Melhores FILMES NERDS de 2016!

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Super-heróis, dinossauros, magos, bruxas, alienígenas e até garotas com câncer. Confira os filmes que mais gostamos em 2016!


Até que não dá pra reclamar dos filmes do ano passado. Teve pra todos os gostos e, principalmente, filmes nerds de qualidade. Confira a lista do que mais nos agradou e comente se esquecemos de algo que entrou na sua lista.

Ben Santana:

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1) Rogue One: Uma História Star Wars
Acho que tudo o que poderia ser dito sobre Rogue One já foi falado. Mas, ei… temos,  depois de tanto tempo, um filme de Guerra nas Estrelas que tem justamente, uhn, “guerra”. Além disso, o filme é uma homenagem a grandes clássicos como Os Canhões De Navarone e Os Doze Condenados, filmes icônicos de guerra de décadas passadas. Rogue One, me dá a impressão, é um filme feito para a geração que assistiu Star Wars pela primeira vez lá nos 70 e 80. E cresceram.

2) Doutor Estranho
Se alguém tivesse me dito, no início dos anos 1980, que um dia eu assistiria um FILME do Doutor Estranho no cinema, eu teria caído na gargalhada. Claro, muitas pessoas conheciam, antes do advento do Universo Cinemático Marvel,  personagens como o Hulk ou o Homem-Aranha. Mas… o Doutor Estranho? Seria como fazer um filme sobre o… o… Homem-Formiga. Não, espera aí… O fato é que ver um personagem semiobscuro ( ainda que uma das criações mais interessantes de Steve Ditko) nas telas, por si só seria motivo para assistir o filme. Só que, além de tudo, o filme é bom. Muito bom, aliás. Benedict Cumberbatch e Tilda Swinton, não preciso nem dizer, são excelentes atores que dão um pedigree ainda melhor ao filme.

Carlos Alberto Bárbaro:

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1) Invasão Zumbi
Não é de hoje que o cinema da Coreia do Sul vem nos brindando com o melhor da cinematografia mundial, mas ninguém poderia imaginar que um filme de zumbis, em 2016, poderia trazer algo de novo ao gênero. Esqueça a tradução acomodadadamente apelativa do título no Brasil (que, se pensarmos bem, pode mais afastar o público cansado de tantos mortos-vivos do que atrair novos espectadores) e embarque nesse “Trem para Busan”, no original. O diretor Yeon consegue subverter todos os clichês do gênero, inclusive aquele da metáfora simplista sobre a humanidade, comum em produções do gênero, pois aqui a metáfora é mais profundamente familiar e pessoal.

2) Deadpool
Sim, Guerra Civil foi o grande filme de super-heróis do ano, mas como não reconhecer a superioridade encantadora e refrescante da primeira adaptação fiel do mercenário boca-suja para a telona? À semelhança de Guardiões da galáxia, em 2014, Deadpool trouxe mais um tijolinho de ousadia para firmar ainda mais a obra em progresso desse gênero cinematográfico que só não começou a aparentar cansaço ainda por conta desse tipo de salto no escuro. Não, o filme não é apenas uma sucessão de piadas sujas e violência explícita, é uma investigação de possibilidades. E é isso que mantém os gêneros vivos.

3) A Chegada
Há quanto tempo não víamos uma ficção-científica cerebral de fato no cinema? O diretor canadense Dennis Villeneuve, no momento prestes a lançar a continuação de Blade Runner, entrega mais um filme irretocável (com uma pequena concessão “bélica” para os produtores, vá lá) sobre o velho e batido tema do primeiro contato de terrestres com alienígenas. Difícil de traduzir em palavras.

Eduardo Marchiori:

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1) Capitão América: Guerra Civil
Foi o filme do ano por vários motivos. Primeiro, porque é uma aventura muito bem amarrada, com um elenco grandioso como nunca se viu antes, cada um com seu momento para brilhar na tela. Segundo, porque introduziu dois heróis de filmes futuros – Homem-Aranha e Pantera Negra – que, cada um ao seu modo, roubaram as cenas em que apareceram. Por fim, porque, num ano em que tivemos seis filmes de super-heróis, este conseguiu ser melhor que todos os outros.

