Enquanto isso… O Homem que Salvou os Super-Heróis?

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Como Joe Quesada tirou a Marvel do buraco e indicou um novo caminho para os heróis de todo o mercado

Por Fábio Ochôa

Em dezembro de 2001, o Comic Book Museum de Nova York fez um sorteio. O ganhador passaria um dia inteiro na companhia de Joe Quesada, desenhista de sucesso nos anos 1990 e recém-empossado editor-chefe da Marvel. Quesada foi ao encontro pronto para ver “algum garoto” como descreveu a assessoria para ele ao telefone.

Chegando lá, deparou-se com um homem de 28 anos, pai de dois filhos, empolgado por conhecer seu ídolo.

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Esse foi um momento pequeno e emblemático, metafórico mesmo. Aquela indústria que atravessara décadas sendo sustentada por garotos que compravam quadrinhos com a mesada dos pais continuava do mesmo jeito. “Do mesmo jeito”, aqui, significando que continuava a ser mantida pelos mesmos garotos de outrora, agora adultos e pais de família, que pelo menos não precisavam mais pedir mesada pra ninguém.

Foi um momento de iluminação para Quesada, que diz muito sobre o momento que ele ficou à frente da Marvel, um tempo marcado por polêmicas, ódio dos fãs e decisões (para dizer o mínimo) arriscadas.

Quesada foi o editor-chefe que ficou mais tempo à frente do cargo, superando até mesmo o arquiteto da casa, Stan Lee, e o lendário Jim Shooter, o responsável pelo melhor período criativo da editora. E foi também quem enfrentou o momento mais complicado do mercado.

Antes de qualquer coisa, esqueça que você é um fã. Esqueça que conhece aqueles personagens há anos, que cresceu com eles e os mantém profundamente gravados em sua memória afetiva. Feito isso, tente imaginar que você é um jogador e que o que está em jogo é a sobrevivência da sua editora.

O ano era 1998. O mercado de quadrinhos norte-americanos experimentava a amarga ressaca do boom do começo da década, em que especuladores compravam exemplares específicos de determinadas revistas aos milhares apostando em criar a escassez daquelas edições em particular para revendê-las mais à frente por um preço mais elevado.

Existia, claro, um erro primário de lógica na estratégia, pois quando uma tiragem de quadrinhos se esgotava com rapidez, os editores simplesmente mandavam imprimir mais. Ponto. A única contribuição desses especuladores para a indústria era que estavam criando uma uma demanda feroz, em que cada vez mais títulos iam para as bancas, com velocidade acelerada e qualidade decrescente, em resumo, uma falsa bolha de prosperidade para a indústria, que, é verdade, serviu para fazer a fortuna de alguns criadores, particularmente os que integravam a Image Comics.

Quando essa bolha estourou, ou seja, quando os especuladores perceberam que estavam com milhares de exemplares com um valor inferior ao daquele que tinham pago por eles, o balão das editoras já estava bem alto.

A queda, claro, foi grande.

Diversas editoras menores fecharam as portas e a Marvel, que, verdade seja dita, sempre tentou correr atrás da bolha sem nunca realmente conseguir subir nela, amargou um dos seu piores períodos de vendas, e também um dos seus momentos mais pífios em termos criativos.

Sem muito mais o que fazer, a editora pediu concordata. E Homem-Aranha, Quarteto Fantástico e Thor, entre outros, viram-se às voltas com uma ameaça muito mais concreta do que qualquer outra que tinham enfrentado anteriormente nas páginas de suas revistas.

O cenário para o jogo proposto acima estava montado.

E o principal jogador é — como você deve ter adivinhado — Joe Quesada.

Quem é esse cara?

Filho de cubanos que se estabeleceram na região do Queens nos anos 1960, o que o fez se identificar com o Homem-Aranha nas poucas revistas que leu por essa época, Quesada passou a infância longe dos quadrinhos, que eram algo simplesmente fora do seu radar enquanto crescia, o que por certo explica o seu desapego aos personagens canônicos desse período, o que tanto irrita aquele fã mais radical.

Ele só começou a se interessar realmente por quadrinhos por volta dos 25 anos quando um amigo lhe emprestou as edições iniciais de Watchmen e O cavaleiro das trevas. Quesada conta que aquilo explodiu a sua mente, algo completamente diferente do que ele conhecia como quadrinhos até então, despertando em si imediatamente o desejo e a dedicação de buscar fazer algo tão marcante ou revolucionário quanto essas obras.

Sabia porém que nunca seria um roteirista bom o suficiente para fazer algo assim. Um desenhista, talvez, sim.

