Melhores SERIADOS DE TV de 2016!

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2016 foi um bom ano para assistir TV. Descubra o que mais nos agradou na telinha no ano que passou!

Pela Equipe do O Pastel Nerd

Em 2016 nós também ficamos “bundando no sofá” e recebendo os raios televisivos na cara. Bem, de vez em quando ao menos. Por sorte valeu e pena e vimos muitas coisas boas, que agora compartilhamos com você. Leia, divirta-se e nos conte o que andou assistindo de bom!

Ben Santana:

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1) Westworld
O filme de 1973, de Michael Crichton (sim, o mesmo de Jurassic Park) é extremamente divertido e foi um dos primeiros a falar nos “vírus de computador”. E sim, tinha Yul Bryner. A série de Jonathan Nolan e Lisa Joy, por sua vez, vai muito além. Eles trabalham com o conceito de humanidade e o que é ser humano. Some-se a isso uma fotografia linda, atuações impecáveis (particularmente de Jeffrey Wright e Evan Rachel Wood) e música como você nunca pensou em ouvir (uma versão sinfônica de Paint it Black, dos Rolling Stones, ou Black Hole Sun, do Soundgarden, tocado em uma pianola). Ah, sim… E Anthony Hopkins, que depois de um bom tempo parece ter lembrado como atuar. Westworld foi, pelo menos para mim, a grande surpresa do ano.

2) Gomorrah
Baseada no livro de Roberto Saviano, que mostra a máfia napolitana, Gomorrah é uma série que atrai porque não glamoriza os bandidos, coisa que já foi feita em O Poderoso Chefão  e (em menor escala) em Os Sopranos. Assim como em The Wire, ela mostra toda a organização, desde os pequenos delinquentes até os capos, sem nenhum maniqueísmo envolvido. Mais duas temporadas foram prometidas e eu mal posso esperar.

Carlos Alberto Bárbaro:

(The americans e Better Call Saul continuaram sendo as melhores séries do ano, mas como o objetivo dessas listas, ao menos para mim, é fazer a roda girar, escolhi mencionar as novidades, deixando estas duas como hors-concours de 2016.)

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1) Rick and Morty
À semelhança de Deadpool, nos cinemas, esta animação insanamente divertida e desbocada consegue fazer um panorama absurdamente amplo de todas as correntes da ficção-científica, não deixando pedra sobre pedra no caminho. Multiversos, distopias totalitárias, viagens interdimensionais, singularidades, está tudo aqui, com doses absurdamente homéricas de palavrões, arrotos e incorreção política da melhor qualidade.

2) Westworld
Continuação do filme clássico de Michael Crichton, de 1973, e não apenas uma mera adaptação, como se pensava no início, essa nova série da HBO foi a grata surpresa do ano. Atores tinindo nos cascos, diálogos burilados à perfeição e, o mais importante, uma história engenhosa que vai se desvelando aos espectadores sem pressa, mas sempre mantendo a tensão e o interesse.

3) Timeless
Uma série sobre viagem no tempo já seria presente bom o suficiente por si só, mas essa nova série da NBC consegue ser interessante mesmo sendo tradicional. O enredo é simples. Um grupo de três pessoas é convocado por uma instituição que conseguiu construr duas máquinas do tempo para perseguir, na máquina que sobrou, outro grupo, que roubou uma das máquinas disponíveis e a está utilizando em viagens na tentativa de alterar fatos históricos para obter poder no presente. É uma série comum, sem grandes pretensões, mas que mantém sempre o interesse durante seus episódios fechados de 45 minutos cada. E onde mais você veria o criador do James Bond, o Ian Fleming, como um herói de ação na televisão?

Eduardo Marchiori:

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1) Stranger Things
Chegou como quem não quer nada, surrupiando conceitos lá dos anos 1980, e deu ao público uma série brilhantemente bem dirigida, com personagens apaixonantes e um roteiro viciante. É a prova de que é possível fazer uma série simples e inteligente ao mesmo tempo.

