Crítica: DEADPOOL 2

 

Mais anárquico que o primeiro, o novo filme do anti-herói dos quadrinhos não perdoa ninguém

Por Maurício Muniz

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O primeiro Deadpool, em 2016, foi uma surpresa. Primeiro pelo roteiro divertidíssimo, que quebrava a quarta parede constantemente e brincava de maneira descontraída e até meio profana com os filmes de super-heróis e suas convenções. Depois, porque conseguiu arrecadar uma bilheteria monstruosa, de US$ 783 milhões, contra um orçamento mediano (ainda mais para um filme do gênero) de US$ 58 milhões.

A boa notícia é que Deadpool 2 (2018) consegue manter o mesmo clima do filme anterior e, em alguns pontos, até ultrapassá-lo. A anarquia rola solta quase da primeira à ultima cena e sobram piadas e farpas para os filmes da Marvel, da DC, para os roteiristas e para o próprio Ryan Reynolds, que volta ao papel e está listado também como um dos roteiristas, ao lado de Rhett Reese e Paul Wernick, responsáveis pela trama do filme anterior.

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Da trama, aliás, vamos falar pouco aqui. A produção teve o cuidado de produzir trailers que conseguiram esconder todas as surpresas e é preciso respeitá-las, para que o espectador possa aproveitar ao máximo o filme. Basta saber que, desta vez, tudo envolve a amizade de Wade Wilson (o nome real do mercenário) com o jovem mutante Russell Collins (o talentoso Julian Dennison), que é perseguido pelo violento Cable (Josh Brolin, o Thanos de Vingadores: Guerra Infinita), vindo do futuro. Para ajuda-lo nas aventuras do filme, Deadpool forma uma equipe, a X-Force, na qual se destaca Domino (Zazie Beets), que usa a sorte como poder. Também estão de volta Colossus (voz de Stefan Kapicic) e Negasonic Teenage Warhead (Brianna Hildebrand), os membros dos X-Men que – curiosamente – apenas são membros ativos dos X-Men nos filmes de Deadpool, mas não nos próprios filmes dos heróis mutantes. Continua também o relacionamento meio fofo, meio devasso entre Wade e Vanessa (a brasileira Morena Baccarin).

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Mas esqueça a história. Ela é simples e com vários furos – como o próprio filme comenta. O importante é a metralhadora de piadas. O diretor David Leitch (que substitui Tim Miller, do anterior) é um especialista em cenas de ação, responsável pelos ótimos Atômica e, como produtor, pela série John Wick. Seu maior mérito aqui é incluir, nas competentes cenas de pancadaria e perseguições, o espírito humorístico e as piadas tresloucadas que são a marca da série.

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A franquia Deadpool é o produto mais diferente e com personalidade própria entre a enormidade de filmes de super-heróis presentes nas telas atualmente. Sua intenção primária é satirizar o gênero e, a partir daí, nada é sagrado. O público, por sua vez, entra na brincadeira e se diverte muito, se não se importar com os palavrões e depravações aos montes.

Com a compra da Fox pela Disney (mesmo se ainda não está finalizada e podem aparecer alguns impeditivos), resta saber que rumo Deadpool tomará nas telas. Será incluído no Universo Cinematográfico Marvel junto ao Homem de Ferro e Capitão América? Será deixado de lado, já que é um produto de contornos ofensivos para muitos – tanto que os filmes nem são exibidos na China, o segundo maior mercado do cinema mundial? Ou terá seu tom amenizado para futuras aventuras?

Enquanto não sabemos, vamos aproveitar os filmes que estão aí.

Cotação:

4 pasteis

MauMaurício Muniz é jornalista, tradutor e editor de livros, revistas e HQs. Acha o Deadpool um saco nas HQs, mas curte muito o personagem nas telas

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