pouco estranho porque a filha de Scott Lang é retratada como se nunca tivesse sido a heroína Estatura, fugindo da cronologia oficial, mas fora isso, a história é genial e deliciosa de ler.

3) Gavião Arqueiro: Minha Vida Como Uma Arma, de Matt Fraction e David Aja
A Panini acertou ao compilar essa brilhante fase do Gavião Arqueiro em encadernados e lançar com boa periodicidade. O roteirista Matt Fraction mostra uma abordagem diferente do Arqueiro, ao apresentá-lo como um herói urbano e “gente como a gente”, defendendo um condomínio. Leitura divertida e inteligente.

Fábio Ochôa:

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1) Sopa de Lágrimas, de Gilbert Hernandes
Um elenco de dezenas de personagens, passeando por quase 50 anos da história de um vilarejo esquecido da América Central. As Crônicas de Palomar são um dos grandes momentos dos quadrinhos, uma obra-prima espetacular, infelizmente mais debatida do que propriamente lida. Esse volumão de 292 páginas é a oportunidade de saber porque essa obra é tão cultuada por gente como Alan Moore, Neil Gaiman e Robert Crumb.

2) Tom Strong, de Alan Moore e Chris Sprouse
Alan Moore, após tretar com a indústria de todas as maneiras possíveis e imagináveis, ganhou uma curiosa sobrevida na carreira ao fim dos anos 90, através da vilipendiada Image Comics. Se no período que lhe deu fama, Moore estava mais interessado em desconstruir, nesta segunda fase, seu interesse era erigir novos edifícios a partir dos destroços. Um dos títulos mais interessantes foi o retrô Tom Strong, uma espécie de Superman/Doc Savage/Tarzan, com aventuras leves, ágeis, modernas e descompromissadas, repletas de inteligência e humor mordaz.

3) Patrulha do Destino, de Grant Morrison, Richard Case e outros
Um dos trabalhos mais singulares de Grant Morrison e dos quadrinhos como um todo. O que acontece quando você resolve incorporar teorias dadaístas e surrealistas ao já absurdamente surreal mundo dos super-heróis? O resultado é Patrulha do Destino, a equipe que se envolve em casos como a pintura que engoliu Paris e a bicicleta de Abbie Hoffman. Nem sempre funciona, é verdade, mas quando consegue, é uma leitura instigante, no limiar entre o completo ridículo e o absolutamente genial. Não é para todos.

Gustavo Daher

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1) Tintim no Congo / Tintim na América / Os Charutos do  Faraó, de Hergé
Uma excelente surpresa para os fãs de Tintim foi a publicação dos fac-fímiles desses três álbuns do personagem  belga pelo selo Globo Livros Graphics. A diferença para o material publicado pela Companhia das Letras é que essas são reproduções dos álbuns originais da década de 1930.

2) Kings Watch: Defensores da Terra, de Jeff Parker e Marc Laming
Provavelmente o gibi que mais me divertiu neste ano. A história reúne os principais personagens da King Features Syndicate (Fantasma, Mandrake, Flash Gordon) para impedir os planos de dominação do nefasto Imperador Ming. Adoraria ver essa HQ transformada num filme.

3) Pato Donald: Perdidos nos Andes, de Carl Barks
Primeira edição da belíssima Coleção Definitiva Carl Barks, que republicará as obras do mestre dos patos com cores restauradas e papel especial. O material é espetacular, como já era de se esperar.

Maurício Muniz:

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1) Dial H: The Deluxe Edition, de China Miéville e Mateus Santolouco
Nelson Jent, um fracassado e desempregado, descobre uma cabine telefônica que, quando ele disca os números 4-3-7-6 (que formam a palavra “hero”), o transforma em um superser diferente a cada vez. Miéville, um dos nomes mais importantes da ficção científica contemporânea, recria esse conceito da Era de Prata da DC Comics com ideias novas e surpreendentes, sem nunca esquecer da aventura e do humor. Com participações inusitadas –  e até emocionantes – de alguns dos grandes personagens da editora, foi provavelmente o melhor título dos Novos 52, mas infelizmente ficou inédito no Brasil. É meio “cabeça” e pode não agradar a todos, mas é essencial mesmo assim.