Assim, decidido a um dia quem sabe desenhar o seu Watchmen, Joe Quesada começou a dar seus passos para entrar na indústria.

02No período de concordata, em sua última e desesperada — e bastante lógica, aliás — tentativa de tentar se levantar, a Marvel apostou no projeto Heróis Renascem, para o qual chamaram antigos astros da casa, como Jim Lee e Rob Liefeld (tempos estranhos os anos 1990), passando a eles a missão de reiniciar títulos clássicos que haviam perdido o apelo para os leitores de então, como Capitão América, Vingadores,Quarteto Fantástico e Homem de Ferro.

O acordo com os artistas, na prática, funcionou quase como um licenciamento, em que os contratados produziam os títulos em seus próprios estúdios, a Awesome de Rob Liefeld e a Wildstorm de Jim Lee, alocados dentro da rival, Image Comics, o que causou um certo mal-estar à época, tanto dentro da Image, que teoricamente havia sido fundada para que seus criadores não precisassem mais se submeter à política editorial da Casa das Ideias, como dentro da Marvel, onde uma boa parte da equipe achava que possuía os talentos necessários para repaginar esses heróis sem o (caro) auxílio de fora.

O fato é que o acordo foi um fiasco retumbante de público e crítica. E sem sombra de dúvida um dos momentos mais baixos da editora.

Daí a surpresa de todos quando apenas um ano depois desse naufrágio criativo a Marvel voltou a fazer exatamente a mesma coisa, só que dessa vez passando seus títulos menores, como Demolidor, Pantera Negra, Justiceiro e Inumanos para outra editora, a minúscula Event Comics, de Joe Quesada.

Errar era humano, insistir no erro era pura estupidez. Mas não nesse caso.03

A Event tinha poucos personagens, mas uma linha bem sólida e estabelecida. Entre elas, duas criações de Quesada com seu amigo Jimmy Palmiotti, uma, Ash, que naqueles anos pré-boom de quadrinhos na TV e no cinema teve os direitos negociados com Steven Spielberg para uma animação para o cinema, e a outra, Painkiller Jane, que chegou a virar série de TV.

O que com certeza contou muito para a Marvel antes de decidir contratá-los.

Nesse momento do jogo a missão de nosso jogador era mostrar a que veio: levantar as vendas de uma empresa falida criativa e financeiramente. A solução foi partir pro inesperado e não deixar nada ao acaso. Quesada usou muito bem seus contatos, e em vez de apostar no fácil (ou seja, infinitas capas variantes, muita violência e splash pages à mostra) chamou grandes roteiristas e desenhistas para realinhar os títulos que havia pegado. Inclusive muitos que jamais haviam pisado na Marvel antes. Os cavalos de guerra foram Demolidor, com texto de Kevin Smith e desenhos do próprio Quesada, Inumanos de Paul Jenkins e Jae Lee, Marvel Boy, de Grant Morrison e J. G. Jones e Justiceiro da dupla de Preacher, Garth Ennis e Steve Dillon.

A aposta em qualidade acima de tudo deu certo, as vendas aumentaram — e muito, aproximadamente em 75% —, a crítica elogiou, fato que não acontecia há muito tempo na Marvel, e dois anos depois Quesada foi alçado ao cargo de editor-chefe, estendendo para toda a linha de títulos da editora a sua política para aquele pacote inicial.

Foi aí que o jogo realmente começou.

Nova Fase

04A primeira jogada, aparentemente, não foi propriamente inteligente.

Nos anos 1990, os títulos X (X-men, Uncanny X-men, X-Force, X-Factor, Cable, Wolverine, Generation XExcalibur etc. etc. etc.) se multiplicavam como água, eram sinônimo de lucro fácil e rápido, mas não deixavam de se constituir também em um mecanismo altamente predatória, em que o imenso número de revistas X-Alguma Coisa acabou por, gradualmente, enfraquecer e diluir a marca.

Em uma das suas primeiras decisões no cargo, Quesada resolveu limar boa parte dos títulos mutantes, focando apenas em uns poucos. Entre a lista de cortes, estava o título X-men: Hidden Years, projeto que John Byrne acalentava desde os anos 1970 e mostrava as “aventuras perdidas” dos X-men originais.05

O título não era propriamente um sucesso, mas como tudo que tivesse um X no meio, vendia bem, ficando sempre bastante acima da ameaça numérica de cancelamento. O que não impediu Quesada de querer cortar assim mesmo.

Mal foi comunicada a decisão, John Byrne, como de hábito, ultrapassou a barreira de staffs e secretárias e ligou furioso para o editor-chefe.