2) Supergirl
A série da Supergirl já era uma das melhores lançadas no ano passado pelo canal CBS. Este ano, com a migração para a CW, canal pertencente à Warner, ganhou em qualidade, com roteiros muito mais bem elaborados, melhores efeitos especiais e a participação do Superman que, embora rápida, mostrou o herói que todos queríamos ver há muitos anos. Se a divisão cinematográfica da Warner fizesse adaptações tão boas para o cinema quanto faz na TV, as produções seriam bem menos vexatórias…

3) Luke Cage
Parte do mérito desta série da Netflix se deve ao carisma de seu protagonista. Mike Colter convence muito no papel do homem com pele de aço. Outro mérito é o fato de, sem levantar grandes bandeiras, também deixa sua mensagem sobre o preconceito racial e a situação dos negros – bandeira esta que foi o mote da criação do personagem, lá em 1972. Apresenta um roteiro tenso e bem amarrado que até tem lá seus furos, mas de forma geral, não faz feio.

Fábio Ochoa:

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1) Stranger Things
A coqueluche do começo de 2016. Uma mistura de… bem, de tudo que tenha funcionado minimamente bem na cultura pop dos anos 80, de Steven Spielberg a Stephen King. Existe ainda algo a falar de Stranger Things que ainda não tenha sido dito? Vamos arriscar: apesar do seu apelo nostálgico óbvio e fácil, a série é bem mais que a mera soma de suas partes, graças à direção segura do espetáculo e ao elenco carismático. Vem um segundo ano aí, desnecessário como um rabo, vamos ver se o raio cai duas vezes no mesmo lugar.

2) Love/Bojack Horseman
Duas séries amarguíssimas do Netflix. A vida como ela é, as pessoas como elas são. Sem moral da história ou grandes redenções. Uma, produzida por Judd Apatow, é a radiografia do romance mais palpável e disfuncional de todos os tempos. Outra, a luta por um astro no ocaso tentando – e falhando – em fazer algo que deveria ter feito há anos atrás: se tornar uma boa pessoa.

3) Masters of Horror
Série de antologias do canal Showtime, onde a cada episódio chamam um veterano do gênero para dirigir uma história. Tem coisas de doer na alma (como o episódio de Dario Argento e o de Tobe Hooper por exemplo, benzadeus), mas também conta com episódios simplesmente espetaculares. Os de Joe Dante (sobre zumbis que voltam para votar) e o de John Carpenter (sobre um milionário em busca de um filme raro que pode enlouquecer as pessoas) estão entre as melhores coisas que eles já fizeram.

Gustavo Daher:

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1) Ash vs Evil Dead
A insanidade e a chutação de balde continuam na segunda temporada da série mais divertida de todos os tempos. Continuamos acompanhando as aventuras de Ash e seus amigos combatendo o mal despertado pelo Necromicon, o Livro dos Mortos.

2) The Good Guys
Engraçadíssima série que se baseia no velho clichê “mau policial/bom policial”. O “mau policial” aqui é um típico herói de ação dos anos 80, politicamente incorreto até a medula e que quebra todas regras possíveis do departamento de polícia. Todos os episódios são hilários. Destaque também para a excelente edição da série. A grande injustiça é que durou apenas uma temporada. Uma pena.

3) Stranger Things
Netflix acertou em cheio com essa série fantástica. Uma legítima carta de amor ao cinema dos anos 80. Excelente.

Maurício Muniz:

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1) Westworld
Ótima surpresa da HBO, a série deveria ter estreado em 2015, mas atrasou e só foi lançada mesmo no ano passado. É uma continuação/reinvenção do filme de 1973, mas extrapola os temas do relacionamento entre homens e androides. Tem mistérios, surpresas, reviravoltas, uma produção requintada e ótimo elenco. O final da temporada deixou tudo em suspense e agora o jeito é esperar… infelizmente talvez até 2018, quando parece que a segunda temporada está programada pra estrear.