2) O Bom Dinossauro
O ano de 2016 teve excelentes animações – Snoopy, Zootopia, Sing – e a melhor delas foi um presente da Pixar para seu público. Uma história lindíssima, cheia de ternura e com momentos emocionantes. Fez muito marmanjo suar pelos olhos no cinema.

3) Rogue One: Uma História Star Wars
Uma história com personagens desconhecidos e totalmente fora do universo tradicional de Star Wars tinha chances de dar errado. Mas a Disney e a Lucasfilm conseguiram criar uma história espetacular, um roteiro bem amarrado, fiel à mitologia, com um monte de referências à saga clássica e personagens cheios de carisma. Um grande acerto e um dos melhores do ano, com certeza.

Fábio Ochoa:

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1) A Bruxa
A Bruxa é mais que um filme, é uma experiência. Uma imersão em um tempo de fome, perseguição religiosa e superstições, mostrando a lenta agonia de uma família excomungada, vivendo na floresta em um longo inverno sem alimentos, com a suspeita de uma bruxa morar ao redor. Lento, angustiante e sem se apoiar nos famigerados sustos fáceis, tem o que talvez seja os 15 minutos mais perturbadores do cinema.

2) A Chegada
Caramba, o Dennis Villeneuve não erra? Cada filme do canadense é um acerto atrás do outro (bom para nós, já que vem aí Blade Runner 2049 e Duna, pelas mãos dele) e A Chegada é uma ficção que mostra a corrida contra o tempo de uma equipe de tradutores para conseguir se comunicar com misteriosos alienígenas que chegaram à Terra. Poderia ser chato pra caramba, mas é emocionante. Um filme sobre barreiras, linguagens, aceitação e inevitabilidade.

3) Rogue One: Uma História Star Wars
O terceiro spin-off da saga Star Wars e o primeiro sob a chancela da Disney, uma ficção que flerta escancaradamente com o cinemão dos anos 50 e 60, passando por Os Canhões de Navarone, Os Doze Condenados e até A Um Passo da Eternidade, um tipo raro de prequel: uma que amplia a escala dramática e ressignifica o filme que ele antecede.

Gustavo Daher

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1) Invasão Zumbi
Caramba, que filmaço. O cinema sul-coreano sempre trazendo boas surpresas. O diretor conseguiu tirar leite de pedra  do já saturado gênero dos filmes de zumbis e soube lidar muito bem com os clichês e convenções presentes em todas produções com esse tema. Recomendadíssimo.

2) The Greasy Strangler
E o prêmio de filme mais bizarro de 2016 vai para The Greasy Strangler. Pode-se dizer que é uma mistura dos filmes do John Waters com as produções da dupla Tim & Eric. Grotesco, repulsivo e completamente hilário. Apenas para gostos refinados e peculiares.

3) Capitão América: Guerra Civil
E lá vai a Marvel novamente nos ensinar como se faz um ótimo filme de super-heróis. A cena da batalha no aeroporto já entrou para a história. E tivemos também o melhor Homem-Aranha cinematográfico de todos os tempos.

Maurício Muniz

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1) Capitão América: Guerra Civil
É o melhor filme de super-heróis de todos os tempos? Provavelmente. Sim, os Batman de Christopher Nolan são exemplos melhores de cinema; Superman: O Filme ainda é aquela obra-prima (pela época em que foi feita); e até O Soldado Invernal é melhor escrito. Mas só esta aventura cinematográfica que colocou herói contra herói é um perfeito gibizão, com ritmo, dinâmica e surpresas que pareciam impensáveis há poucos anos no cinema convencional. E o roteiro não faz feio, com uma boa interação de personagens e até um certo aprofundamento, dentro do possível. É pra relaxar e se divertir. Como todo gibizão deveria ser.

