Crítica: HALLOWEEN (2018)

A conhecida franquia de terror teve uma carreira irregular nas telas… e agora volta para tentar tirar a má impressão dos últimos exemplares

Por Gustavo Daher

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Escrito e dirigido por John Carpenter e lançado em 1978, Halloween foi um grande sucesso e um marco no gênero. O filme apresentou ao mundo o psicopata mascarado Michael Myers e iniciou a febre dos filmes conhecidos como slashers, sobre assassinos que elimina suas vítimas de maneiras violentas.

O filme custou US$ 300 mil e obteve uma bilheteria mundial de US$ 70 milhões, o que o transforma em um dos filmes independentes de maior sucesso da história do cinema. É claro que com este sucesso vieram as inevitáveis continuações, incluindo o bizarro Halloween III: A Noite das Bruxas (1982), que não tem ligação nenhuma com os outros filmes da série e mostra outra história com temática do Dia das Bruxas.

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Após o fiasco da sexta parte, Halloween 6: A Última Vingança (1995), os produtores resolveram que era hora de voltar às origens. Em 1998 chegou aos cinemas Halloween H20: 20 Anos Depois, que ignorava as partes 3, 4, 5 e 6 e trazia de volta a personagem Laurie Strode, interpretada por Jamie Lee Curtis. O filme era competente e oferecia um final decente para a franquia. Mas, como estamos falando de Hollywood, é claro que botaram tudo a perder com a horrenda continuação Halloween: Ressurreição (2002), que enterrou a franquia por mais 5 anos.

Em 2007, com a onda de remakes de filmes de terror, o roqueiro Rob Zombie defecou sua lamentável interpretação do filme original, Halloween: O Início. Como desgraça pouca é bobagem, em 2009 ele cometeu outro crime contra a humanidade e lançou o lixo nuclear que é a continuação do seu remake. Como era de esperar, a série entrou em outro hiato.

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Mais (Michael) é menos

Agora, 40 anos após o filme original, o nono filme da franquia chega aos cinemas. Com o nada criativo nome Halloween (já são 3 exemplares da franquia com o mesmo nome), o filme copia alguns aspectos de Halloween H20: 20 Anos Depois, ignorando todos filmes da franquia, com exceção do original, e mostra Michael Myers de volta a Haddonfield para apavorar as pessoas numa noite de Dia das Bruxas e se vingar de Laurie Strode (Curtis, de volta ao papel).

E é isso aí, basicamente. O roteiro, coassinado pelo diretor David Gordon Green (com mais passagens pela TV que pelo cinema) e pelos comediantes Danny McBride e Jeff Fradley, é um completo clichê e não traz nenhuma novidade ao gênero. As mortes não são muito criativas e o final é pra lá de bobo. O tão aguardado embate final entre Laurie e Michael Myers deixa a desejar e o filme, infelizmente, acaba sendo apenas mais um exemplar mediano na franquia.

Para os fãs, ao menos há John Carpenter de volta, comandando a clássica trilha sonora. O melhor do filme são os dois belíssimos cartazes ilustrados pelos famosos quadrinistas Bill Sienkiewicz e Todd McFarlane.

De qualquer maneira, independentemente da qualidade, o filme está se saindo bem nas bilheterias americanas, o que praticamente garante um novo exemplar. Quem sabe acertam no próximo.

Cotação:

3 pasteis

Gustavo

Gustavo Daher é designer e quadrinista. Há anos destila seu humor (e mau humor) no site Toscomix (toscomix.blogspot.com). Já foi visto pelas ruas de São Paulo usando uma máscara e um facão, ameaçando quem não gostou do filme do Spirit

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2 comentários sobre “Crítica: HALLOWEEN (2018)

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