Crítica: TOMB RAIDER: A ORIGEM

A heroína dos games volta ao cinema com uma aventura que dá saudade da versão digital

Por Gustavo Daher

Lara Croft, a heroína de Tomb Raider, um dos maiores sucessos da história dos games, já chegou ao cinema em dois filmes estrelados por Angelina Jolie, em 2001 e 2003. Produzidos pela Paramount, os dois filmes foram sucessos medianos de bilheteria e não agradaram muito à crítica.

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A Paramount abriu mão de produzir novos filmes com a personagem e os direitos foram parar na Warner, que está sempre à procura de opções para iniciar novas franquias, e resolveram fazer um reboot, dando uma nova cara à personagem e criando uma aventura mais moderna. Ao menos, na teoria.

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Dirigido pelo pouco conhecido norueguês Roar Uthaug, estrelado por Alicia Vikander (oscarizada por A Garota Dinamarquesa) e baseado na versão do game lançada em 2013, Tomb Raider: A Origem (Tomb Raider, 2018) é, infelizmente, um filme sem graça que comprova a maldição dos filmes baseados em videogames. Um filme de ação completamente esquecível, com uma protagonista desprovida de carisma e roteiro nada criativo.

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Pra ser sincero, realmente não lembro muito bem o que aconteceu no filme. Tem umas correrias, Lara Croft dá uns pulos e tem que achar o templo onde jaz o cadáver de uma antiga rainha japonesa. O pai de Lara Croft, interpretado por Dominic West, só fala através de frases feitas de livro de auto-ajuda. As cenas de ação são genéricas e nada empolgantes. Por exemplo, quando a protagonista entra no tal templo, somos presenteados com uma imitação bem mequetrefe das armadilhas de Indiana Jones e a Última Cruzada. Chão caindo? Tem. Penhasco sem fundo? Tem também. Objeto de metal matando capanga? Claro que tem e está em promoção. E, obviamente, o templo vai pra casa do c@r@lh* ao final, como é de praxe no gênero.

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O final tem um gancho para uma possível continuação, se este se sair bem nas bilheterias. Prefira reassistir os filmes de Indiana Jones – sim, até o último. Deixe Lara Croft apenas nos videogames, Hollywood.

Cotação:

2 e meio

.

Gustavo

Gustavo Daher é designer e quadrinista. Há anos destila seu humor (e mau humor) no site Toscomix (toscomix.blogspot.com). Desde criança é fascinado por filmes de terror, com uma predileção mórbida por filmes de zumbis italianos e, nesses casos, quanto piores forem, melhor. Mora em São Paulo, mas um dia quer sair pelo mundo à procura de tesouros incríveis… com bons filmes baseados em videogames

 

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