Crítica: PIRATAS DO CARIBE: A VINGANÇA DE SALAZAR

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A série recupera seus temas básicos de forma engenhosa

Por Carlos Alberto Bárbaro

Logo nos primeiros minutos de Piratas do Caribe: A Vingança de Salazar (Pirates of the Caribbean: Dead Men Tell no Tales, 2017), o filho de Will Turner (Orlando Bloom) encontra o fantasma do pai e promete que vai trazê-lo de volta ao mundo dos vivos. Nesse momento, é quase impossível afastar uma sensação de incômodo diante da perspectiva de todo um filme dedicado à ressureição de um personagem icônico dos três primeiros filmes da série sobre o capitão Jack Sparrow (Johnny Depp) e suas buscas por tesouros e artefatos místicos. Embora seja exatamente isto o que o jovem Henry Turner (Brenton Thwaites, o príncipe de Malévola) vá fazer, ao lado da decidida Carina Smyth (Kaya Scodelario, da série Maze Runner), o quinto exemplar da série acaba por ser uma grande diversão.

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A dupla possui um livro com anotações que servem de mapa para a localização do tridente de Netuno que, conta-se, teria o poder de desfazer maldições como a sofrida pelo pai de Henry. Claro que, como nos filmes anteriores, o casal não será o único a querer esse objeto mítico. Um fantasma implacável, o capitão Salazar (Javier Bardem, de Skyfall) também quer a relíquia pra realizar sua vingança contra o capitão Jack Sparrow, após escapar com sua tripulação do local em que sua maldição os confinava.

O filme é uma tentativa – bem-sucedida – de recuperar a série após o fiasco (qualitativo apenas) da quarta parte. E para isso lança mão de todos os recursos, inclusive de uma sequência de roubo a banco empolgante e pra lá de impossível por todas as leis da física, totalmente inspirada em Velozes e Furiosos 5, não por acaso, o filme que revitalizou a série de Toreto e companhia.

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A vingança de Salazar é daqueles filmes planejados pelo estúdio para fazer um bilhão na bilheteria e, por isso, segue as regras desse tipo de produção: filmes desavergonhados em sua busca de oferecer sequências de ação cada vez mais impossíveis e bem executadas, com um toque do bom e velho melodrama e uma piscadela para os temas relevantes da atualidade. Por exemplo: Carina Smyth, a personagem de Scodelario, é uma mulher de ciências ciosa de sua importância, que luta o tempo todo contra o misticismo da época, que vê nela não mais que uma bruxa que deve morrer. Pena que sua luta tenha lugar num mundo em que bruxas, fantasmas e artefatos místicos sejam a regra.

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O filme dirigido pela dupla Joachim Rønning e Espen Sandberg (responsáveis pela aventura bem-humorada Bandidas, de 2006) tem momentos divertidos, melodrama na dose certa pra cortar o coração e até mesmo uma sequência de perseguição com criaturas em CGI que presta homenagem, talvez involuntária, ao grande Ray Harryhausen, pioneiro dos efeitos especiais. E esse Piratas 5 apresenta um detalhe curioso: já é o quarto filme do gênero neste ano que traz os pais como tema central, precedido que foi por Logan, Velozes e furiosos 8 e o grande Guardiões da galáxia Vol. 2. Os combalidos progenitores e mentores agradecem a lembrança.

Cotação:

3 pasteis

BraboCarlos Alberto Bárbaro é tradutor, preparador de textos e criador de casos profissional. Nega que seja um pirata, apesar de ser um empolgado navegador do vasto oceano dos torrents

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