2) Saga: Volume 5 e 6, de Brian K. Vaughn e Fiona Staples
A obra de Vaughn e Staples continua a melhor série regular dos quadrinhos atuais. Um dos grandes méritos é misturar – com vigor – conceitos de ficção científica séria e pesada a características saídas das space operas e da fantasia. Mas melhor ainda são os carismáticos personagens alienígenas com personalidades e problemas pra lá de humanos. Aqui, o casal principal está em busca de sua filha desaparecida, o que causa inúmeras aventuras e surpresas. Tem gente que “não acha Saga tudo isso”. Azar deles.

3) Nimona, de Noelle Stevenson
Mais fantasia misturada a ficção científica. Num reino que parece medieval, mas tem também alta tecnologia (e tem TV: isso é sempre importante), a jovem Nimona – dona de poderes de metamorfose – resolve se tornar assistente do maior vilão local, Ballister Coração Negro. Só que Ballister não é tão ruim assim, o maior herói do reino não é  tão heroico quanto todos acham e Nimona, definitivamente, não é o parece. Divertido, inteligente e modeno, fica com você muito tempo após a leitura.

Wilson Simonetto:

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1) Dreadstar, de Jim Starlin
Dreadstar foi criado por Jim Starlin no início dos anos 1980 e conta a história de um guerreiro em meio a um conflito entre a Monarquia e a Igreja da Instrumentalidade em uma deliciosa saga de ficção científica com alguns toques de Star Wars. Starlin, para quem não conhece, é criador de Thanos e das jóias do infinito, presentes no universo cinematográfico da Marvel. A Mythos mandou bem em um edição caprichada, embora com preço salgado.

2) Pato Donald, de Carl Barks
Com três edições lançadas, esta série é uma maravilhosa volta ao passado glorioso da Disney, com histórias contadas pelo gênio Carl Barks. O roteirista e desenhista tinha um talento incrível para montar cenários fantásticos envolvendo os patos da Disney, nos levando a querer conhecer os cenários, reais ou mitológicos, de suas aventuras. Além da qualidade das histórias, as edições lançadas pela Abril são caprichadissimas, com tradução de Marcelo Alencar, um especialista em Disney. Vale cada centavo.

3) The Rocketeer, de Dave Stevens
Talvez mais conhecido pelo filme de 1991, o personagem é uma deliciosa homenagem aos antigos filmes de matinê e conta a história de um piloto que encontra um jato portátil que permite que ele voe e viva diversas aventuras passadas nos anos 1940. Depois de uma longa espera, a HQM finalmente cumpriu a promessa e lançou essa edição com histórias já publicadas no Brasil, na antiga série Graphic Novel, da Editora Abril, e outras aventuras inéditas. Destaque para o ótimo desenho de Stevens, falecido prematuramente aos 52 anos, em 1998.

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Ricardo Soneto (nerd especialmente convidado):

Sandman: Prelúdio, de Neil Gaiman e J.H. Williams III
Após uma longa espera, o leitor brasileiro pôde, enfim, ler a retomada de Neil Gaiman ao universo que o tornou uma celebridade internacional: O mundo dos perpétuos. Longe de ser repetitivo, o roteiro fornece um exercício sobre explorar os recantos ocultos de uma obra consagrada e obter fontes inesgotáveis. Pode ser nos diálogos, que dançam pelas páginas como criaturas vivas, pode ser no percurso que o leitor empreende com as personagens. Pode ser nos novos mistérios para serem decifrados até mesmo pelo estudioso mais severo da obra de Gaiman. E, enfim, pode ser pelo sinuoso desenho de J.H.Williams III. Show à parte, cada página parece possibilitar um mergulho em delírios gráficos. Nenhum exagero sagrar Williams como o Stevie Dikto do século XXI. Sandman: Prelúdio convida o leitor a um passeio rico de sensações, como o melhor dos sonhos.

LIVROS

Ben Santana:

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1) I Am Providence, Nick Mamatas
Um misterioso assassinato ocorre em uma convenção lovecraftiana. Só essa premissa já seria o suficiente para qualquer um ler este livro, mas tem mais. Muito mais. Mamatas faz uma análise extremamente interessante (e pessoal) de quem foi H.P. Lovecraft e seu legado, para o bem e para o mal. E de brinde temos uma ácida crítica aos fãs que às vezes se deixam levar longe demais por suas paixões.

2) United States Of Japan, Peter Tieryas
Ok, nesse livro temos robôs gigantes, História Alternativa (o Japão ganhou a Segunda Guerra Mundial) e tudo se passa nos anos 1980.  Existe uma linha tênue entre o pastiche assumido e a cópia descarada. Felizmente, Tieryas consegue ficar no primeiro caso. Apesar de seu livro ter a mesma premissa usada por Philip K Dick no sensacional O Homem Do Castelo Alto (1962), ele consegue dar um frescor enorme a sua história. Um livro que merece ser lido… Mas confesse, eu já tinha te convencido quando escrevi “robôs gigantes”, não é?