2) A Bruxa
Alguns não gostaram porque é um filme de terror sem sustos. Outros porque não tem mistério, já mostra que tem uma bruxa real desde o início. Mas esses são exatamente os pontos fortes do filme. A Bruxa é um terror adulto, incômodo, que angustia tanto pelos elementos sobrenaturais que oprimem uma família de puritanos do século 17, quanto pela própria situação sem futuro e sem esperança que aguarda seus membros de qualquer maneira. E a conclusão do filme (se é um final feliz ou o pior possível) será discutida por anos.

3) Eu, Você e a Garota Que Vai Morrer
Eu ia bancar o “Maurício vai com as outras” e indicar Rogue One… porém, na verdade, gostei mais deste filme que aparenta ser um monte de clichês (menina com câncer é apoiada pelos amigos), mas que foge deles com inteligência, criatividade e muito humor, entremeado com algumas geniais paródias de filmes famosos realizados com recursos parcos. Talvez você até chore, mas não é essa a intenção do filme. Não é por acaso que fez sucesso no Festival de Sundance. Muito, muito recomendado. Vá ver. Se não gostar, depois você me xinga.

Wilson Simonetto:

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1) Dr. Estranho
Benedict Cumberbatch, competente como sempre, encarna com perfeição o Doutor do título, um médico arrogante que aprende a ser mais humilde depois de um acidente que acaba com sua carreira. A Marvel acerta novamente no cinema, desta vez em uma área um pouco diferente, um universo místico, retratado de forma interessante, que remete às histórias antigas e ao desenho de Steve Ditko.

2) Capitão América: Guerra Civil
Parecia uma missão impossivel fazer uma boa história, com tantos personagens juntos, incluindo alguns que ainda não haviam estreado no universo cinematográfico. Mas Guerra Civil é competente ao mostrar a luta causada pela divisão dos Vingadores e outros heróis, devido à intenção das Nações Unidas em controlar os super-heróis. Uma grande aventura que mantém a tradição Marvel nos cinemas.

3) Star Trek: Sem Fronteiras
Apesar de muita gente torcer o nariz para essa versão de Star Trek, Sem Fronteiras não faz feio.

Ricardo Soneto (astro especialmente convidado):

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Doutor Estranho
O filme do Mestre das Artes Místicas marcou um diferencial curioso se comparado com toda a produção cinematográfica da Marvel: não é um filme de super-herói. Sua abordagem possui uma elegância que remete a um quase inesgotável acervo de filmes sobre magia (Harry Potter e até a sequência do “Aprendiz de Feiticeiro”, do desenho animado Fantasia, para citar dois) ou encanto, exotismo e percepção da realidade (como A Origem, o seriado de TV, Doctor Who ou Kundun). O fã da história em quadrinhos original escrita por Stan Lee e desenhada pelo pré-psicodélico Steve Dikto não sai decepcionado. A fidelidade é absoluta. Com essas tintas, Scott Derrikson, o diretor, consegue somar todos esses elementos para moldar uma reflexão, não apenas sobre a superação, mas sobre a viagem da descoberta de si mesmo. O resultado é um filme profundo sem ser pretensioso. É desconcertante sua discreta discussão sobre espiritualidade sem precisar de nenhuma religião para sustetá-la. Liderados por Benedict Cumberbach, o elenco traz uma credibilidade que possibilita carisma e simpatia. Resumindo: tudo perfeito. Num ano de filmes nerds excelentes como Capitão América: Guerra Civil, Deadpool e Rogue One, é um prazer ver um produto tão sofisticado, único e rico em leituras para além do gênero (sem deixar de ser fiel à ele). A expectativa é que o filme seria excelente, o que se cumpriu. Mas Doutor Estranho pode ser mostrado até para cinéfilos convencionais. Um espetáculo triunfal. Cinema topo de linha.

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