Crítica: JURASSIC WORLD: REINO AMEAÇADO

A nova aventura da franquia limita-se a trazer aquilo mesmo de sempre

Por Carlos Alberto Bárbaro

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Assim como no segundo filme da série original, Jurassic Park, O Mundo Perdido (1997), o novo Jurassic World: Reino Ameaçado (2018) tem início alguns anos após os eventos trágicos ocorridos no famoso parque temático da Ilha Nublar. A mudança fundamental sendo que, por vivermos em mundo dotado de maior consciência ecológica, o fato de dinossauros criados em laboratório terem chacinado centenas de frequentadores dessa polêmica atração não impede que ONGs e o próprio governo americano estejam buscando meios de preservar da extinção as várias espécies que foram deixadas naquela ilha após o fechamento do parque, ameaçadas que estão de sucumbirem à erupção do vulcão da ilha, ativo como nunca após séculos dormente.

Como o tempo urge, e a ambição campeia, o atual administrador da InGen, Eli Mills (Raf Spall), contrata um grupo de mercenários para resgatar o maior número possível de dinos e trazê-los para a civilização.

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Mas para que tudo corra otimamente, Mills ainda tem de convencer o par romântico do filme anterior, Claire Dearing (Bryce Dallas Howard), que está no comando de uma ONG pra salvar os bichões, e Owen Brady (Chris Pratt), que está construindo uma cabana para viver longe da civilização, a supervisionarem a operação. O que, convenhamos, não será muito difícil.

Claro que nem administrador e nem o chefe dos mercenários, Ken Wheatley (Ted Levine), são flores que se cheire, não estando nem um pouco preocupados em salvar os bichos, mas tão somente em negociar as espécies no mercado negro. (Sim, aparentemente existe um mercado negro de dinos em ascenção.)

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É fácil perceber que, com pouquíssimas diferenças, esta é exatamente a mesma trama de O Mundo Perdido, o filme de 1997, com apenas duas diferenças básicas, e bem-vindas.

A primeira: o eixo ordenador deste episódio é a total despreocupação com qualquer aparência de realidade, em criar um mundo que seria possível imaginarmos vir a ser o nosso algum dia, o que era uma característica da primeira trilogia. O que interessa aqui é abraçar o impossível sem amarras. Algo que o primeiro episódio já ensaiava ao estabelecer uma relação de “camaradagem” entre Owen e um trio de raptors que, na sequência mais formidável daquele filme, eram liderados por nosso herói em sua imponente moto pelas selvas da Ilha Nublar, algo referenciado de modo sarcástico neste. Não por coincidência, Blue, o raptor sobrevivente, é a presa mais cobiçada pelo pessoal da InGen, que precisa de Owen justamente pelo elo entre ele e Blue.

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A segunda: Maisie Lockwood (Isabela Sermon), a pequenina neta de Benjamin Lockwood (James Cromwell), é uma a lufada de humanidade numa produção excessivamente confiante em sua capacidade de encantar com a enésima recriação de situações de suspense que chegam a reproduzir plano a plano momentos do primeiro exemplar da série atual, velho de apenas dois anos. Maisie é uma garota curiosa, não apenas a respeito dos dinossauros, mas ávida de informações sobre a mãe que não chegou a conhecer, movendo-se com a graça e a agilidade dos raptors em busca de respostas para essas questões que a atormentam.

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O Reino Ameaçado é uma produção competentíssima, com dinossauros cada vez mais críveis graças aos avanços na área das criações digitais, cenas de ação executadas com precisão, embora cada vez mais tediosas, já que eternamente presas a um esquema invariável e congelado, infenso à ousadia e à quebra de expectativas. Uma série que não consegue mais encantar, buscando apenas variações cada vez mais rocambólicas de humanos prestes a serem comidos por dinossauros, e que chega ao cúmulo de utilizar Jeff Goldblum para explicar didaticamente ao espectador o significado do filme e as questões éticas que ele discute – ou que, ao menos, tem a pretensão de discutir. E que, sinceramente, não precisava nos brindar com uma versão humana do Jar Jar Binks.

Cotação:

3 e meio

 

BraboCarlos Alberto Bárbaro é tradutor, preparador de textos e criador de casos profissional. Gosta de filmes de dinossauros porque fazem com que se lembre da infância

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2 comentários sobre “Crítica: JURASSIC WORLD: REINO AMEAÇADO

  1. oi bom dia e obrigado 

    “Que a força esteja com você!!” (Star Wars) “Longa vida e próspera!” (Spock – Star Trek)  “Nada tema, com o Ivan não há problema!”

    Curtir

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