3) The Big Book Of Science Fiction, Editado Por Ann E Jeff Vandermeer
Já pensou em ter uma aula sobre a ficção científica sem sair de seu sofá? É exatamente isso o que é este livro. Ele é enorme, em todos os sentidos, mais de mil e duzentas páginas que dão o panorama da FC desde a segunda metade do século 19. É claro, os medalhões como Wells, Asimov, Clarke e Bradbury estão lá. Mas além deles temos escritores “obscuros” (pelo menos para nós do ocidente) que nunca haviam sido traduzidos para o inglês, muito da literatura soviética e da América Latina também. A (longa) introdução de Vandermeer é extremamente interessante, tanto para quem já conhece a FC, quanto para quem está se aventurando pela primeira vez no gênero.

Carlos Alberto Bárbaro:

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1) Eu Estou Vivo e Vocês Estão Mortos: A Vida de Philip K. Dick, de Emmanuel Carrère
Biografia do grande autor de ficção-científica, esse retrato do autor enquanto paranóico só vem provar, com detalhes saborosos, que a realidade é mesmo mais estranha que a ficção, ou, segundo as palavras do próprio Philip K. Dick, “é aquilo que, quando se deixa de acreditar em sua existência, não desaparece”. O autor da biografia tem um estilo um tanto quanto pedregoso, mas os relatos insanos da vida do criador de Blade runner disfarçam à perfeição esse problema

2) As Melhores Histórias de Viagem no Tempo, de Harry Turtledove e Martin H. Greenberg
Não é exagero dizer que as narrativas de viagens no tempo são o subgênero da ficção-científica mais apreciado pelos amantes do gênero. Essa coletânea prova porque, selecionando desde seus clássicos mais óbvios e seminais, como Um som de trovão, de Ray Bradbury, e Seta do tempo, de Arthur C. Clarke, até histórias menos conhecidas, como a soberba Inversão do tempo, de Jack Dann, em que o protagonista da história vive num mundo em que todos viajam pelo tempo a seu bel-prazer, menos ele.

3) Menina Má, de William March
Clássico do terror psicológico finalmente editado no Brasil, um dos primeiros livros desse e de qualquer gênero que ousou por em xeque a visão idealizada das crianças como seres inocentes. Rhoda Pennmark, não apenas é uma pestinha, mas é “A” peste encarnada.

Eduardo Marchiori:

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1) Incrível, Fantástico, Inacreditável, de Peter David e Colleen Doran
O primeiro livro do selo Geektopia, da editora Novo Século, traz a biografia de Stan Lee, o criador da Marvel. Mas, diferente das biografias normais, cuja narrativa tende a ser enfadonha, esta acerta na apresentação – para um criador de HQs, uma biografia em quadrinhos. A leitora é bem humorada e não se priva de polêmicas, ao apresentar a versão de Lee para os desentendimentos que o criador teve ao longo de sua carreira. Um excelente documento histórico, muito bem apresentado na sua parte gráfica.

2) O Código das Águias, de Paola Giometti
Uma fábula encantadora sobre amizade, fidelidade e respeito, protagonizada pela águia Hankpa, que descobre esses valores enquanto aprende a se tornar uma caçadora, como todas as águias. A autora nos faz entrar no clima da narrativa e sentir as mesmas sensações de Hankpa: o vento nas asas, a imponência dos voos, a emoção das caçadas… uma experiência mágica e uma história apaixonante.

3) Poderes: Contos Sobre Pessoas com Dons Extraordinários, organização de Davi Paiva
Uma coletânea de 24 contos que fogem do lugar-comum ao tratar de super-heróis. Navega entre o extraordinário (pessoas com poder de voar ou viajar entre dimensões), mitologia (lobisomens e deuses nórdicos), passando pelo corriqueiro, como dons de cura e de persuasão. As histórias, em média com cinco páginas cada uma, exploram as várias facetas humanas, mostrando como cada um utiliza seus dons, nem todos de forma ética ou benevolente.