A discussão aos gritos sacudiu o prédio. Puro Byrne. Acabou com Byrne prometendo não voltar a trabalhar para Marvel enquanto Quesada estivesse lá dentro e Quesada tornando Byrne persona non grata durante a sua gestão.

Para muitos leitores, mais do que emblemático, foi quase simbólico: os laços com a velha guarda estavam definitivamente cortados.

No entanto, embora essa decisão pudesse ter sido acertada, o modo como ela foi conduzida esteve longe de o ser.

Assim, em vez de avançar, fique no mesmo quadrado por enquanto.

No próximo turno, pouco mais de um ano após Quesada assumir o cargo, surgiu uma questão moralmente complicada: o 11 de setembro.

Como editor-chefe de uma editora que estabeleceu uma grande parte de seu elenco como nova-iorquinos por excelência, o que você faz? Como você aborda o acontecimento?

Seguiram-se momentos tensos dentro da Marvel, que por não ter estabelecido seus heróis em metrópoles e cidades que não existiam na realidade, e sim, a maioria deles, justamente em… Nova Iorque, ficou em dúvida sobre o que de fato fazer. Reconhecer o evento apesar dos erros de lógica interna que ele poderia acarretar naquele universo repleto de seres poderosos? Trazer as sombras do trauma para as páginas das revistas, justamente em um momento em que o mundo real se tornara insustentavelmente pesado e talvez o que os leitores mais buscassem fosse exatamente o escapismo?

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A resposta do editor foi uma edição de Homem-Aranha, o herói nova-iorquino por excelência, totalmente dedicada à tragédia, e que veio a ser uma das HQs mais elogiadas de sua gestão.

Os lucros da edição foram doados para entidades beneficentes.

Quesada disse que esse foi o momento de maior orgulho do seu tempo como editor-chefe.

Avance 5 casas.

Próximo turno, precisamos de um grande evento para chamar atenção.

O melhor no que faz

Ao longo dos anos, Wolverine passou de coadjuvante do título X-men para uma das maiores marcas da casa. Um dos grandes apelos do personagem era justamente o mistério envolvendo seu passado, seus mais de trinta anos de história sugeriam que ele era centenário, que fora samurai, agente secreto e… bem, qualquer coisa que sua imaginação conseguir complementar.

07Nesse cenário, a Marvel resolveu cutucar um vespeiro. Um vespeiro com vendas garantidas, mas ainda assim, um vespeiro: uma mini-série que finalmente elucidasse o passado do mutante mais popular da casa.

Contrariando boa parte das expectativas, Wolverine: Origens acabou se revelando uma boa história, com méritos artísticos que vão muito além do sensacionalismo óbvio de sua proposta.

Mesmo com alguns fãs descontentes, foi um sucesso de público e crítica.

Escapou ileso da armadilha. Ainda que por pouco.

Avance três casas.

Em outro movimento polêmico, rompeu em definitivo com o Comics Code, criando a linha Marvel Max. Com tramas mais adultas, o selo foi um tentativa (muito) tardia de uma espécie de Vertigo dentro da Marvel. Ocorre que, se a Vertigo foi uma tremenda porta de entrada para inovações e ousadias dentro do grande mercado, a linha Max perdeu o bonde da história, logrando na prática oferecer apenas um amontoado de histórias recheadas de violência gráfica e pornografia semigratuita. Mas teve lá seus momentos, com obras como Poder Supremo de J. Michael Straczynski e claro, Alias, de Brian Michael Bendis.

Pela iniciativa, avance uma casa.08

Pela qualidade como um todo, fique de castigo no cantinho por uns três turnos.

O lance mais memorável do nosso jogador foi por certo a criação da linha Ultimate.

Nos últimos vinte anos, renovação de público é a palavra-chave para as editoras mainstream, coisas que editoras menores, como Image, Boom! e Dark Horse têm conseguido (ainda que em um ritmo não-relevante, é verdade), enquanto as gigantes, mesmo que impulsionadas por uma exposição inédita na TV e no cinema, simplesmente não conseguem.

Entretanto, e apesar dos ensaios de Heróis Renascem, a ideia de zerar o universo Marvel e recomeçá-lo para os novos tempos não é recente. Para ser mais preciso, essa história começou em 1986, quando a Marvel queria celebrar seus 25 anos, mas a DC pulou na frente com seu reboot pós-Crise e não restou outra opção à outrora Casa das Ideias da (infeliz) ideia de criar o infame Novo Universo Marvel.