2) Penny Dreadful
A exemplo da Liga Extraordinária e outras obras, a série reúne em uma única trama os universos de livros como Drácula, Frankenstein, O Retrato de Dorian Gray e outros. Tem suspense, personagens carismáticos e várias situações arrepiantes. Pra quem conhece os livros, o apelo é grande. Pra quem não conhece… bem, está esperando o que pra conhecer?

3) Broad City / South Park
As duas melhores comédias de 2016. Broad City, sobre duas amigas maluquinhas que vivem em Nova York e se metem em confusões que envolvem amor, sexo, depravações e tipos estranhos tem humor ofensivo e até nojento, mas as personagens são tão bacanas e humanas que é difícil resistir a elas. Já South Park, em suas 19ª e 20ª temporadas, mostra que continua essencial com as melhores críticas à sociedade moderna. Nada escapa: o politicamente correto, os feministos, a extrema direita, a extrema esquerda, Trump, Hillary. Sobra até pra J.J. Abrams e seu “Star Wars que não foi tão bom assim”. Ambas as séries estão disponíveis na TV a cabo.

Wilson Simonetto

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1) Stranger Things
Stranger things foi uma grata surpresa em 2016 e é uma homenagem aos anos 80, com toques de Spielberg e Stephen King, além de uma trilha sonora deliciosa. Na trama, um garoto desaparece misteriosamente em uma pequena cidade de  Indiana, o que faz com que seus amigos partam em sua busca, com a ajuda de uma misteriosa menina com poderes telecinéticos. Uma ficção científica que tira o fôlego do espectador.

2) Westworld, de Lisa Joy e Jonathan Nolan
Westworld é baseada no filme homônimo de 1973, escrito e dirigido por Michael Crichton (Jurassic Park) e estrelado por Yul Brinner (Os Dez Mandamentos). A série é estrelada por Anthony Hopkins (Hannibal) e Ed Harris (Pollock) e conta a história de um parque temático que tem andróides programados para interagir com os turistas – hóspedes ricos no velho oeste – em um futuro tecnológico. A série de ficção científica se destaca por ser contada em parte pela ótica dos andróides e já tem sua segunda temporada assegurada.

DC’s Legends Of Tomorrow
Legends conta a história de Rip Hunter, que volta ao passado para combater Vandal Savage, vilão que no futuro será responsável pela destruição da humanidade. Hunter reune heróis improváveis para ajudá-lo nessa missão que se passa no mesmo universo das outras séries DC, como Flash, Arrow e Supergirl. A DC vem mantendo uma boa mão em suas séries, talvez para compensar em parte a decepção dos filmes de cinema.

Ricardo Soneto (vilão especialmente convidado):

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Black Mirror
Os apreciadores do seriado de antologia inglês puderam respirar aliviados. A troca da Inglaterra para os Estados Unidos, como cenário dos contos distópicos de Charlie Brooker, não afetou a inteligência ácida do seriado, que pede silêncio total sobre os argumentos de cada história. Mesmo assim, um episódio dessa nova temporada merece ser citado: San Junipero. Geralmente associado pela maioria como o único com final feliz… Bem… Uma reflexão cuidadosa (e talvez até uma repetição para perceber detalhes sutis) pode, talvez, esfacelar essa certeza. Obra-prima do roteiro televisivo.

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2 comentários sobre “Melhores SERIADOS DE TV de 2016!

  1. Excelentes escolhas!! Como já comentei aqui, eu acho, que no Domingo lá em casa, fazemos o “Domingo de Lei” onde faço uma reunião com meus filhos e mais 3 amigos para vermos as séries da semana. Claro que todas de super- heróis eles adoram, mas o fato que me chamou atenção é que gostaram muito de Westworld, Timeless e Lucifer. Fiquei com esperanças, apesar de não gostarem de ler…rrsrsrsr . Eu particularmente gostei muito de Westworld, Timeless (viu Bárbaro, foi boa a dica) e a sequência de How to get way with murder. Só pra citar 3…abraço a todos!!

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