Crítica: TRANSFORMERS 5: O ÚLTIMO CAVALEIRO

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Das alegrias de ser dono dos brinquedos, do parquinho e poder brincar como quiser

Por Carlos Alberto Bárbaro

Transformers: O Último Cavaleiro (Transformers: The Last Knight, 2017) é talvez o capítulo mais coerente de toda a série, sempre dirigida por Michael Bay. Sim, teremos a quantidade usual de explosões, confrontos entre autobots e decepticons, mas, surpresa, tudo isso agora costurado por uma história de verdade, inegavelmente simples, claro, mas com muito menos piadinhas sem noção dos autobots e, pasme, sem tantos decotes ou os closes glúteos do passado.

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Começam as mudanças já no prólogo, no qual presenciamos os Transformers ajudando o rei Arthur (Liam Garrigan) e seus cavaleiros da Távola Redonda a vencerem uma batalha praticamente perdida, ao darem a Merlin (Stanley Tucci) um poderoso artefato, que viria a ser conhecido como “o cetro de Merlin”, que está perdido desde a morte do bruxo e que será instrumento essencial na trama.

Revela-se também aqui que os Transformers sempre estiveram por perto, e sempre influindo nos eventos históricos mais importantes da humanidade, notadamente na Segunda Guerra Mundial.

Transformers_-The-Last-Knight-_Drums_-SpotNo presente, Optimus Prime (Peter Cullen), visto à deriva no espaço nos momentos finais do capítulo anterior da saga, chega ao planeta Cybertron, onde descobre ter sido o responsável por sua destruição. Ali, passa a ser controlado pela decepticon Quintessa (Gemma Chan), sacerdotisa e guardiã do que restou do planeta e que pretende, com a ajuda de Optimus Prime, fundir o seu planeta moribundo com a Terra.

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Enquanto isto, Cade Yeager (Mark Wahlberg), o amigo e protetor que os autobots fizeram no filme anterior, esconde-se em um ferro-velho com os poucos deles que restarem, já que estão sendo perseguidos por uma patrulha de elite do exército americano que busca extinguir a ameaça que essas criaturas de metal representam para a humanidade. Com a ameaça de Quintessa cada vez mais próxima, nossos heróis – com a ajuda preciosa de Sir Edmund Burton (Anthony Hopkins), um lorde inglês versado nas artes místicas, e da descendente contemporânea do mago Merlin, Vivian Wembley (Laura Haddock, a mãe do Senhor das Estrelas, nos dois Guardiões da Galáxia) – tentarão, junto aos autobots de sempre, evitar mais essa ameaça à existência da raça humana.

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E é um espetáculo. Não se enganem, Michael Bay, segundo os prerrequisitos estabelecidos pelos franceses da Cahiers du cinema, é um autor. Um dos poucos em atividade no ramo dos blockbusters. Um autor de cinco anos de idade, diriam alguns, mas um autor de sorte se for assim, pois ao contrário dos outros meninões de sua geração, teve a sorte de ter no cinema seu imenso parque de diversões, onde coloca seus brinquedos para lutar e convida seus amigos para se divertir com ele. E nunca a fórmula e o domínio de cena que ele conquistou com o passar dos anos estiveram tão bem depurados como aqui.

TRANSFORMERS: THE LAST KNIGHT

Em recente entrevista em sua passagem por São Paulo, Bay profetizou o fim do cinema como o conhecemos hoje, apresentando os dados cada vez mais decrescentes da bilheteria americana como prova do seu argumento. O número de ingressos vendidos nas salas de cinema de todo o mundo, mas principalmente nas dos Estados Unidos, vem caindo ano a ano a níveis constantes. Os únicos filmes que ainda incentivariam as pessoas a sair de casa, portanto, seriam os do tipo portentosos, como os dele, que necessitam de uma tela ampla e do melhor e mais sonoro sistema de projeção para serem apreciados como em nenhum outro suporte.

transformers-the-last-knight-michael-bay-imageSe Bay chegou a essa conclusão desde o primeiro filme da série ou se ela é recente, é difícil precisar. Resta o fato de que o quinto episódio da saga, e nem de longe o último, é o menos irritante e o mais empolgante de toda a série. Bay, com pleno domínio de tudo o que acontece na tela, se torna aqui o regente de um espetáculo cheio de som e de fúria, que faz tremer cada poltrona do cinema em seus momentos mais conflituosos, mas que (coisa cada vez mais difícil nesses tempos que correm) cumpre sua promessa de entregar uma diversão descompromissada que somente pode ser desfrutada em sua inteireza numa boa sala de cinema. (Dê preferência, se puder, a uma sala IMAX.)

Mas, atenção, o espetáculo dura somente enquanto dura a projeção. Não vai pra casa contigo.

Cotação:

4-pasteis

BraboCarlos Alberto Bárbaro é tradutor, preparador de textos e criador de casos profissional. Apesar de ser um cara culto e refinado, não deixa de gostar de filmes de super-heróis, porradaria explícita, correria e explosões. Algumas crianças realmente nunca crescem…

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