Quesada, aproveitando o impulso do filme dos X-men e do então vindouro filme do Homem-Aranha, aproveitou esse interesse do público cinematográfico como a ponta de lança para uma nova linha de títulos, um novo universo mais enxuto e compacto, recomeçando a contar gradualmente, e situando-as contemporaneamente, as origens das principais franquias da casa, uma mão na roda para o leitor que chegava então e de certo modo servindo também como mapa para Hollywood, mostrando aos executivos da indústria como os demais personagens poderiam se virar no cinema.

Para isso, a linha utilizou amplamente a linguagem widescreen promovida por Warren Ellis e Bryan Hitch em The Authority, e causou algum barulho no mercado. Deu certo. E muito. Mesmo que tenha falhado eventualmente em renovar a linha de leitores.

A aproximação com Hollywood e com outras mídias era um item prioritário da agenda de Quesada. Durante sua gestão, passaram pela Marvel diretores e roteiristas de cinema e TV como Kevin Smith, Reginald Hudlin, J. Michael Straczynski, Joss Whedon, Bob Gale (roteirista de De Volta Para o Futuro), dramaturgos como Roberto Aguirre-Sacasa, escritores como Stephen King e David Morell  (autor de Rambo: First Blood) e roteiristas consagrados da editora rival, como Neil Gaiman, Grant Morrison e até mesmo, por vias indiretas, o lendário Alan Moore, rebatizado como Autor Original, quando a Marvel finalmente conseguiu republicar Miracleman.

Quesada teve seus momentos questionáveis. Vários, a bem da verdade, começando por abrir uma verdadeira temporada de entrevistas fanfarronas logo após o filme do Homem-Aranha (meu Deus, foram entrevistas MUITO babacas, embora continue inegável que, tal qual ele disse, o fato da DC ter as três maiores marcas do entretenimento e claramente não saber o que fazer com elas era “como ser o ator pornô mais bem-dotado do mundo e nunca conseguir ter uma ereção”). Além disso, comprou uma briga homérica com as comic shops, que até então eram a um só tempo a principal fonte de renda do mercado, o seu porto seguro e o grilhão que impedia sua expansão e a sua chegada a novos públicos. Quesada apostou ostensivamente nas livrarias, e mesmo com o protesto dos donos das comic shops, que acharam que a Marvel estava criando uma concorrência desnecessária, ele seguiu adiante assim mesmo.

Entendo o porquê, mas não sei exatamente se foi um movimento sábio. Permaneça no mesmo lugar.

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Contudo, por mais frívolo que pareça, polêmica alguma supera desfazer o casamento de Peter e Mary Jane, frequentemente o primeiro exemplo que surge entre seus (muitos) desafetos para desancar sua gestão. Segundo Quesada, o casamento impedia a entrada de novos leitores — mesmo teoricamente já tendo a linhaUltimate Homem-Aranha para isso —,  e como ele queria descasá-los mas era contra a morte, por sua banalidade, e  contra o divórcio, por ser um mal exemplo, acabou optando por um pacto com o diabo. Tá certo…

Na ideia original, o roteirista J. Michael Straczynski criaria uma linha alternativa em que Harry Osborn superaria seu problema com as drogas nas clássicas histórias dos anos 1970 e com isso se casaria com Mary Jane, deixando-a impedida de estabelecer um relacionamento e casar com Peter. Ok.

O problema começou de fato na conclusão da saga, quando, apesar de todos os planos alinhados, o roteirista entregou outra ideia, uma trama em que na verdade a ruptura na linha do tempo era o fato de Gwen Stacy não ter morrido, estabelecendo toda uma nova continuidade.

Julgando a ideia confusa demais para ser absorvida pelos leitores, e estabelecendo uma linha do tempo paralela e focada em apenas um personagem, Quesada optou pelo mais simples, simplesmente cortar o casamento de Peter e ponto final.

O que começa torto só pode acabar torto.

Embora em tese os motivos da mudança sejam indiscutivelmente válidos, o modo como foi executado foi de uma displicência exemplar. Não, Quesada, infelizmente, volte cinco casas.

Outra jogada polêmica foi aumentar o botão da rivalidade com a DC, simplesmente porque “a rivalidade torna as coisas interessantes”.  Assim, nada de crossovers(com exceção do histórico Vingadores vs Liga da Justiça). E com a ascensão do universo Marvel nas telas, alfinetadas constantes nos títulos da editora, como a inclusão das falas “I know, right” no título do Deadpool, frase usada toda hora por Ryan Reynolds na bomba Lanterna Verde.

Menos café, Quesada, menos café.

Foi também um ferrenho defensor das megassagas ano após ano, não pela validade delas, mas porque,  pragmaticamente falando, em um mercado constantemente deficitário elas mantêm o feijão no prato enquanto o tão sonhado novo Watchmen não chega.