Fábio Ochôa:

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1) Superman – Uma Biografia Não Autorizada, de Glen Weldon
Um passeio elucidativo, irônico e profundamente afetivo pela história de um dos maiores fenômenos pop do século 20. Os bastidores de sua criação, as curiosidades radiofônicas, os motivos – e limitações – por trás de cada reformulação, as encarnações que quase aconteceram etc, etc, etc. Apesar da edição extremamente descuidada, para quem gosta do personagem – como eu – é item obrigatório.

2) Eu Estou Vivo e Vocês Estão Mortos, de de Emmanuel Carrère
Biografia romanceada de Philip K. Dick, escritor clássico de FC que passou a vida sendo assombrado pelo espectro da irmã gêmea, enfrentando a pobreza, o vício em drogas variadas e a sensação onipresente que a realidade não era o que parecia, que um deus insectóide com máscara de gás vigiava seus passos e ele era um romano reencarnado. É uma história supostamente verdadeira, mas muito mais bizarra que a ficção.

3) A Cidade das Redes, de Otto Friedrich
Uma curiosa radiografia sem censura da Hollywood dos anos 40, cada capítulo focado em um ano da década. Uma cidade que andava de braços dados com o crime organizado, com estúdios que eram geridos como fábricas de sapatos, uma saga protagonizada por bêbados notórios como Raoul Duke que roubou da funerária o cadáver do amigo John Barrymore apenas para colocar no sofá da sala e dar um susto em Errol Flynn, por incompetentes mitificados como Howard Hugues e pela paranoia de um iminente novo ataque japonês.

Maurício Muniz:

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1) Anno Dracula, de Kim Newman
Newman, especialista em cinema de terror e um escritor de mão cheia, imaginou uma Inglatera vitoriana na qual o conde da Transilvânia não apenas sobreviveu à perseguição de Van Helsing e seus outros inimigos, mas se tornou o príncipe regente. Com isso, Newman une inúmeras referências à literatura, à TV e ao cinema fantástico, numa intrincada tapeçaria que também faz críticas à sociedade da época e seus preconceitos – inclusive na figura de Jack, o estripador, um assassino que se dedica a matar as prostitutas vampiras de Londres. Uma espécie de “Liga Extraordinária” do terror, é essencial a qualquer um que tenha – como eu – o livro original de Bram Stoker como um de seus favoritos.

2) The Dark Tower: Vol. II – The Drawing of the Three
A segunda aventura da série de King que mistura O Senhor dos Anéis e Por Um Punhado de Dólares acelara o ritmo em relação ao volume anterior. A história de Roland Deschain, um pistoleiro de outra realidade que busca ajuda em nosso mundo para deter um poderoso vilão, tem ação, sustos e um ótimo desenvolvimento de personagens, as marcas registradas do escritor. Leia a série em preparação para os filmes, que começam a chegar este ano às telas.

3) A Mulher que Escreveu a Bíblia, de Moacyr Scliar
Scliar, quase a exemplo de A Vida de Brian, do Monty Phyton, conta uma história paralela a alguns fatos bíblicos por meio de uma personagem sem nome, considerada por si própria e por todos mais como “muito feia”, que se torna mulher do Rei Salomão. Longe de ser a favorita do rei, ela se destaca pela inteligência e logo ganha a tarefa de redigir o livro sagrado da religião católica, apesar da oposição de sacerdotes e o ciúme das outras esposas. Se a história dá a impressão de ser densa, é um engano: a trama se destaca pelo humor e é sempre ágil e divertida.

Ricardo Soneto (nerd especialmente convidado):

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O Homem Do Castelo Alto, de Philip K. Dick
A transformação em série, pela Amazon, do livro de K. Dick, fornece uma ótima desculpa para ler a fonte inspiradora. Quem se propor a isso vai constatar duas coisas. Primeira: o seriado não mantém uma integridade fiel à história escrita. Isso será de se lamentar. Segunda: o leitor vai descobrir uma das obras mais pertubadoras sobre a verdadeira natureza da realidade. Não será surpresa se alguns leitores duvidarem da própria realidade ao redor, mesmo que por um segundo. K. Dick, com sua medalha de gênio, cria uma obra de difícil adaptação. De forma estranha, isso pode ser um estímulo para se assistir o seriado e apreciar os acertos. O leitor sortudo pode ver cada episódio com um olho particular, como se apenas ele entendesse o que deveria ser feito de correto. Seriados à parte, preparem-se para uma viagem literária inesquecível.

A equipe do O Pastel Nerd deseja a todos os nossos leitores um 2017 cheio de livros e quadrinhos inesquecíveis! Fique de olho, pois teremos muita coisa especial este ano!

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