Crítica: HAN SOLO – UMA HISTÓRIA STAR WARS

A nova aventura de Star Wars diverte, mesmo se é previsível

Por Maurício Muniz

Quando a Disney comprou a Lucasfilm em 2012, o grande conglomerado de entretenimento parecia estar comprando, na verdade, uma permissão para imprimir dinheiro. Afinal, não existe franquia mais amada que Star Wars e se o estúdio lançasse um filme da saga por ano, seria garantia eterna de dinheiro em caixa, certo?

Certo. Mas com ressalvas.

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A Disney lançou dois bons filmes da série espacial: O Despertar da Força (2015) e Rogue One (2016) que renderam, respectivamente, dois bilhões de dólares e um bilhão. Nada mal e o sucesso parecia garantido. Porém, na percepção do público, começou a parecer uma estratégia caça-níqueis quando anunciaram um filme sobre a juventude de Han Solo, um dos personagens mais amados da série. Não que todos não quisessem ver o filme (claro que queriam), mas começou a criar-se a impressão que talvez o Oportunismo fosse poderoso com o Mickey. E quando chegaram notícias de que a dupla de diretores do filme foi demitida no meio das filmagens, tendo que ser substituída às pressas pelo veterano Ron Howard, o ceticismo dos fãs aumentou. E também não ajudou muito, no plano geral, que Os Últimos Jedi, o filme anterior da franquia, não tenha sido tão bem recebido pela crítica e pelo público.

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O que nos traz a Han Solo – Uma História Star Wars (Solo – A Star Wars Story, 2018), que chega esta semana às telas e, folgo em dizer, sei sai bem na maior parte do tempo, inclusive com a escolha de seu astro. Alden Ehrenreich consegue capturar parte do charme e simpatia de Ford e se mostra um bom herói para a trama que recupera elementos do antigo universo expandido da saga e acrescenta detalhes novos. Após escapar de seu planeta natal, Corellia, Solo se mete em diversas confusões na tentativa de levantar fundos para voltar até lá e resgatar sua amada Kira (Emilia Clarke), que trabalha no submundo do crime. Solo se torna soldado do Império por falta de opções, mas se torna um desertor e entra para uma gangue de ladrões comandada pelo esperto Beckett (Woody Harrelson), que se torna uma espécie de mentor do rapaz. Han conhece o wookie Chewbacca (Joonas Suotamo), que se tornaria seu maior amigo, e o trapaceiro Lando Calrissian (Donald Glover), dono da Millennium Falcon, nave que está destinada a ser de Han um dia.

O ritmo de é agitado e o apuro técnico salta aos olhos, principalmente na emocionante sequência do assalto a um trem. Howard recupera um tanto do clima da trilogia original e o filme diverte, com uma primeira metade é mais empolgante que a segunda. É de estranhar a opção de usar apenas trechos curtos do tema de Star Wars na trilha sonora, como se o filme não quisesse abraçar totalmente seu legado. E talvez você se sinta incomodado com o conceito de um dos monstros do filme que parece exagerado até para o universo fantasioso de Star Wars, ou com certas “mensagens sociais politicamente relevantes” que são incluídas com mão pesada e sem sutileza.

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Ao mostrar a iniciação de Solo no caminho que o levará a se tornar um contrabandista renomado, o filme se mostra previsível, em grande parte. O roteiro de Lawrence Kasdan (de O Império Contra-Ataca e O Retorno de Jedi) e de seu filho Jonathan é competente mas, no final das contas, sem grandes surpresas – até suas várias reviravoltas finais, algumas que deveriam ser chocantes, não vão impressionar ao público. A falha parece ser de os produtores pensarem “Vamos dar ao público o que ele quer ver”, inclusive na óbvia referência a “Han atira primeiro”. Isso elimina muito da fricção e do choque necessários para criar um filme memorável – como o foi, por exemplo, Rogue One que trouxe elementos novos e tão inesperados ao mundo de Star Wars que já é considerado por muitos como o melhor filme de toda a saga.

Vale conferir e você vai se divertir, só não espere que seja um filme inesquecível como alguns de seus predecessores. Mas veja pelo lado bom: ao menos é muito melhor que os episódios I a III.

Cotação:

3 e meio

 

MauMaurício Muniz é jornalista, tradutor e editor de livros, revistas e HQs. Acha que o Capitão Kirk original, de William Shatner, daria uma surra em qualquer versão de Han Solo com facilidade. Aceitem!

 

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2 comentários sobre “Crítica: HAN SOLO – UMA HISTÓRIA STAR WARS

  1. oi boa tarde e obrigado 

    “Que a força esteja com você!!” (Star Wars) “Longa vida e próspera!” (Spock – Star Trek)  “Nada tema, com o Ivan não há problema!”

    Curtir

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