Chegamos por fim ao quadrado final do jogo.

Ou não.

Após dez anos no cargo, Quesada foi promovido a Chief Creative Officer, um cargo de 10definições e limites vagos, literalmente inventado para ele, o que, em que pese as declarações de todos seus detratores, apenas atesta a importância dele para a empresa. Ali ele estabeleceu, entre diversos outros projetos, as iniciativasAll New, que estão quase virando piada devido ao volume cada vez maior de adjetivos acumulados a cada ano, mas que, inegavelmente, provou-se ser uma jogada eficientíssima: uma reinvenção anual dos demais títulos da casa, com equipes criativas completamente inusitadas. Entre os (muitos) erros e (muitos) acertos, é perceptível o definitivo dar de ombros para o passado e para o papel que a indústria reservou aos quadrinhos: para o bem ou para o mal, o laboratório de testes de novas ideias para suas marcas, as melhores, abastece seus irmãos maiores, os filmes, os games, a TV.

Ao deixar o cargo, em entrevista, ele relembrou que começou na indústria querendo desenhar o “seu”Watchmen, embora nunca tenha chegado nem remotamente perto disso. Quesada ainda desenha. Uma capa por mês, em média. Segundo ele, isso o ajuda a manter as coisas em perspectiva.

Comentou que pegou uma empresa falida, reinventando-a novamente como sucesso de público e crítica, aproximou-a de Hollywood, terminando por consolidá-la como uma força cinematográfica e uma das maiores marcas da indústria de entretenimento, o que por si só garantiu a sobrevida de um gênero em franca decadência por mais umas duas décadas, pelo menos.

No fim das contas, ele sentencia, será por isso que ele vai ser lembrado.

Talvez tenha sido esse o seu Watchmen, um Watchmen de bastidores.

Alguns títulos que valeram a pena acompanhar da gestão Quesada:

Demolidor, de Kevin Smith e Joe Quesada

Inumanos, de Paul Jenkis e Jae Lee

Justiceiro, de Garth Ennis e Steve Dillon.

Marvel Boy, de Grant Morrison e J.G. Jones

The Sentry, de Paul Jenkins e Jae Lee

1602, de Neil Gaiman e Andy Kubert.

X-Force, de Peter Milligan e Michael Allred

Cage, de Brian Azzarello e Richard Corben

Hulk, de Bruce Jones e Mike Deodato

Alias, de Brian Michael Bendis e Michael Gaydos

Ultimate Homem-Aranha, de Brian Michael Bendis e Mark Bagley

Poder Supremo, de J. Michael Straczynski e Gary Frank

Wolverine Origem, de Paul Jenkis e Andy Kubert

Demolidor, de Brian Michael Bendis e Alex Maleev

Mulher-Hulk, de Dan Slott e Juan Bobillo

X-men, de Grant Morrison e Frank Quitely

Banner, de Brian Azzarello e Richard Corben

Os Supremos, de Mark Millar e Bryan Hitch

Punho de Ferro, de Ed Brubaker, Matt Fraction e David Aja

Capitão América, de Ed Brubaker e Steve Epting

Quarteto Fantástico, de Mark Waid e Mike Wieringo.

X-men, de Joss Whedon e John Cassaday

Thor, de J. Michael Straczynski e Oliver Coipel

Nova Onda, de Warren Ellis e Stuart Immonen

Ultimate Quarteto Fantástico, de Mark Millar e Greg Land

Homem de Ferro: Extremis, de Warren Ellis e Adi Granov

Quarteto Fantástico, de Mark Millar e Bryan Hitch.

Demolidor, de Mark Waid e Paolo Rivera

Cavaleiro da Lua, de Warren Ellis e Declan Shalvey

Gavião Arqueiro, de Matt Fraction e David Aja

Surfista Prateado de Dan Slott e Mike Allred

Miracleman, de Alan Moore e Alan Davis

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Fábio Ochôa trabalha como redator publicitário. Conquistou prêmios, foi citado na TV, foi diretor de criação, já saiu na Zupi, fez campanhas políticas e, mesmo assim, ainda consegue gostar das pessoas e achar este mundo um lugar legal. É um exemplo, esse rapaz. Trabalha também como ilustrador freelance e roteirista eventual. Para saber mais acesse:  www.behance.net/fabioochoa

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3 comentários sobre “Enquanto isso… O Homem que Salvou os Super-Heróis?

  1. Gordo miserável esse Joe acabou com a cronologia do Homem-Aranha e seu casamento e ainda incentivou os fãs da Marvel a atacaram e queimarem as revistas da DC vontade de quebrar a cara desse desgraçado.

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